Bedtime fadin, técnica para bebês pegarem no sono rápido

Um estudo australiano, publicado recentemente no periódico Sleep Medicine, acaba de mostrar um novo caminho para melhorar o sono dos pequenos.

O método, chamado de bedtime fading, consiste em adiar um pouco o horário de deitar para que a criança chegue na cama já bem sonolenta. A ideia é que, ao aumentar o tempo acordado e restringir um pouco a oportunidade de dormir, o sono venha mais fácil e o relógio biológico entre nos eixos.

Para testá-lo, os pesquisadores acompanharam durante dois anos 21 crianças com idades entre 1,5 e 4 anos e seus pais, que receberam instruções sobre os mecanismos do sono e instruções para aplicar a técnica em casa.

Depois de duas sessões de treinamento ao vivo e duas semanas de exercício em casa, melhoras imediatas foram observadas no descanso dos pequenos. Por exemplo, o tempo para pegar no sono, que ficava entre 23 e 11 minutos, caiu para uma faixa de 13 e 7 minutos. Já os episódios de birra semanais caíram de até 3 para menos de 1. Os benefícios se mantiveram por até dois anos depois do treino, período acompanhado pelos especialistas.

Como fazer o bedtime fading

Veja o passo-a-passo:

  1. Escolha um horário para seu filho acordar. Ele deve ser o mesmo em todos os dias da semana.
  2. Por algumas noites, atrase o horário de ir deitar em 15 minutos. Por exemplo, se ele vai para a cama às 20h, espere até 20h15.
  3. Nesse período, mantenha-o acordado com atividades leves, nada muito estimulante como TVs e jogos eletrônicos ou brincadeiras intensas demais.
  4. Se ele ainda demorar para pegar no sono, atrase mais um pouco a hora de dormir, de 20h15 para 20h30, em nosso exemplo.
  5. Faça isso até que ele adormeça mais facilmente e passe a noite toda dormindo. Depois, mantenha horários regulares para dormir e acordar.

Fonte:  Bebê.com.br

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Perdoar promove bem-estar

Quem não perdoa fica com uma ferida aberta, liberando o tempo todo hormônios do estresse que podem fazer mal para o coração.

Existem dois tipos de perdão, o racional e emocional. Estudos que mostram que quando a gente perdoa racionalmente – não vou mais pensar nisso, talvez eu estivesse errado – diminui um pouco a carda negativa, mas é o perdão emocional – abrir mão das sensações negativas – que traz o benefício real para o corpo. É melhor para a diminuição do estresse, cortisol, e com isso melhora a saúde do coração.

A capacidade de perdoar é muito requintada, e por isso precisa ser treinada, repetida como um mantra. Não perdoar pode deixar o sistema de alerta sempre ligado. A constante liberação de hormônios do estresse, como adrenalina e cortisol, no nosso corpo faz mal, atrapalha o sono, aumenta a pressão arterial, a frequência cardíaca e a glicemia.

Pedir perdão não é fácil. Perdoar também não. Quando perdoamos, o estresse associado ao ressentimento diminui a ponto de suas consequências serem notáveis fisicamente. Diversos estudos mostram redução da pressão arterial, da frequência cardíaca, da tensão muscular. Quem perdoa também experimenta maior relaxamento, mais bem-estar e sensação de controle.

O perdão aumenta oxitocina, hormônio do relacionamento. Melhora a imunidade e a sensação de bem-estar, aumenta a liberação de serotonina e dopamina, neurotransmissores que melhoram o humor.

Fonte : Bem Estar

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Seu filho manda em você? Saiba o que é a `Síndrome do Imperador´

Para a especialista, o problema começa quando os pais têm medo de frustrar os filhos e querem, a qualquer custo, fazer com que as crianças sejam felizes a qualquer custo.

Os pais dão tudo para ele, de festa ostentação em buffet infantil a brinquedos de última geração, mas ainda assim a criança está insatisfeita. Para ela, limites e regras não existem. Para os pais, o que fica é o sentimento de frustração de nunca conseguir agradar o filho. Apesar de parecer apenas um exemplo do que chamaríamos de “mimado”, o caso pode ser mais sério, definido como “Síndrome do Imperador”. Apesar de não ser reconhecido pelo DSM-5 (Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais), o problema atinge muitas famílias brasileiras e, de acordo com especialistas, exige tratamento psicológico, tanto dos pais quanto das crianças.

O que define um pequeno tirano em casa é simples. “Basta você comparar com um bebê, que realmente demanda atenção. Mas não é normal quando a criança cresce e precisa de um superinvestimento dos pais, que, geralmente por serem frustrados com a própria infância, criam uma criança sem bordas, sem limites, sem noção da realidade”, explica a psicóloga e psicanalista Gabriela Malzyner.

Para a especialista, o problema começa quando os pais têm medo de frustrar os filhos e querem, a qualquer custo, fazer com que as crianças sejam felizes a qualquer custo.

Nossos avós não tinham o menor problema em frustrar os filhos, mas agora, com uma sociedade imediatista, que precisa ter tudo e que vê uma felicidade deturpada nas redes sociais, os adultos não conseguem dizer não às crianças, como se isso fosse garantir a felicidade do filho.

Gabriela Malzyner

Por que isso é um problema?
A questão é que uma criança que não tem capacidade de lidar com a frustração é infeliz o tempo todo. “Uma pessoa que não é treinada a esperar, a criar, a ter compaixão e ser flexível, sofre toda hora”, diz Leo Fraiman, psicoterapeuta, escritor e palestrante.

