Simone Biles mostra que saúde mental é desafio até para os super-humanos

A pressão sobre atletas passou do limite ou a saúde mental deixou de ser um tabu?

Uma das principais ginastas da atualidade, a americana Simone Biles desistiu de disputar a final individual de ginástica artística, na manhã desta quarta-feira. A ginasta de 24 anos era favorita ao ouro, mas saiu da disputa alegando a necessidade de preservar a saúde mental.

Ontem, Biles já havia saído da competição por equipes após um salto ruim ter feito a ginasta declarar publicamente estar se sentindo pressionada demais para seguir a competição. “Sempre que você entra em uma situação de alto estresse, você meio que enlouquece”, disse ela, segundo reportagem da rede americana CNN.

“Tenho que me concentrar na minha saúde mental e não colocar em risco minha saúde e bem-estar. Temos que proteger nosso corpo e nossa mente. É uma merda quando você está lutando com sua própria cabeça.”

A tensão vivida por Biles está longe de ser uma novidade entre atletas, um ofício com uma boa dose de cobrança sobre o desempenho assim como é comum em outras profissões — e, por isso, a história de Biles serve, de alguma forma, de exemplo para além das quadras.

Um estudo feito ao longo de cinco anos com atletas universitários da National Collegiate Athletic Association, uma organização com mais de 400.000 universitários esportistas nos Estados Unidos, mostrou uma prevalência de sintomas depressivos em 23% dos associados. Em 6% deles, os sintomas foram considerados de moderados a graves, uma prevalência bastante acima do padrão na população em geral.

Em função disso, cada vez mais casos de atletas falando publicamente de problemas de saúde mental têm vindo à tona. Em maio, a super atleta do tênis Naomi Osaka impôs seu limite: ela não daria entrevistas coletivas para a imprensa durante o campeonato do Roland Garros para aliviar a ansiedade.

Em suas redes sociais, ela escreveu: “Eu sinto com frequência que as pessoas não se atentam para a saúde mental de atletas e isso é evidente quando vejo uma coletiva ou participo de uma”. Para a japonesa de 23 anos, não há motivo para realizar entrevistas em momentos tão cruciais de um campeonato e prejudicam a confiança dos participantes.

A situação de Biles e de Osaka, no entanto, traz em si uma dilema ao estilo do “qual veio primeiro: o ovo ou a galinha?”. Os atletas estão falando mais de saúde mental porque a cobrança sobre o desempenho deles está vindo de todos os lados — seja pelo falatório dos haters nas redes sociais ou via patrocinadores cada vez mais presentes na vida e na imagem pública destes profissionais —, ou esses temas estão na ordem do dia justamente porque a sociedade de maneira geral deixou de encarar os dilemas da mente como um tabu?

A pandemia, e a insegurança extrema trazida por ela para a humanidade como um todo, têm feito especialistas acreditarem que os cuidados com saúde mental definitivamente deixaram de estar em segundo plano na vida das pessoas — inclusive aquelas com pressões sociais extremas no trabalho.

Para a psicóloga paulistana Ana Volpe, que acompanha o cuidado com saúde mental em profissionais de ofícios com cobrança por alta performance, o movimento de Biles demonstra maturidade da atleta para as suas vulnerabilidades.

“É importante entender que a performance não está acima de tudo”, diz Ana, para quem o profissional de destaque no passado tinha pouca margem de manobra para desobedecer regras e expectativas sociais (tais como brigar por uma medalha de ouro nas Olimpíadas) para cuidar da própria mente. “A pessoa não podia se dar ao luxo de dizer ‘poxa, que pressão é essa?’ Hoje isso é possível e é um avanço.”

Roberto Aylmer, médico, PhD e professor internacional da Fundação Dom Cabral, vê que o episódio é um marco para uma nova era onde a vulnerabilidade é necessária e aceita. O lema deste novo contexto se resume na frase de Osaka na capa da revista americana Time no começo do ano: “É ok não estar ok”.

Para Aylmer, posturas como a da atleta são, hoje, questão de sobrevivência para os indivíduos e, por consequência, para as instituições. “Não é só uma questão de respeitar as diferenças. Não, temos que crescer com a diferença. O mundo está entrando em um grau de complexidade tão alto que não conseguimos navegá-lo com um pensamento único”, diz.

A psicóloga Karen Vogel, da The School of Life, ressalta que o ambiente olímpico é, por essência, competitivo e que é um desafio para o atleta não ter pensamentos de comparação.

“Sempre que existe competição, existe comparação. É natural nesse ambiente das Olimpíadas a gente entender que, de certa forma, muitas pessoas estão disputando posições e se comparando. Isso faz com que eles se fragilizem muito, principalmente se a gente se veem alguém como melhor. Isso naturalmente gera uma emoção de insegurança, medo e menos valia. O desafio para os psicólogos do esporte é ajudar o atleta a não cair na armadilha emocional que aciona a comparação”, explica.

A inteligência de Simone Biles para a liderança
A vulnerabilidade não é o mesmo que fraqueza. Quando o assunto é saúde mental, nas Olimpíadas ou no trabalho, a conversa nunca pode ser superficial.

Ao decidir se afastar da competição em equipe, Biles disse: “Eu senti que elas precisavam avançar sem mim e elas fizeram exatamente isso. Foi uma longa jornada olímpica, foi um longo ano. Depois da apresentação que fiz, não queria ir para os outros aparelhos, então quis dar um passo para trás, pensar na minha saúde mental”.

Para Ana Bavon, CEO da B4People, uma consultoria de transformação cultural guiada pela diversidade, a decisão mostra uma inteligência que falta no mercado de trabalho: saber abrir mão de si em prol da equipe.

