Déficit de atenção: até 5% das crianças no mundo têm TDAH

Especialistas falam como os pais devem agir caso o filho seja diagnosticado com o transtorno.

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é mais comum em crianças e adolescentes e apresenta sinais típicos, como a dificuldade de concentração, impulsividade e inquietação, todos num nível acima do normal, trazendo prejuízos para a vida da criança e dos pais. Para o diagnóstico correto é preciso fazer entrevistas clínicas, relatórios psicopedagógicos e testes. Só depois disso é possível saber se os sintomas são normais ou indicam uma patologia. A boa notícia é que a maioria das crianças que tem TDAH melhora a partir da adolescência.

Veja alguns sinais de alerta:

Dificuldade em brincar silenciosamente;
Inquietação;
Desorganização;
Não completar tarefas.

TDAH NA FASE ADULTA?
Em 50% dos casos, o transtorno acaba na infância. Mas para descobrir quais crianças podem ter sintomas ainda na vida adulta, pesquisadores do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, em parceria cientistas dos Estados Unidos e do Reino Unido, desenvolveram um programa de computador para calcular o risco.

“A gente consegue chegar a uma aproximação e poder trabalhar com aquela família se a criança está no maior risco ou no menor risco de persistência e com isso, também é importante porque a gente consegue mobilizar mais a família em algumas situações para seguir o tratamento, aderir ao tratamento”, explica o diretor do programa de déficit de atenção e hiperatividade em crianças, Luis Augusto Rohde.

É preciso ressaltar que a calculadora de TDAH não dá o diagnóstico. O teste só mostra os riscos da criança ter TDAH na fase adulta, o que não quer dizer que isso irá acontecer. A calculadora serve mais como um alerta para os pais ficarem atentos ao comportamento do filho e tratarem o problema.

COMO AJUDAR A CRIANÇA COM TDAH
Além do tratamento com especialista, os pais podem estimular os filhos com brincadeiras e jogos infantis lúdicos, que exigem concentração e atenção, como quebra-cabeça, brincar de estátua, jogos da memória, jogos de tabuleiro, “seu mestre mandou”, “morto-vivo” etc.

Essas brincadeiras devem ser incorporadas à rotina da família e praticadas diariamente. Com isso, de forma divertida, os pais ajudam seus filhos a segurar os impulsos – aguardando até que uma ordem seja completada, ou parando subitamente o que estão fazendo; a prestar atenção – guardando e manipulando informações; e a controlar a inquietação motora – desenvolvendo o autocontrole.

Excesso de diagnóstico?

Prescrição do remédio mais utilizado contra o TDAH aumentam durante o período escolar, diz Anvisa. Doutor Daniel Barros, psiquiatra e consultor do Bem Estar fala sobre o papel da escola em casos do transtorno e se há exageros.

Fonte: BemEstar

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