Além disso, quando essa criança ou adolescente encontra uma dificuldade, como uma amizade desfeita, um vestibular ou não ser escolhida para o time da escola, ela desiste. “E também, por isso, tarefas escolares costumam ficar por último, porque aí tudo que dá trabalho não é interessante. A pessoa que é viciada em prazeres acaba tendo uma vida que, para ela, fica sem graça. E, assim, ela acaba desgraçando aqueles que estão à sua volta.”

O sofrimento dos pais também não é pequeno. Irritabilidade, confronto entre os cônjuges, culpa, constrangimento, estresse e ansiedade são apenas alguns dos problemas causados pela síndrome. De acordo com os especialistas, tanto os pais quanto as crianças devem procurar ajuda de terapeutas, mas os adultos precisam entender por que é tão difícil lidar com angústias e frustrações.

Normalmente, os pais destas crianças são pessoas que sofreram com pais muito autoritários, grosseiros, agressivos e que tentam compensar essa falta de afeto, essa carência deles na superproteção dos filhos.

Leo Fraiman

À medida que os pais escondem a própria angústia, eles fazem com que os filhos também não saibam como lidar com esse sentimento. E frente ao sofrimento das crianças, os adultos não sabem o que fazer. “É um ciclo de sofrimento”, diz Malzyner.

Pais e filhos precisam de ajuda
Por ser um problema causado pelos pais, eles também devem procurar ajuda profissional. Segundo os especialistas, é possível reverter o quadro, mas leva tempo. “Se uma criança durante dez anos cresceu com a ideia de que ela é uma imperatriz e dona do mundo, vai levar de um a dois anos o tratamento dela e dos pais”, conta Fraiman.

Para a criança, é indicada a terapia cognitiva comportamental, que ajuda a mudar crenças, valores, posturas de mundo e consegue auxiliá-la a encontrar um novo estilo de vida. Com os pais, são sessões de orientação familiar, empoderando-os para que eles se tornem capazes de serem os adultos da casa, os que têm a palavra final nas questões essenciais que dizem respeito à educação, saúde e respeito.

O ideal é que os pais parem de acreditar nessa história de dar felicidade ao colocar o filho em uma bolha. “Todos nós somos frustrados, é inevitável”, diz Malzyner. “Todos somos castrados, temos limitações e sempre desejamos mais do que somos capazes de realizar, mas isso faz parte da vida e é necessário para termos compaixão e respeito pelo outro. A criança vai ganhando noção disso à medida que o tempo passa.”

Como saber se meu filho tem essa síndrome?
Se com alguma frequência a criança apresentar esses sinais, é bom procurar ajuda.

– Irritabilidade;
– Mostra-se ingrata;
– Come só o que quer, na hora que quer e do jeito que quer;
– Não tenta objetivos frequentes na vida acadêmica;
– Reclama dos outros;
– Não entende os motivos do incômodo alheio;
– Não tem empatia, solidariedade, compaixão com os demais;
– Não aceita os ‘nãos’;
– Está constantemente ansiosa pelo novo e pelo ‘quero mais’.

Fonte: UOL

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Como as brigas dos pais podem afetar as crianças?

Ainda que discussões entre o casal sejam parte da vida, conflitos constantes são danosos para a saúde mental, para o desenvolvimento cerebral e para os relacionamentos futuros dos filhos; veja orientações de especialista britânico para lidar com isso de modo saudável.

O ambiente doméstico tem um grande impacto sobre a saúde mental e o desenvolvimento de longo prazo das crianças – e não apenas por causa da relação entre pais e filhos.

A dinâmica de relacionamento entre os próprios pais também desempenha um papel crucial no bem-estar das crianças, em sua performance acadêmica e até em seus relacionamentos futuros.

Antes de mais nada, é preciso destacar que, na maioria das vezes, pequenas discussões cotidianas são parte da vida e têm um impacto nulo ou muito pequeno nos pequenos. O que realmente afeta as crianças são comportamentos como gritos e demonstrações mútuas de raiva diante dos filhos, ou quando um cônjuge ignora o outro constantemente.

Uma recente revisão de pesquisas internacionais, conduzidas ao longo de décadas e analisando comportamentos domésticos e o desempenho de crianças ao longo da vida, sugere que, a partir dos seis meses de vida, crianças expostas a conflitos tendem a ter batimentos cardíacos mais acelerados e níveis mais altos de estresse – o que, por sua vez, prejudica a formação de conexões neurais nos cérebros infantis.

Conflitos interparentais severos ou crônicos podem, portanto, provocar consequências como interrupções no desenvolvimento cerebral, distúrbios do sono, ansiedade, depressão, indisciplina e outros problemas graves em bebês, crianças e adolescentes.

Efeitos similares são observados em crianças expostas a brigas menos intensas, porém contínuas, em comparação com crianças cujos pais resolvem seus conflitos e negociam entre si de modo construtivo.

Do divórcio a trocas afetivas

O que realmente afeta as crianças pode causar surpresa.

Muitos adultos acreditam que o divórcio – ou a decisão dos pais de deixarem de morar juntos – tenha efeito duradouro e danoso nos filhos. No entanto, um estudo publicado em 2012 pela Universidade de Cardiff, no País de Gales, constatou que são provavelmente as discussões ocorridas antes, durante e depois do divórcio que causam danos às crianças, e não a separação em si.

Ao mesmo tempo, muitas vezes se atribui à genética a forma como as crianças respondem a conflitos. Mas o ambiente doméstico e a qualidade das trocas afetivas dentro de casa têm um papel central nessa equação.

Além disso, é possível que riscos genéticos para problemas mentais sejam potencializados – para bem ou para mal – pelo cotidiano familiar.

A qualidade do relacionamento entre os pais é um elemento central, independentemente se os pais moram juntos ou não, se os filhos são biológicos ou adotivos.

Brigas sobre crianças

Que lições os pais podem tirar disso tudo?