“Ambas mostram a capacidade de abrir mão de si, de um protagonismo, em prol da equipe. Ela deixa a competição de lado e joga pela colaboratividade”, afirma.

Bavon explica que a lógica da alta produtividade e performance leva os profissionais à exaustão e faz com que a gente esqueça que saúde mental, inteligência emocional e segurança psicológica estão ligados com nossa capacidade de discernir o momento de parar.

Saber desistir é um exercício de autocuidado. Nas empresas e na sociedade, ainda há um estigma sobre esse tipo de cuidado.

“No que a gente ancora o significado de produtividade, excelência ou alta performance? Alta performance não significa trabalhar até a exaustão, mas reconhecer que a sua excelência precisa do seu descanso e saúde mental em dia. Só que a gente ainda não consegue operar dessa forma por ainda existir um grande tabu ao falar de saúde mental nas organizações”, diz.

Decisões como a de Biles e Osaka devem servir de lição para os líderes. Muitas vezes, o exemplo da liderança reforça o comportamento competitivo e destrutivo da exaustão: falta de descanso, jornadas extenuantes e estresse crônico.

Tudo isso, contudo, não é sinônimo para um ‘liberou geral’. A pressão social por alto desempenho continuará existindo. Desistir dessas obrigações por muitas vezes não será uma opção — poucas pessoas têm a fama e a estatura social de uma Simone Biles para expor seus dramas pessoais em público e ainda conseguir um certo nível de condescendência das pessoas.

Em função disso, existe fórmula para dar conta da pressão do dia a dia sem prejudicar a saúde mental? Para Bavon, a resposta passsa por novos paradigmas organizacionais. “Eles devem ser centrados nos humanos e guiado pela diversidade, olhando para a colaboração como uma necessidade de manutenção da competitividade da própria empresa”, diz Ana.

Nessa lógica, o comportamento de Simone Biles e de Naomi Osaka deve servir como exemplo para a liderança que quer promover um ambiente psicologicamente seguro e com boa saúde mental. E começando esse trabalho com si próprio.

Fonte: Exame.com | Foto: LOIC VENANCE / AFP

O que é felicidade?

A felicidade é como uma árvore: necessita de um cuidado com o solo, preparo de nutrientes férteis, regar, observar a quantidade de sol que bate nas folhas…até criarmos condições de brotar, de florescer…

Apesar de a felicidade ser fruto de uma relação, a responsabilidade de ser feliz é uma escolha e condição individual. Não cabe a nós carregar sobre nossos ombros a responsabilidade de fazer o outro feliz.

Quando não somos um empecilho para a felicidade do outro, isto já nobre e suficiente. A escravidão básica, a culpa e ansiedade se instalam quando nos tornamos responsáveis pela felicidade da outra pessoa.

A felicidade real pertence à relação EU-EU, sempre que procurar e se responsabilizar pela própria felicidade. O que isso significa, Sérgio?. Quanto mais você procurar a sua felicidade, mais ajudará os outros a serem felizes. Você precisa criar uma atmosfera de felicidade a sua volta.

“Uma pessoa que está profundamente interessada em sua felicidade, sempre estará interessada também na felicidade dos outros, mas não por causa deles” insiste Osho.

Para que você esteja saudável, não poderá viver entre enfermos e rodeados de uma atmosfera doentia. É impossível. É contra a lei da natureza. Por isso insisto em meus trabalhos terapêuticos: ajudo as pessoas a construírem um olhar de gentileza, gratidão e responsabilidade pela relação de felicidade consigo mesmas.

Finalizo com essa provocação: quando se tem felicidade, pode se compartilhar, quando não se tem, como compartilhar?

🦧Este post fez algum sentido para você???

Por Sérgio Batista, psicólogo da Cuidarte.

Como nosso sistema imunológico envelhece e como podemos interromper esse processo

O sistema imunológico assumiu um enorme protagonismo em meio à pandemia de covid-19.

Não é para menos. Essa complexa rede de células, tecidos e órgãos é a principal arma que nosso corpo possui para se defender contra o coronavírus causador dessa doença.

Como qualquer outra parte do corpo, o sistema imunológico envelhece com o passar dos anos, deixando-nos mais vulneráveis a infecções, câncer e todos os tipos de doenças.

Esse é um dos motivos — além da prevalência de doenças pré-existentes — que aumenta o risco de pessoas com mais de 65 anos contrair covid-19 e desenvolver uma forma mais severa da doença.

No entanto, a idade do sistema imunológico não coincide necessariamente com a idade cronológica. E à medida que envelhecemos, essa discrepância pode se tornar ainda maior.

“Podemos ter indivíduos com 80 anos de idade cronologicamente e com um sistema imunológico semelhante a uma pessoa de 62 anos. Ou muito pelo contrário: uma pessoa de 60 anos cujo sistema imunológico se parece com uma pessoa de uma idade muito mais velha”, diz Shai Shen-Orr, imunologista do Instituto de Tecnologia de Israel Technion, à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC.

Pouca gente sabe, no entanto, que é possível retardar seu envelhecimento (ou até reverter sua idade), seguindo um passo a passo simples.

Mas antes de saber como fazer isso, vamos lembrar como nossa imunidade funciona, como e por que se deteriora com a idade.

Menos células B e T

O sistema imunológico tem dois braços, cada um formado por diferentes tipos de células.

De um lado, existe a chamada “resposta inata”, que é a primeira linha de defesa que se ativa quase imediatamente ao detectar a presença de um organismo estranho em nosso corpo.