Primeiro, é preciso reiterar que é perfeitamente normal que pais e cuidadores discutam ou discordem entre si. O problema é quando eles mantêm conflitos constantes, intensos e mal resolvidos.

E isso se agrava quando as brigas ocorrem por causa das crianças. Nesses, casos, elas costumam se sentir culpadas e achar que elas são responsáveis pela discussão interparental.

Como resultado, elas desenvolvem dificuldades para dormir, têm o desenvolvimento cerebral impactado, maior risco de sofrer de ansiedade e depressão, de desenvolver mau comportamento, de ir mal nos estudos e de se deparar com riscos bastante sérios – como o de se automutilar.

Já se sabe há décadas que a violência no ambiente doméstico é bastante danosa para as crianças envolvidas. O que se descobriu mais recentemente é que, mesmo na ausência de comportamento violento, quando os pais passam a se ignorar ou a deixar de demonstrar respeito mútuo, também colocam em risco o desenvolvimento emocional, comportamental e social dos filhos.

E os problemas não param por aí: as crianças criadas em ambientes emocionalmente frágeis tendem a perpetuar esse comportamento, o que faz com que ele passe de geração em geração.

É um ciclo que precisa ser quebrado se queremos que a atual geração de crianças (e a futura geração de adultos) tenha vidas felizes e relacionamentos positivos.

Como agir – e como discutir?

Pesquisas mostram que, com dois anos de idade e até antes disso, as crianças são astutas observadoras do comportamento dos pais.

Eles frequentemente percebem as discussões, mesmo quando os pais acham que estão brigando “escondidos”.

O que importa é o modo como a criança interpreta e entende as causas e potenciais consequências desses conflitos domésticos.

Vai ser com base nessas experiências que as crianças vão avaliar se o conflito pode aumentar, envolvê-las ou colocar em risco a estabilidade familiar – algo que deixa os filhos pequenos especialmente preocupados.

las também podem ficar com medo de seu próprio relacionamento com o pai e a mãe piorarem por ausa das brigas.

Pesquisas indicam que meninos e meninas podem reagir de modo distinto – sendo que as meninas têm risco maior de desenvolver problemas emocionais, enquanto os meninos tendem a desenvolver problemas disciplinares.

Com frequência, projetos sociais voltados à saúde mental juvenil focam em amparar as crianças. Mas é possível que amparar os pais na resolução de seus conflitos tenha um grande impacto nessas crianças no curto prazo, além de dar a elas mais ferramentas emocionais para formar relacionamentos saudáveis com outras pessoas no futuro.

Pais que estejam preocupados quanto ao impacto de suas discussões nas crianças precisam saber que as crianças, na verdade, respondem bem quando os pais explicam e resolvem suas discussões de modo apropriado.

Ao verem os pais solucionarem seus desentendimentos de maneira saudável, os filhos aprendem lições importantes que os ajudarão a entender suas próprias emoções e a se relacionar para além do círculo familiar.

Ajudar os pais a entender como seu comportamento mútuo afeta o desenvolvimento dos filhos cria as bases para formarmos crianças saudáveis hoje – e famílias mais saudáveis no futuro.

*Gordon Harold é professor de Psicologia da Universidade de Sussex (Reino Unido) e coautor do estudo sobre os impactos de conflitos interparentais nas crianças, recém-publicado no periódico “The Journal of Child Psychology and Psychiatry”

Fonte: g1

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Dor na relação sexual pode ter causas fisiológicas ou psicológicas

A dor na relação sexual pode ter muitas causas, desde fisiológicas até psicológicas. Também chamada de dispareunia, a dor na relação sexual pode acometer o sexo masculino e feminino, sendo mais comum no segundo caso. A dor pode ocorrer antes, durante ou após o ato sexual. Em alguns casos, a dispareunia não indica qualquer problema de saúde – no entanto, se for persistente e atrapalhar o andamento da relação sexual, é necessário buscar ajuda médica.

A dor na relação sexual pode ocorrer:

– Antes, durante ou após a relação sexual
– Na vagina, uretra ou da bexiga
– Na pelve
– Apenas com parceiros(as) ou – circunstâncias específicas
– Somente durante a penetração
– Com o uso de camisinha.

Se você tiver relações sexuais dolorosas, você pode sentir:

– Que a dor é acentuada em penetração mais profunda
– Coceira ou sensação de queimação.

Causas
Diversas condições podem causar dor na relação sexual. Causas físicas comuns de dispareunia incluem:

Pouca lubrificação vaginal, que pode ser uma consequência da menopausa, parto, amamentação, medicamentos ou pouca excitação antes da relação sexual
Doenças de pele que causam úlceras, fissuras, coceira ou queimação na genitália
Infecções, tais como leveduras ou infecções do trato urinário
Lesão ou trauma causado por parto, acidente, histerectomia ou cirurgia pélvica
Dor na área vulva
Inflamação da vagina (vaginite)
Contração espontânea dos músculos da parede vaginal (vaginismo)
Endometriose
Cistite
Doença inflamatória pélvica
Miomas uterinos
Síndrome do intestino irritável
Radio e quimioterapia.

Fonte: Minha Vida

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As melhores (e piores) atitudes para combater o bullying

Professores, pais, pediatras e alunos devem se envolver na luta contra esse problema, capaz de provocar traumas para a vida inteira.

Uma pesquisa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostra que o Brasil ocupa o quarto lugar no ranking de países que mais abrigam o bullying. Para ter ideia, 43% das crianças e dos jovens estão passando por apuros, como atitudes agressivas e intimidação. Encontrar as peças certas para prevenir ou eliminar esse comportamento exige o envolvimento de diversos atores. Família, escola e os próprios estudantes têm um papel a cumprir no combate às manifestações hostis. Veja o que os especialistas incentivam e o que contraindicam para a paz voltar a reinar.

Atitudes bem-vindas
Falar do assunto em sala de aula

É fundamental que os professores conversem com naturalidade e expliquem o que configura o bullying aos alunos. Nas classes podem ser realizadas inclusive atividades lúdicas e preventivas.Experts defendem que o tema precisa ser inserido no currículo escolar a fim de que os frutos sejam colhidos no longo prazo.

Ensinar por meio do exemplo

A falta de modelos positivos colabora muito para o bullying surgir e se perpetuar. É comum que uma criança, seja ela alvo, seja autora, esteja com dificuldades dentro de casa ou na escola. Pais e professores violentos estimulam atitudes similares por parte dos mais jovens.

Respeitar as diferenças

Em casa e no colégio, crianças precisam aprender desde cedo que o preconceito só traz prejuízos a si e ao grupo. E devem ser estimuladas a enxergar as necessidades ou o sofrimento do outro, com o intuito de impedir ou frear atos ofensivos. O ideal é que os jovens incorporem esses valores naturalmente e não sob o medo da repreensão.

Intervir no ato do bullying

Interferir no momento exato e apontar o que há de errado ajuda a evitar que o problema ganhe terreno, fuja do controle e fique posteriormente ainda mais grave. Sem contar que serve de exemplo para que outras crianças não cometam ou repitam comportamentos indesejáveis. Professores, pais e pediatras devem conversar sobre o comportamento do filho na escola, buscando, se preciso, soluções conjuntas.

Não deixar de envolver a família

Pais e cuidadores têm participação direta na contenção do bullying. Se os familiares não estabelecem diálogos, impõem limites e restringem acesso a várias formas de violência (na TV, na internet…), a criança não terá consciência de suas atitudes agressivas. Aliás, escola e família precisam se unir em qualquer caso do tipo.

Vale lembrar que não é raro que o hábito de importunar os outros comece em casa entre irmãos, o que pode se reproduzir na sala de aula.

Ouvir o que os alunos têm a dizer

As escolas devem promover espaços de diálogo que favoreçam os laços afetivos e melhorem a qualidade das relações. E isso inclui prestar atenção ao que sentem e expressam os próprios estudantes. As principais pistas para identificar, resolver e evitar os casos de bullying estão com os protagonistas dos episódios.

Atitudes contraindicadas
Fingir que não tem problema

Está aí um dos maiores erros quando o assunto é bullying. Muitos adultos encaram a questão como algo menor, passageiro ou simplesmente como parte da formação escolar. Não dá para menosprezar as ofensas e suas consequências. O comportamento agressivo gera traumas, alguns deles difíceis de superar.

Punir os agressores

Medidas radicais raramente resolvem. Nada supera uma abordagem detalhada, humana e que visa à construção de relacionamentos mais coesos. Psicólogos e médicos com expertise na área podem ser necessários para auxiliar o autor do bullying a vencer dificuldades e aprender um novo jeito de se portar.

Não ter um adulto por perto

No ambiente escolar, a presença de professores e monitores faz toda a diferença – sobretudo no recreio e nos intervalos. É geralmente na ausência dos adultos que o bullying se manifesta. Na verdade, os educadores devem instigar os alunos a ter limites por respeito mútuo e não pelo medo de castigo.

Fontes: Joel Conceição Bressa da Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria; Lúcia Cavalcanti de Albuquerque Williams, psicóloga e professora da Universidade Federal de São Carlos; Maria Isabel da Silva Leme, psicóloga do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo; Cléo Fante, pedagoga especialista em bullying (SP)

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Efeitos do barulho no dia a dia

Quase todos nós evitamos os instantes de pausa. Os mais jovens, vítimas da ansiedade, fogem deles apavorados. O barulho, seja mental, visual ou acústico, só aumenta.

Enfrentar o silêncio não é fácil. Que dirá encontrá-lo. E ainda menos em meio a essa cacofonia em que a vida hiperconectada se transformou. Por isso a história de Erling Kagge, um homem em permanente procura pelo silêncio, nos deixa sem palavras. O editor, escritor, advogado e explorador norueguês, de 55 anos, decidiu em 1992 radicalizar sua exploração da quietude. Ele se mudou à Antártida, supostamente o local mais silencioso do planeta, para enfrentar o vazio. E rumou em direção ao sul. Durante 50 dias conviveu somente com o ruído de suas pisadas sobre o gelo. Abandonou no avião que o levou ao Polo Sul as pilhas do rádio que o recomendaram levar, queria ficar completamente só. Caminhou, um dia após o outro, em meio a uma paisagem branca e vazia, aparentemente plana. Ele se envolveu no (suposto) nada, enfrentou o (grande) silêncio.

Diz que a experiência teve seus momentos difíceis, que chegou a chorar de frio, mas que sentiu que se fundia com a natureza, que seu corpo passava a fazer parte do ar, do sol, do frio. Afirma que hoje em dia vivemos instalados em uma permanente fuga do silêncio. E o fazemos para fugir de nós mesmos. Fechamos tudo com barulho. Somente enfrentando o silêncio (e sem chegar a experiências tão extremas como a sua) conseguiremos nos conhecer. É a chave, afirma, a uma existência plena.

Existimos em meio ao barulho. Acústico, visual, mental. Muita informação fervendo simultaneamente e chegando por vários canais. Estamos permanentemente ocupados, sempre procurando algo a fazer. Com listas de coisas pendentes. Com o rádio ligado quando chega um pouquinho de silêncio. Com a música tocando, a tevê ligada, mesmo que ninguém esteja vendo; enfurnados em nosso celular, artefato que dá a incerta promessa de nos afastar do vazio. Tudo para não enfrentarmos a vertigem da ausência de som, a aversão produzida por uma interrupção, por menor que seja, desse zumbido constante que nos acompanha no dia a dia, o da vida moderna, o que existe e que, com entusiasmo e disposição irrefletida, alimentamos. Medo do silêncio.