Essa resposta contém “neutrófilos, que atacam principalmente bactérias; monócitos , que ajudam a organizar o sistema imunológico, alertando outras células imunológicas de que há uma infecção e, em seguida, existem NKs (ou células exterminadoras naturais), cujo trabalho é combater vírus ou câncer. Essas três células não funcionam tão bem quando envelhecemos”, explica Janet Lord, diretora do Instituto de Inflamação e Envelhecimento da Universidade de Birmingham, no Reino Unido.

De outro, existe a “resposta adaptativa”, formada pelos linfócitos T e B que lutam contra um patógeno específico. Essa resposta leva alguns dias para entrar em ação, mas a partir do momento em que isso acontece, ela se lembrará do patógeno no futuro e o combaterá novamente, se reaparecer.

“Conforme você envelhece, produz menos linfócitos, que são necessários para combater uma nova infecção, como a SARS-CoV-2”, diz Lord.

“E mesmo aqueles que seu corpo criou no passado para combater outra infecção também não funcionam muito bem”, acrescenta.

Ou seja, o envelhecimento provoca um declínio em todas as funções do sistema imunológico.

A resposta inata produz um pouco mais de células, mas não funciona tão bem, e a resposta adaptativa produz menos linfócitos B (que são produzidos na medula óssea e são responsáveis pela produção de anticorpos) e menos linfócitos T (produzidos no timo, identificam e matam patógenos ou células infectadas).

A diminuição das células T se deve ao fato de que “o timo começa a encolher aos 20 anos. Fica cada vez menor e quando você chega aos 65 ou 70 anos, apenas 3% dele permanece (no corpo)”, diz Lord.

A perda de células que armazenam a memória dos patógenos faz com que percamos não só a capacidade de responder à infecção, mas também às vacinas que os previnem à medida que envelhecemos.

No caso da vacina contra a gripe, por exemplo, “40% dos adultos com 65 anos ou mais não respondem à vacina”, diz Shen-Orr.

Outro problema é que a idade gera mais inflamação no sangue e nos tecidos, algo que em inglês é conhecido como inflammaging — uma combinação das palavras inflamation (inflamação) e ageing (envelhecimento).

“Além de não funcionarem de forma ideal, as células do sistema imunológico tendem a causar inflamação, que leva a inúmeras doenças”, explica Lord.

Todas essas mudanças que ocorrem à medida que envelhecemos, “tornam mais difícil a recuperação de uma infecção ou lesão, e algumas infecções podem se tornar crônicas”, diz à BBC Mundo Encarnación Montecino, pesquisadora da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

“Infecções que estavam sob controle podem reaparecer (como herpes zoster, ou tuberculose), aumenta a suscetibilidade a novos patógenos (gripe, pneumonia) e a incidência de câncer”, acrescenta.

Nem sempre é uma questão de idade

Apesar de que, com o passar dos anos, todos sofremos uma deterioração cuja trajetória é previsível, o que varia enormemente é a velocidade com que isso acontece em cada indivíduo, influenciado pela genética, mas também — e em grande medida — pelo estilo de vida.

Até recentemente não era possível determinar a idade imunológica, mas as pesquisas de Shen-Orr e sua equipe, em colaboração com a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, conseguiram criar um método para obter essa informação, fundamental para se alcançar tratamentos bem-sucedidos.

“Ao analisar a composição de 18 tipos de células do sistema imunológico e a expressão de genes em uma amostra de sangue, podemos estabelecer em que estágio do processo de envelhecimento está o sistema imunológico de uma pessoa”, explica Shen-Orr.

A variação na velocidade do processo de deterioração também está ligada à diferença de gênero.

“Enquanto os dois sexos envelhecem, devido aos efeitos específicos dos hormônios sexuais, alguns dos parâmetros envelhecem em taxas diferentes em homens e mulheres”, ressalta Montecino.

Por exemplo, nas mulheres, “a menopausa produz um nivelamento dos efeitos protetores do estrogênio”.

Exercite-se!

A boa notícia, como mencionamos no início desta reportagem, é que o processo de envelhecimento pode diminuir.

A chave é manter-se fisicamente ativo: “Hoje, sentar-se muito tempo é para o corpo o que era fumar antes”, explica Lord, em alusão ao hábito que muitas pessoas já abandonaram.

“Em estudos com pessoas que foram ativas de jovens a velhos — ciclistas de até 80 anos que continuaram a fazer 100 ou 150 km por semana — os resultados foram incríveis”, diz Lord.

“Eles tinham muitas células T e o timo não havia encolhido.”

“Em outro estudo que monitorou o número de passos por dia, eles descobriram que se você chegar a 10 mil, seus neutrófilos se parecem com os de uma pessoa de 20 anos.”

“Achei que essa estatística fosse uma invenção das pessoas que vendiam aparelhos para medi-los, mas quando fizemos o estudo fiquei totalmente surpresa”, confessa Lord.

Tudo depende do estado físico a partir do qual se inicia, mas basicamente se trata de fazer exercícios simples como levantar e abaixar na ponta dos pés, subir escadas e levantar um pouco de peso com os braços se for mais velho ou se não estiver em boas condições físicas, e fazer exercícios extenuantes por curtos períodos de tempo, se estiver em forma.

“Basta fazer alguma coisa. Qualquer coisa que você puder fazer ajuda”, acrescenta.

Revertendo o envelhecimento

Uma coisa é diminuir a taxa de envelhecimento e outra reverter o processo.

Mas isso é possível?

As análises realizadas pela pesquisadora de Birmingham e sua equipe não se concentraram nisso, mas Lord observa que um pequeno estudo (com 12 participantes) publicado no ano passado mostrou, pela primeira vez, que a administração de três medicamentos diferentes poderia reverter tanto a idade imunológica quanto a idade biológica em 2 anos.