O barulho que nos cerca aumenta. Cada vez somos mais e todos carregamos um celular no bolso. Já existem mais linhas de celular do que pessoas no planeta – 7,8 bilhões de cartões SIM para 7,6 bilhões de pessoas, de acordo com o relatório Mobile Economy da GSMA, a associação que organiza o Mobile World Congress de Barcelona. O catálogo de barulhinhos, silvos e melodias de baixa frequência se une à sinfonia das já consagradas linhas musicais dos comércios, os rugidos e buzinas do trânsito, os alarmes…

Em meio a essa paisagem dissonante emergem vozes suaves, pausadas, como a de Erling Kagge, que pedem um passo atrás, um reencontro com o silêncio. Livros como Solidão, de Michael Harris; análises como Ensaios sobre o Silêncio, de Marcela Labraña; filmes silenciosos e que prestam homenagem à quietude, como o recém-estreado 100 dias de Solidão.

Nossa aversão à falta de barulho não é coisa nova. Pascal já falava sobre isso no século XVII: “Tudo o que acontece de ruim aos homens vem de uma só coisa, a saber, não serem capazes de ficar quietos em um quarto”. O filósofo e matemático francês afirmou que todos nós vivemos, de certa forma, atormentados pelo momento presente. O desassossego é algo natural, procurar algo a fazer, apagar o silêncio da inatividade, evitar esse vazio, é humano. Mas nossa fuga à frente foi além com o passar do tempo; até alcançar limites que convidam a uma reflexão.

Kagge afirma que o caos é o estado natural do cérebro. E que através do silêncio é possível acalmá-lo. Em conversa por telefone dos escritórios de sua editora em Oslo, o editor norueguês relata que um dos motivos que o levou a escrever O Silêncio na Era do Barulho, livro em que conta suas experiências e reflexões, foi ver como suas três filhas, de 13, 16 e 19 anos, eram incapazes de suportá-lo. “Os adolescentes não sabem o que é o silêncio, precisam de barulho constante ao seu redor, distrações permanentes”.

Vivem em um carrossel de emoções carregadas de expectativas e frustrações, o tempo todo. “Muitos dos problemas de nossa sociedade têm sua origem no barulho”, afirma. “É só ver a indústria dos aplicativos: Snapchat, Instagram, Facebook, Twitter… Todo o barulho que causam só faz com que a vida das pessoas seja mais difícil; fazem com que as pessoas se sintam mais sozinhas, mais inquietas, mais frustradas, que pensem que sua vida é triste. E tudo isso é baseado nessa necessidade de barulho”.

Grande parte da experiência dos mais jovens, hoje em dia, é medida pela tecnologia. Eles convivem com a referência sistemática e instantânea do que os outros fazem. Esses dois fenômenos preocupam muito o professor David Harley, psicólogo que estuda o silêncio, especializado na interação entre humanos e computadores. “As pesquisas mostram que muitos jovens experimentam medo e ansiedade quando desconectam de suas redes; quando, por exemplo, seu telefone fica sem bateria e não há wi-fi”, explica da Universidade de Brighton, onde leciona.

Harley, que há seis anos organiza sessões silenciosas com os alunos para que descubram o poder do silêncio, considera que precisamos muito da calma e do silêncio. “A prova é o estado da saúde mental dos jovens, que obedece, em grande parte, às dinâmicas causadas pela tecnologia”, afirma. “Essas dinâmicas de competitividade, de produtividade são fonte de ansiedade”, diz. “A tecnologia introduz a produtividade e a eficiência nas relações sociais”. Não só entre os jovens, obviamente.

A possibilidade de se conectar com qualquer um, a qualquer momento, em qualquer lugar do mundo, e o fato de que tudo deve ocorrer imediatamente causou uma espécie de compressão da noção do tempo. “O silêncio”, diz Harley, “é o antídoto contra essa compressão do tempo”.

O escritor Pablo D’Ors possui uma linha de pensamento semelhante. Escreveu Biografia do Silêncio, livro que vendeu mais de 120.000 exemplares e no qual reflete sobre nosso “vertiginoso” modo de vida para oferecer a meditação como ferramenta paliativa. “O celular é o que causa mais barulho”, afirma em seu silencioso apartamento no bairro de Tetuán, Madri. “É o grande símbolo de nossa sociedade, a grande ficção de estarmos conectados, a forma de esconder nossa solidão”.

D’Ors, que além de escritor é um padre católico pouco convencional, admirador declarado de Buda, afirma que 99% das mensagens enviadas pelo WhatsApp não tem nenhum conteúdo (“são puros inputs de autoafirmação pessoal, por isso fazem tanto sucesso”). Puro barulho. Que é preciso somar ao das redes sociais, infladas de pretensos “amigos” – “a amizade não é outra coisa do que a intimidade com o outro”, diz D’Ors – que, de tanto compartilhar (o que?), não fazem (fazemos) outra coisa a não ser acrescentar decibéis à cacofonia.

O pensador e teólogo que medita todos os dias uma hora pela manhã e meia hora de noite estima que nosso medo ao silêncio se reflete no fato de que somos incapazes de estar atentos. “Pulamos de uma mensagem a outra, já não somos capazes de ler dois parágrafos seguidos, vivemos em uma total dispersão”. Para detê-la, precisamos do silêncio, poderoso instrumento que ajuda a deter o caos em que, cada vez mais, vivem nossos cérebros.

O silêncio é capaz de nos transformar, afirmam seus defensores. Somente quando se experimenta sua força a pessoa se dá conta dele. Serve para serenar a mente e é necessário para ser criativo: as melhores ideias vêm quando desconectamos, quando estamos em silêncio. Erling Kagge conta em seu livro o caso de Mark Juncosa, uma das mentes por trás do SpaceX, o megaprojeto aeroespacial do magnata Elon Musk. Juncosa confessa que, em seus extenuantes dias de trabalho, só consegue desconectar do barulho do mundo em quatro contextos: quando faz exercício, surf, na privada e no chuveiro. “É aí que aparecem as melhores soluções.

O editor norueguês descreve o próprio Elon Musk, com quem teve vários encontros, como um homem que venera o silêncio, que frequentemente o utiliza para estimular sua mente. O intrépido visionário gosta de ouvir. E costuma insertar silêncios na conversa. “Antes de falar, fica alguns segundos pensando”, explica Kagge. “É quando você vê que sua mente está trabalhando”. Em silêncio.

Frequentemente, as palavras sobram. O pensador francês David Le Breton define o silêncio por oposição ao barulho e ao excesso de falatório. E nisso concorda com Ludwig Wittgenstein, que começou a refletir sobre a questão como reação à conversa que escutava nos salões da burguesia decadente da Viena do começo do século XX. “Do que não se pode falar, é preciso calar”, escreveu o influente filósofo austríaco no Tractatus Logico-Philosophicus, a única obra que publicou em vida.

Le Breton argumenta em Silêncio: Aproximações que a dissolução e inflação mediática causaram um barulho insuportável diante do qual a reivindicação do silêncio se transforma em um ato de galhardia contracultural. Ele o defende como antídoto contra esse vazio conformista que se dissolve no barulho incessante de meios e redes.

Diante da proliferação de agressões externas as quais a pessoa hiperconectada se vê exposta, o silêncio, tão frequentemente retratado como incômodo, aparece como um fenômeno dotado de propriedades calmantes, curativas, até como algo, simplesmente, fascinante.

As sessões silenciosas que o professor Harley organiza na Universidade de Brighton começaram como parte de sua pesquisa. O fato de não existir uma grande tradição científica no campo do silêncio sempre chamou a atenção do psicólogo britânico, de 50 anos. A psicologia, ao que parece, com o perdão da boutade, também tem medo do silêncio.

Sua proposta inicial consistia em compartilhar semanalmente, em grupo, 20 minutos de silêncio em uma sala para, no final, conversar sobre a experiência. Após um ano, as pessoas já pediam só a sessões silenciosas, pulavam a conversa. Por volta de 50 pessoas continuam comparecendo, intermitentemente, ao encontro. Uns praticam meditação, outros mindfulness (atenção plena), alguns deitam no chão, outros olham pela janela… Harley conta que é curioso como as hierarquias entre colegas desaparecem quando se compartilha o silêncio.

“No âmbito pragmático, o silêncio me permite aterrissar, prestar atenção, me dá uma certa distância em relação aos imperativos da mente”, explica Harley. “Ainda que só por cinco ou dez minutos, ajuda a ver as coisas com maior perspectiva. E pode ser muito útil em um dia de trabalho. Frequentemente nos vemos arrastados por essa necessidade de ser produtivos e, possivelmente, não somos tão criativos, nos dedicando a perseguir objetivos que não são essenciais e frutíferos”. Perdidos no barulho.

David Harley afirma que essa necessidade de rumor contínuo que criamos responde a algo genético. Não é algo que nasce conosco, o aprendemos. “Esquecemos o valor do silêncio”.

Erling Kagge defende que podemos encontrá-lo a qualquer momento, em qualquer lugar, e que a questão é sermos conscientes e aproveitá-lo quando aparece diante de nossos narizes. O editor norueguês “cria” seus silêncios ao subir uma escada, ao arrumar um armário e concentrando-se na respiração. “A riqueza potencial de ser uma ilha para nós mesmos”, escreve, “devemos levá-la sempre dentro de nós”.

Talvez devêssemos tomar consciência da necessidade do silêncio para ajudar a construí-lo. É hora de dar o silêncio como resposta.

FUGIR DO BARULHO
JOSEBA ELOLA

O barulho, no sentido mais literal da questão, é um problema muito mais grave do que pensamos. É no que acredita Julio Díaz, pesquisador que publicou 40 trabalhos científicos que demonstram que a poluição sonora é tão prejudicial quanto a atmosférica. “O barulho é um autêntico agressor”, afirma o doutor em Física, chefe do Departamento de Epidemiologia da Escola Nacional de Saúde da Faculdade de Saúde Carlos III. “Quem o sofre sente que é atacado. E o organismo precisa repelir esse ataque”. De acordo com seus estudos, o barulho debilita o sistema imunológico. É um exacerbador de doenças como o Parkinson, a demência e a esclerose múltipla. Aumenta a mortalidade por “causas respiratórias, cardiovasculares e diabetes”. Em dias com picos de barulho na cidade, diz, os partos prematuros aumentam.

A necessidade de escapar do barulho é um fato. Alguns apostam nos retiros. Organizados ou pessoais. Outros, como José Díaz, transformam a experiência em uma aventura. Em 2015, decidiu se retirar a sua cabana no parque natural de Redes (Astúrias) durante 100 dias. Em completo isolamento. Relata sua vivência no documentário 100 Dias de Solidão.

Díaz confessa que há tempos precisa escapar de seu trabalho no setor da construção para descomprimir. Todas as semanas se refugia por dois dias na cabana, localizada próxima à nascente do rio Nalón. “Por ter mais contato com a natureza, sou muito sensível aos barulhos da cidade”, afirma em conversa por telefone, “me incomodam mais do que aos outros”.