Shen-Orr menciona um estudo sobre uma droga em que ele e sua equipe estão trabalhando, mas cujos resultados ainda não foram publicados, mostrando que essa reversão é possível.

“Vimos uma redução (na idade imunológica), mas não sabemos ainda se isso será mantido permanentemente”, diz ele.

Mas interromper a deterioração é um passo mais do que importante.

Outros fatores que podem ajudar nesse sentido são uma alimentação variada, rica em fibras, com alimentos fermentados e pouca carne vermelha para manter a saúde da microbiota intestinal (um campo de pesquisa que ainda está engatinhando), e um boa noite de sono, de cerca de 6h30 ou 7h por dia.

Fonte: BBC News Brasil

Projeto TRANS-FORMA-AÇÃO lança grupo de apoio ao luto

O projeto “TRANS- FORMA- AÇÃO” Terapia em Grupo, uma parceria do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Estado do Piauí (IASPI) com a rede credenciada, oferece um novo grupo terapêutico, desta vez voltado para o apoio às perdas e ao luto.

Por meio do respeito, empatia, o grupo terapêutico tem como objetivo amparar, acolher quem está convivendo com a ausência de quem ama, facilitando o caminho para ressignificar a própria vida. Os encontros serão acompanhados pelos psicólogos Elton Pereira, Polliana Mello e Kyslley Urtiga.

Serão oito semanas, 10 pacientes por grupo, um encontro por semana com duração de 1h30.

O projeto, lançado em janeiro de 2020, consiste em um espaço de fala e escuta, reflexão e interação, sob a condução de terapeutas. A modalidade permite ao indivíduo compartilhar experiências e estratégias de superação e de dificuldades para lidar com situações do cotidiano.

O “TRANS- FORMA- AÇÃO” Terapia em Grupo tem outros grupos de apoio com as mais variadas temáticas e, neste momento em que a pandemia da Covid-19 tem provocado muitas perdas, a Clínica Cuidarte, responsável pelo projeto, optou por oferecer mais este grupo específico, que visa a identificação entre pessoas que terão oportunidade de expressarem livremente o que as aflige e, à medida que dão vazão a estes conteúdos, abrem a possibilidade de elaboração de pensamentos mais otimistas.

O projeto foi lançado sem nenhum custo a mais para o servidor, explica Daniele Aita, médica oncologista e diretora geral do IASPI. “O IASPI Saúde oferece mais este benefício tendo o compromisso social de cuidar da saúde mental dos seus usuários, abrindo mais um canal de comunicação com a sociedade.

O projeto foi desenvolvido pela equipe da Cuidarte, que conta com cerca de 30 profissionais na área da Psicologia e está aberto para todos os servidores e seus dependentes”, enfatiza.

Os interessados em participar deste novo grupo ou de outros grupos do projeto podem se inscrever pelo site www.clinicacuidarte.com.br ou ligar para a clínica (86)3232-3209.

Alimentação pode ser grande aliada para melhorar qualidade do sono

Hoje sabemos que a má higiene do sono está relacionada com o menor controle sobre a nossa fome e, consequentemente, sobre as nossas escolhas alimentares, muitas vezes aumentando a busca por alimentos mais calóricos e palatáveis. Tal atitude facilita o acúmulo de gordura ou dificulta a perda.

Uma boa noite de sono garante a restauração dos tecidos musculares de órgãos vitais, como intestino, fígado e coração, que estão em constante uso pelo nosso organismo. Além da nossa recuperação muscular referente a prática de atividades físicas.

Na fase mais profunda do sono temos a maior produção de hormônios reparadores: melatonina, testosterona e IGF-1. É importante frisar que sono bom não tem relação apenas com o ganho de massa muscular ou queima de gordura, mas também influencia na modulação do nosso sistema imunológico e na eliminação de toxinas do organismo. Em outras palavras, tem relação direta com a nossa saúde e bem-estar.

Quando dormimos mal, a tendência é o aumento do hormônio cortisol, que está envolvido com nosso estado de alerta e capacidade de raciocínio. O cortisol deveria diminuir naturalmente a partir das 18h, com o pôr do sol, mas é comum ficarmos muito expostos a claridade, celular, telas e assim a produção da melatonina é dificultada, piorando o reparo cerebral que prejudica nossa capacidade de raciocínio e discernimento.

Fica claro que falar de sono é muito complexo e em relação aos hábitos alimentares podemos enfatizar o caso o uso crônico de cafeína, que normalmente é utilizada para nos manter acordados e aumentar nossa produtividade.

A verdade é que enquanto não melhorarmos nosso sono nunca saberemos qual a nossa real capacidade de produzir. Tomar café em excesso tende a deixar o cortisol alto impedido a produção dos hormônios reparadores. Portanto, se esse for o seu caso, reduzir aos poucos o uso de estimulantes como o café pode ser uma boa ideia.

Na alimentação, existe um conjunto de práticas que pode beneficiar nosso organismo, pois aqui o foco é reduzir a inflamação do nosso intestino para que os hormônios do sono voltem a ser produzidos.

  • Reduzir o excesso de açúcares refinados e doces
  • Chá de camomila ou mulungu à noite, que além de reduzir inflamação, promove relaxamento muscular
  • Priorizar alimentos anti-inflamatórios, como vegetais, frutas, grãos, raízes, azeite e castanhas
  • O consumo de frutas tem influência na redução da inflamação intestinal, mas algumas específicas podem ajudar na produção dos hormônios do sono como kiwi, uva e cereja

Além das práticas alimentares, outras estratégias integrativas como meditação, espiritualidade e leitura podem ajudar, mas se você estiver com dificuldade, tente inserir hábitos de vida aos poucos e no seu ritmo.