O silêncio vai abrindo passagem, pouco a pouco. No Reino Unido são organizadas reuniões de leitura silenciosa, refeições silenciosas, encontros silenciosos. Cresce a oferta de destinos turísticos que vendem o silêncio como seu maior tesouro, como um luxo. Porque, de fato, o é. É muito mais difícil de se conseguir em uma casa à beira de uma avenida do que em um condomínio residencial fora da cidade. O silêncio, um luxo.

Fonte: El País

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Frustração sexual entre casais está ligada ao ‘fast sexo’

51% dos brasileiros estão insatisfeitos com a vida sexual, aponta pesquisa.

Mais da metade dos brasileiros (51%) estão insatisfeitos com a vida sexual. Pelo menos é isso que indica o último estudo feito pela Durex Global Sex Survey que revela também que 62% dos homens sentem dificuldade em manter uma ereção e somente 22% das mulheres alcançam o orgasmo quando tem relações sexuais.

A especialista explicou que a maioria dos casais têm relações sexuais rápidas e dedicam pouco tempo às preliminares. Isso gera, segundo ela, frustração.

Mônica contou que o que mais observa no dia-a-dia do consultório são pessoas, de ambos os sexos, com desinteresse sexual. Nesse contexto, ela entende que o álcool, o tabagismo, excesso de café, até mesmo o açúcar são as “drogas do prazer” que podem reduzir a vitalidade sexual, assim como muitos produtos farmacêuticos. “A sexualidade tem relevância legitimada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que a reconhece como um dos pilares da qualidade de vida. O sexo está ao lado da satisfação com o trabalho, a convivência com a família e o lazer. Com isso, dá para ver a importância dele na vida do ser humano”, afirmou.

Para dar sustentação aos posicionamentos dela, a especialista citou um estudo da psiquiatra Carmita Abdo, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – Projeto Sexualidade (ProSex). A análise revelou que a satisfação com a vida está diretamente relacionada ao sexo. Para os homens, 58,8% consideram muito importante o sexo para a vida e 50,4 % das mulheres também consideram importante. E 31,7% dos homens classificam sua vida sexual excelente. Já as mulheres são 32,2 % . O restante relata na pesquisa que estão mais ou menos satisfeitos ou não satisfeitos. “Particularmente, considero isso assustador”, comentou Lima.

A especialista acrescentou que a insatisfação sexual pode estar relacionada às mudanças hormonais e também questões relacionadas à autoestima, em especial da mulher. “Não se sentir mais atraente, rejeitar o próprio corpo, tudo isso diminui o apetite sexual e empurra a pessoa para uma situação onde ela simplesmente se acomoda com o fato de não fazer sexo. O homem também pode passar por essa incômoda situação se sentir o peso da crise da meia idade. Esta acomodação, no entanto, não quer dizer que eles estejam felizes com essa situação”, completou.

Relacionamento sem sexo
A especialista afirmou que o sexo é a primeira coisa que se deixa para amanhã nos relacionamentos e esse amanhã pode demorar chegar. Isso acontece quando a lista de afazeres do casal ou de um deles é extensa.

Mônica comentou que com isso, o sexo deixa de ser prioridade até simplesmente se tornar um evento raro na vida de alguns casais.

Ela justificou a opinião citando um estudo realizado pelo Ministério da Saúde, em 2008, que revelou que 11% das pessoas que mantinham um relacionamento estável não haviam tido relações sexuais no período de um ano. “Vejo que esse é um dos motivos que o número de traições vem aumentando a cada dia, visto que alguém pode se aproximar e fazer um ou outro reviver os prazeres da vida”, comentou.

Sexo na terceira idade
Mônica explicou que no começo dos anos 40, por exemplo, era considerada velha uma pessoa de pouco mais de 50 anos de idade, já que a expectativa de vida da população brasileira era de 45 anos. Hoje, essa expectativa subiu para 71 anos.

A especialista comentou que o mito mais popular é que o envelhecimento traz impotência sexual, mas que médicos, psicólogos e sexólogos já desmitificaram esse assunto. “É possível, sim, um idoso fazer bom uso de sua sexualidade, claro que de formas diferentes, não mais com aquele vigor da juventude, porém com mais carinho e sutileza”, disse.

Qual a saída?
Para não chegar ao limite e deixar o sexo e consequentemente a qualidade de vida de lado, Mônica orienta aos casais a refletirem sobre a vida e tirar tempo para viver os prazeres. “O dialogo é essencial, pois por meio dele os casais podem definir se a insatisfação poderá ser superada ou não, e, claro, se estão dispostos a melhorar essa situação”, disse.

Para a especialista, o stress, o trabalho em excesso e problemas financeiros podem interferir na energia sexual. “ Um bom exercício é o autotoque. Navegue no seu corpo, descubra os pontos do prazer e se deleite. Olhe para seu parceiro ou parceira e estimule a troca de caricias. Dê o direito de sentir prazer e proporcionar prazer ao outro. Se for preciso, procure ajuda de um especialista que saberá abordar esse assunto com o casal”, afirmou.

Mônica aproveitou para esclarecer a diferença de sexo e sexualidade e a importância dos dois na qualidade de vida. “O termo sexualidade refere-se ao lado afetivo e faz parte do nosso dia a dia. É nossa maneira de ser e vivenciar tudo que a vida possa nos oferecer. Então, posso dizer que sexo é uma das maneiras que expressamos nossa sexualidade, porém não a única. Por outro lado, o termo sexo é empregado para designar a parte biológica do indivíduo, ou seja, ter uma identidade sexual”, concluiu.

Fonte: G1

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Ter bons relacionamentos é importante para a saúde física e mental

A ciência já sabe que chave da longevidade envolve uma combinação de bons genes com hábitos como exercício físico, alimentação saudável, zero tabagismo e consumo controlado de álcool. Mas um novo componente tem conquistado espaço nessa equação: o cultivo de laços sociais. Construir relacionamentos de qualidade é bom não só para a saúde mental, mas também física. É o chamado “efeito aldeia”: ter amigos, família e vizinhos por perto é, além de prazeroso, ótimo para a saúde.

O conceito foi proposto pela psicóloga canadense Susan Pinker no livro The Village Effect: How Face-to-Face Contact Can Make Us Healthier and Happier (O efeito aldeia: como o contato presencial pode nos deixar mais saudáveis e felizes, em tradução livre), publicado em 2014. A pesquisadora viajou a uma das cinco zonas azuis (comunidades com grande número de centenários) espalhadas pelo mundo — mais especificamente, na ilha da Sardenha, na Itália, onde há 10 vezes mais idosos com mais de cem anos do que a média da América do Norte. Ela descobriu que a população era extremamente unida e que os velhinhos desfrutavam de posição de prestígio. Hoje, ela advoga para que cultivemos mais intimidade com as pessoas.

— A interação protege mais a saúde do que perder peso ou parar de fumar. Há milhares de estudos mostrando a importância de fazer exercícios para a longevidade, mas é mais importante não estar sozinho — argumentou Susan, em entrevista por e-mail.

Para você colocar a teoria do “efeito aldeia” em prática, separamos oito dicas para você se conectar mais. Confira:

1 — Se sua rotina é atribulada, foque em almoços: o intervalo para comer é obrigatório mesmo, então, por que não fazê-lo com alguém que você não vê há um tempo?

2 — Não troque o encontro ao vivo pela interação digital.

3 — Faça uma lista de pessoas que você quer ver regularmente. O encontro não precisa exigir grande preparação nem durar horas a fio. Se você ficaria uma hora na rua esperando um compromisso, que tal aproveitar para um café com um amigo?

4 — Cultive relacionamentos no trabalho. Estudos mostram que quem tem amigos na empresa é mais realizado profissionalmente e, inclusive, rende mais. Invista no cafezinho na cozinha da firma.

5 — Deixe o celular no bolso enquanto você está com alguém. O cérebro presta menos atenção na conversa se existe a possibilidade de você mudar o foco para uma notificação de aplicativo. Com isso, o engajamento e a empatia são menores.

6 — Foque em atividades de lazer de acordo com seus interesses. Clubes de leitura, grupos de corrida, voluntariado e reuniões para debate são boas formas de conectar-se a um propósito comum ao lado de outros.

7 — Seja um bom ouvinte. Escute o problema do outro e não o compare com o seu. Cada um sente a dor de uma forma peculiar, que tem sua importância. Se o ouvinte diz que enfrenta um obstáculo, não responda “Pelo menos você tem…”. Invista em: “Como isso te incomoda?”. Às vezes, o importante não é ouvir uma resposta, só falar já ajuda.

8 — Foque em refeições em família. Para crianças, é um bom momento de incrementar o vocabulário.


Fontes: Mental Health America e Mayo Clinic

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Oniomania: quando comprar traz infelicidade

Quem não gosta de ter o prazer de comprar? Comprar uma roupa, um eletrodoméstico, um item de decoração para a casa e até as tão sonhadas viagens de férias. Bom, não é mesmo? A cultura popular diz até que é uma terapia para enfrentar os dias mais difíceis. Mas, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), para cerca de 8% da população mundial, comprar é um transtorno e tem que ser tratado por um psicólogo ou médico psiquiatra: são os compradores compulsivos ou oneomaníacos.

A psicóloga Náira Delboni, conta que o transtorno compulsivo atinge homens e mulheres de todas as classes sociais. Para Delboni, essa compulsão é bastante estimulada, entre outros motivos, pelo insistente incentivo ao consumo presente na sociedade contemporânea. Junto disso, ainda existem os aspectos do indivíduo, como baixa autoestima e ansiedade, sintomas que potencializam a compulsão.

E ilustra como funciona a mente do comprador compulsivo. “O que excita é o ato de comprar e não o objeto comprado. Antes de cometer o ato do qual não tem controle, é comum que o compulsivo apresente ansiedade e excitação. Já durante a execução, experimenta sensações de prazer e gratificação. E quando, por algum motivo, são impedidos de comprar, costumam relatar sensações como angústia, frustração e irritabilidade. A maioria apresenta culpa, vergonha ou algum tipo de remorso ao término da compra”, conta.

A psicóloga informa que as compras compulsivas podem levar a sérios problemas, como a ansiedade e depressão, além das dificuldades financeiras e familiares. “O apoio da família é muito importante, evitando a acusação, mas mostrando que tem algo errado e que precisa de ajuda”, avalia a profissional. Segundo a especialista, o tratamento da compulsão por compras envolve terapias e, em casos específicos, a utilização de medicamentos.

Por dentro da oniomania

Características do transtorno:
• Preocupação excessiva e perda de controle sobre o ato de comprar;
• Aumento progressivo do volume de compras;
• Tentativas frustradas de reduzir ou controlar as compras;
• Comprar para lidar com a angústia, ou outra emoção negativa;
• Mentiras para encobrir o descontrole com compras;
• Prejuízos nos âmbitos social, profissional e familiar;
• Problemas financeiros causados por compras;
• Roubo, falsificação, emissão de cheques sem fundos ou outros atos ilegais para poder comprar, ou pagar dívidas.

Tipos de tratamento:
• Acompanhamento médico psiquiátrico;
• Grupo de apoio na abordagem cognitivo-comportamental;
• Psicoterapia motivacional;
• Acompanhamento familiar.

Fonte: EsHoje

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