Não se cobre para fazer tudo de uma vez e também não se torne um refém dos medicamentos para dormir. Apenas mude os hábitos aos poucos.

 

Fonte: UOL  

O que é e como lidar com o luto da perda neonatal?

Todos nós acompanhamos com pesar e tristeza a experiência de perda neonatal recentemente do nosso conterrâneo Whindersson Nunes e sua parceira. Nesta semana concedi uma entrevista á TV ASSEMBLEIA-PI abordando a temática e espero, sinceramente, que este post possa te ser útil na compreensão desse processo complexo que é o luto neonatal!

A perda gestacional ou neonatal quebra com aquilo que é esperado pela ordem do ciclo vital, interrompe abruptamente a construção de sonhos e significados e traz um forte impacto para aqueles que estão envolvidos emocionalmente na vivência da concepção de um bebê.

“Perdi o meu bebê. Morreu hoje de manhã na clínica. Não sabemos como aconteceu. Não é possível! É absurdo!”

A dor da perda de uma criança prematuramente se revela como uma das dores mais intensas e profundas que o ser humano atravessa. É uma prova existencial.  Que prova? A prova de uma separação definitiva que nos obriga a reconstruir-nos diante da dor e do amor simultaneamente. Uma travessia registrada pela ambivalência DOR X AMOR. Antes de tudo, a dor é um afeto, o mais autêntico afeto diante da perda de um filho, no caso da perda neonatal.

Um dos maiores estudiosos da psicologia da dor na atualidade, o psicanalista e psiquiatra Juan-David Násio, em sua mais conhecida obra “O livro da dor e do amor”, apresenta a dor como um fenômeno-limite da condição humana sob três aspectos – enquanto afeto, sintoma e perversão.

“A dor [própria do luto] só existe sobre um fundo de amor”, afirma o autor. De fato Freud fala do amor falando da morte: “a pessoa enlutada sabe quem perdeu,
mas não sabe o que perdeu ao perder o seu ser amado”.  Freud não procura saber por que a perda é dolorosa, mas por que o trabalho do luto é doloroso. A Dor do luto não é dor de separação, mas dor de amor. Ora, não é a ausência do outro que dói, são os efeitos em mim dessa ausência. O que é a dor psíquica?  “É a desorientação de alguém que, tendo
perdido um ser querido, perde uma parte de si mesmo”, lembra o psicanalista Násio.

A dor psíquica do luto neonatal pode se resumir em uma equação: um amor grande demais dentro de nós por um ser que não existe mais fora de nós. A dor de amar mais do que tudo este filho, mesmo sabendo-o perdido para sempre, é um sofrimento que pode precisar de tempo para ser ressignificada, reconfigurada e elaborada. Porque a dor demora muito mais tempo do que os familiares e sociedade imagina. É aqui que a ajuda profissional pode fazer toda a diferença enquanto recurso de ajuda ao enlutado.

Como psicólogo já recebi vários casos de enlutados por perda neonatal e sobre isso posso dizer: a dor da perda é um amor imenso aprisionado na ilusão de infinitude, mas que pode se transformar em amor real, humilde e que fortalece a vida de todos, dos que partiram e dos que ficaram.  O luto da perda neonatal  é um longo caminho, que começa com a dor viva da perda de um ser querido (muitas vezes acompanhado de raiva, negação, culpa, revolta, barganha) que aos passos, e com um trabalho pessoal, apoio e acolhimento pode começar a abrir os braços para o amor real, para  a aceitação progressiva e serena até tornar essa experiência em força de vida.

Assim, o luto pode se definir como um lento processo de desamor ilusório em relação ao ser amado, para amá-lo de outra forma, agora, dentro de si e com força de vida e honra a tudo que foi possível, do jeito que foi.

Conclusão: a dor do luto não é dor de separação, mas dor da ligação. Assim, no o luto da perda o trabalho a ser realizado não é o de esquecer ou atacar a dor, mas o de reconfigurar e se abrir para amor. O real. Este é meu convite para quem vive ou já viveu esta travessia.

Este material fez sentido para você? Comente aí, deixe sua contribuição!
Encaminhe esse post para alguém está com dificuldades em atravessar esta experiência, pode ser útil.

 

Por Sérgio Batista, psicólogo da Cuidarte.

Saiba como evitar o sentimento de frustração durante a quarentena

Colocar a leitura em dia. Manter a rotina de atividades físicas. Começar um curso de aperfeiçoamento online. Aprender uma receita nova. Maratonar uma série. Organizar as gavetas de documentos.

Planos não faltavam, mas os dias foram passando e o tempo livre da quarentena não se confirmou como um oásis de produtividade. Resultado: frustração diante das metas planejadas e não cumpridas.

Para a psicóloga Tatiana Rocha Netto, esse sentimento é mais comum do que se imagina, sobretudo em tempos de isolamento. Com 36 anos de atuação clínica em Caxias do Sul, ela explica que emoções negativas, como tristeza, medo ou insegurança, são mais difíceis de lidar quando as pessoas não se propõem a encará-las de frente.

— Muitas pessoas têm dificuldade até para nominar os sentimentos. E o recolhimento social tem nos colocado frente a frente com eles. Acontece que muitas pessoas não estão preparadas para isso. Eu tenho atendido muitos pacientes, por videochamada, que estão relatando justamente essa frustração — conta Tatiana.

Na mesma linha de raciocínio, o psicólogo Fernando Sandi acredita que certo grau de decepção é quase inevitável diante das incertezas causadas pela pandemia. Conforme o profissional, “as pessoas se sentem aflitas por não saberem os próximos passos e o quanto serão afetadas”:

— Quem já possui algum histórico de ansiedade pode se sentir mais decepcionado neste momento. Não diria que existe um grupo mais propenso que outro, mas vejo que a ansiedade gera maior dificuldade em lidar com o cenário atual.

São muitos os fatores responsáveis pelo desânimo. Além do excesso de metas traçadas no início da quarentena (que, consequentemente, geram expectativas no subconsciente), o maior tempo dedicado às redes sociais favorece a sensação de impotência. Afinal, basta alguns minutos no feed do Instagram para vermos amigos fazendo exercícios, se aventurando na cozinha ou assistindo algum lançamento badalado da Netflix.

Entre as dicas para evitar o embaraço emocional, os especialistas sugerem diminuir os níveis de expectativa e auto cobrança. Outra recomendação é se libertar da ideia de que o período de isolamento seja uma competição pela produtividade: ou seja, não há nada de errado em investir o tempo livre para descansar e não produzir.

— Se a pessoa está frustrada, ela precisa rever o que planejou. Por exemplo: organizar o armário, ler os livros que estão na cabeceira da cama, fazer exercícios, pintar o cabelo… Primeiro, ela não precisa fazer tudo num dia só, colocar esse excesso de atividades. Depois, é preciso jogar a expectativa mais para baixo, assim a chance de frustração não fica tão alta. Uma palavra fundamental para o momento é equilíbrio. Equilíbrio para saber o que podemos e, principalmente, o que desejamos fazer — explica Tatiana.

Por outro lado, caso você não tenha conseguido evitar a frustração, o ideal é manter a calma e reorganizar a lista de prioridades. Outro ponto importante é encarar um dia por vez, evitando projeções a longo prazo.

— Cada pessoa é diferente da outra. Não somos um robô, uma máquina de produtividade. Temos nossas particularidades e é preciso respeitar isso. Se você colocou como meta ler um livro e isso é realmente o que deseja, tente se desligar um pouquinho de outras tarefas e comece a ler. Sempre respeitando o próprio tempo, sem tanta cobrança — sugere Sandi.

Confira as dicas dos psicólogos para evitar a frustração:
:: Seja menos exigente. O excesso de cobrança aumenta as chances de decepções.
:: Quarentena não é competição de produtividade. Não há nada de errado em ficar ocioso durante o tempo livre.
:: Mantenha o equilíbrio. Reorganize sua rotina com base no que você realmente precisa e deseja fazer.
:: Durante o isolamento, evite traçar metas muito distantes. Encare um dia de cada vez

Fonte: GAUCHAZH

É importante sentir medo, mas em excesso paralisa; saiba como equilibrar

Ao longo da vida, todos nós sentimos medo. Ele aparece tanto em momentos específicos, como ao andar em uma montanha-russa, ou permanece a vida toda, como um medo de altura, de falar em público ou de baratas. Cada pessoa tem medos próprios, que fazem parte de quem ela é e têm muitas origens e explicações possíveis.

Além dos medos particulares, há também os medos “comuns”, de que todos partilhamos: medo de morrer, de ficar doente, de tempestades ou furacões. Estes são medos ligados à natureza humana, que direcionam o ser humano rumo à sobrevivência. Esta, aliás, é a principal função do medo: fazer com que a pessoa aja e consiga escapar com vida de situações arriscadas.

Mas nem sempre é possível dominar o medo. Para muitas pessoas, ele é paralisante e se sobrepõe a qualquer tentativa de racionalização da situação. E é justamente quando o medo começa a atrapalhar o cotidiano que ele vira um problema maior. A boa notícia é que até medos paralisantes podem ser ressignificados.

É importante sentir medo

O medo é uma reação a algum estímulo ameaçador, que pode ser real ou imaginado. O cérebro reage colocando o organismo em estado de alerta, o que provoca alterações por todo o corpo: aceleração dos batimentos cardíacos, desconforto intestinal, insônia e sono agitado.

Ele é algo natural e protetor e faz com que nos previnamos de situações arriscadas. Sem o medo, atravessaríamos sem olhar para os lados, andaríamos em ruas escuras sozinhos, passearíamos no parapeito dos prédios, não cuidaríamos da saúde. É claro que não é possível controlar tudo ou viver em um ambiente totalmente seguro. O que importa é identificar o tipo de medo e conseguir transformar o estado de medo em prudência e cautela.

Manifestações

Ele pode se manifestar de diversas formas, como ansiedade ou algo mais sutil, como quando uma pessoa rejeita um interesse amoroso pelo medo de sofrer ou de a relação não dar certo.

Veja alguns tipos:

  • O medo racional é pautado em algo possível e o irracional, em algo que não tem sentido, mas mesmo assim se faz presente;
  • O medo emocional é caracterizado por temores que podem causar prejuízos emocionais, como medo de fracassar ou de ser rejeitado;
  • O medo instintivo faz parte da nossa “programação”. Temos uma série de medos primitivos, como medo de ser comido por um bicho, medo do escuro, medo das tempestades, dos movimentos da natureza. Estes medos existem desde que o homo sapiens existe na Terra. São medos naturais, que nós também vemos nos animais. Eles estão associados à preservação da espécie e da sobrevivência;
  • Com o desenvolvimento do homem, sua capacidade de pensar e refletir, ele passa a ter medos que nem sempre estão ali presentes, como o medo do futuro e a ansiedade. Eles nem sempre são reais, podem ser de coisas imaginadas ou subjetivas.

Quando o medo é ruim

Os medos podem ser genéticos, aprendidos na infância, pela educação ou copiando o modelo de comportamento dos pais. A origem depende de como cada um se relaciona consigo mesmo, por isso a ajuda de um psicólogo na busca pelo autoconhecimento pode possibilitar reconhecer os medos e a forma como eles se manifestam nas nossas vidas.

Isso é importante quando o medo vira algo prejudicial. Se ele é excessivo, pode virar uma fobia e atrapalhar o dia a dia da pessoa. Além de não conseguir reagir às situações que a assustam, ela passa a evitá-las, e pode perder oportunidades ou deixar de viver momentos prazerosos devido a um medo pontual.

Pode acontecer também de o indivíduo nem saber a origem daquele medo —conhecido como medo irracional. São situações que nem a própria pessoa consegue explicar. Racionalmente ela entende que está tendo uma reação exagerada, mas não consegue agir de maneira diferente. Casos assim podem gerar pavor, pânico e paralisação ou até reações físicas como mal-estar, vômitos e desmaios.

Como não deixar que o medo nos paralise?

Sentir medo não é uma doença, e ficar paralisado não é uma questão de escolha. É preciso descobrir estratégias para lidar com ele e não deixar de agir.

O auxílio pode vir em vários formatos: atividade física, meditação, técnicas de respiração, tratamentos e medicamentos. Buscando fortalecimento emocional e autoconhecimento, é possível entender as causas, fazer a regulação cognitiva das emoções e modificar comportamentos.

Dentro da terapia cognitivo-comportamental, por exemplo, são utilizadas diversas técnicas com o intuito de auxiliar quem sofre prejuízos na vida por conta dos medos. O profissional e o paciente, juntos, investigam as causas para ressignificar crenças e esquemas disfuncionais.

A dessensibilização sistemática, uma das técnicas mais comuns em tratamento de fobias, consiste em expor o paciente ao fator do medo de maneira progressiva. Através da repetição, cria-se uma situação de hábito com aquilo, e o medo fica menor.

Em muitos casos, o medo de determinadas coisas ou situações nunca desaparece por completo, mas a pessoa consegue encontrar jeitos de criar uma relação mais ajustada com aquilo.

Existem pessoas mais medrosas e outras mais corajosas?
Existem pessoas que tendem a olhar para as coisas do lado mais difícil e perigoso. Elas vivem com a sensação de uma ameaça permanente e são temerosas de tudo, até mesmo de hipóteses (como não querer ir ao médico por medo do que possa aparecer no diagnóstico).

Pessoas medrosas se arriscam menos, e por isso acabam perdendo oportunidades importantes. Isso não quer dizer que ela é fraca, e sim que está reagindo à própria história de vida.

Pessoas mais corajosas costumam ser mais seguras de si, com uma autoestima melhor e coragem de se arriscar. Na maioria das vezes, tiveram uma criação com apego seguro, desenvolvendo ligações afetivas importantes com os pais ou cuidadores e cresceram acreditando em si mesmas e se valorizando. A coragem depende da segurança que a pessoa tem nela mesma, na sua capacidade de resolução de problemas e de sua autoconfiança.

Uma pessoa pode não ter medo de pular de paraquedas, mas ter medo de barata. Os medos não são lineares. Ninguém é totalmente corajoso nem totalmente medroso.

Fontes: Marina Vasconcellos, psicóloga pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), especialista em psicodrama terapêutico pelo Instituto Sedes Sapientiae, psicodramatista didata pela Febrap (Federação Brasileira de Psicodrama) e terapeuta familiar e de casal pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); Blenda de Oliveira, psicóloga clínica formada pela PUC-SP, psicanalista pela SBPSP (Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo); Cris Gebara, psicóloga e terapeuta cognitivo-comportamental, mestre em ciências pela USP (Universidade de São Paulo), docente do curso de especialização em TCC em saúde e pesquisadora pelo Programa Ansiedade do IPq HCFMUSP (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP); Thais Rueda, psicóloga pela Universidade Veiga de Almeida, psicóloga do esporte e do exercício pelo CEPPE (Consultoria, Estudo e Pesquisa da Psicologia do Esporte) e pós-graduada pelo CPAF-RJ (Centro de Psicologia Aplicada e Formação em Terapia Cognitiva Comportamental).

Fonte: UOL

Informe

Em virtude da antecipação do feriado de Nossa Senhora Aparecida para amanhã (26), a Cuidarte informa que não haverá atendimento presencial na clínica. Todavia, as agendas on-line estão mantidas.

É possível aumentar empatia? Saiba o que é e como melhorar suas relações

Você pode já ter ouvido alguma vez o pedido para ser “mais empático”. Ou, então, escutou algum comentário crítico sobre uma pessoa (ou até você mesmo) não possuir empatia. Mas, afinal, o que é de fato ter empatia?

O sentimento é para lá de abstrato e seu desenvolvimento varia de pessoa para pessoa. Às vezes somos empáticos com algumas situações, mas não com outras. Por trás de tudo isso, está a prática de se colocar no lugar do outro —e, claro, isso pode ser desenvolvido com algumas técnicas.

O que é empatia?

No dicionário, uma das definições diz que ela é a capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente e de querer o que ela quer. Em resumo, poderíamos dizer que ter empatia é se colocar no lugar do outro. No entanto, ser empático envolve saberes diversos e mais profundos.

Com a empatia, a sensação é de ser aquela pessoa e, por isso, compreender escolhas, alegrias, medos, arrogância, agressividade e ignorância, ou seja, o que há de bom e de ruim em alguém. É acreditar que faria exatamente a mesma coisa.

Mas como abandonar as próprias emoções, crenças ou expectativas para viver a empatia em sua totalidade? Para caminhar por essa estrada de aprendizado é necessário entender que ninguém é perfeito. Segundo a especialista em autoconhecimento e inteligência comportamental Heloísa Capelas, não é possível chegar ao amor sem empatia, por isso, essa é uma capacidade tão importante.

“Eu preciso primeiro me abrir, olhar para o outro do ponto de vista dele, renunciar aos meus julgamentos, minhas verdades e minhas crenças. Poder me abrir para poder compreender o que o outro está vivendo é empatia, e ela vem muito antes do amor”, afirma.

Você pode já ter ouvido alguma vez o pedido para ser “mais empático”. Ou, então, escutou algum comentário crítico sobre uma pessoa (ou até você mesmo) não possuir empatia. Mas, afinal, o que é de fato ter empatia?

O sentimento é para lá de abstrato e seu desenvolvimento varia de pessoa para pessoa. Às vezes somos empáticos com algumas situações, mas não com outras. Por trás de tudo isso, está a prática de se colocar no lugar do outro —e, claro, isso pode ser desenvolvido com algumas técnicas.

O que é empatia?

No dicionário, uma das definições diz que ela é a capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente e de querer o que ela quer. Em resumo, poderíamos dizer que ter empatia é se colocar no lugar do outro. No entanto, ser empático envolve saberes diversos e mais profundos.

Com a empatia, a sensação é de ser aquela pessoa e, por isso, compreender escolhas, alegrias, medos, arrogância, agressividade e ignorância, ou seja, o que há de bom e de ruim em alguém. É acreditar que faria exatamente a mesma coisa.

Mas como abandonar as próprias emoções, crenças ou expectativas para viver a empatia em sua totalidade? Para caminhar por essa estrada de aprendizado é necessário entender que ninguém é perfeito. Segundo a especialista em autoconhecimento e inteligência comportamental Heloísa Capelas, não é possível chegar ao amor sem empatia, por isso, essa é uma capacidade tão importante.

“Eu preciso primeiro me abrir, olhar para o outro do ponto de vista dele, renunciar aos meus julgamentos, minhas verdades e minhas crenças. Poder me abrir para poder compreender o que o outro está vivendo é empatia, e ela vem muito antes do amor”, afirma.

Você pode já ter ouvido alguma vez o pedido para ser “mais empático”. Ou, então, escutou algum comentário crítico sobre uma pessoa (ou até você mesmo) não possuir empatia. Mas, afinal, o que é de fato ter empatia?

O sentimento é para lá de abstrato e seu desenvolvimento varia de pessoa para pessoa. Às vezes somos empáticos com algumas situações, mas não com outras. Por trás de tudo isso, está a prática de se colocar no lugar do outro —e, claro, isso pode ser desenvolvido com algumas técnicas.

O que é empatia?

No dicionário, uma das definições diz que ela é a capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente e de querer o que ela quer. Em resumo, poderíamos dizer que ter empatia é se colocar no lugar do outro. No entanto, ser empático envolve saberes diversos e mais profundos.

Com a empatia, a sensação é de ser aquela pessoa e, por isso, compreender escolhas, alegrias, medos, arrogância, agressividade e ignorância, ou seja, o que há de bom e de ruim em alguém. É acreditar que faria exatamente a mesma coisa.

Mas como abandonar as próprias emoções, crenças ou expectativas para viver a empatia em sua totalidade? Para caminhar por essa estrada de aprendizado é necessário entender que ninguém é perfeito. Segundo a especialista em autoconhecimento e inteligência comportamental Heloísa Capelas, não é possível chegar ao amor sem empatia, por isso, essa é uma capacidade tão importante.

“Eu preciso primeiro me abrir, olhar para o outro do ponto de vista dele, renunciar aos meus julgamentos, minhas verdades e minhas crenças. Poder me abrir para poder compreender o que o outro está vivendo é empatia, e ela vem muito antes do amor”, afirma.

Você pode já ter ouvido alguma vez o pedido para ser “mais empático”. Ou, então, escutou algum comentário crítico sobre uma pessoa (ou até você mesmo) não possuir empatia. Mas, afinal, o que é de fato ter empatia?

O sentimento é para lá de abstrato e seu desenvolvimento varia de pessoa para pessoa. Às vezes somos empáticos com algumas situações, mas não com outras. Por trás de tudo isso, está a prática de se colocar no lugar do outro —e, claro, isso pode ser desenvolvido com algumas técnicas.

O que é empatia?

No dicionário, uma das definições diz que ela é a capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente e de querer o que ela quer. Em resumo, poderíamos dizer que ter empatia é se colocar no lugar do outro. No entanto, ser empático envolve saberes diversos e mais profundos.

Com a empatia, a sensação é de ser aquela pessoa e, por isso, compreender escolhas, alegrias, medos, arrogância, agressividade e ignorância, ou seja, o que há de bom e de ruim em alguém. É acreditar que faria exatamente a mesma coisa.

Mas como abandonar as próprias emoções, crenças ou expectativas para viver a empatia em sua totalidade? Para caminhar por essa estrada de aprendizado é necessário entender que ninguém é perfeito. Segundo a especialista em autoconhecimento e inteligência comportamental Heloísa Capelas, não é possível chegar ao amor sem empatia, por isso, essa é uma capacidade tão importante.

“Eu preciso primeiro me abrir, olhar para o outro do ponto de vista dele, renunciar aos meus julgamentos, minhas verdades e minhas crenças. Poder me abrir para poder compreender o que o outro está vivendo é empatia, e ela vem muito antes do amor”, afirma.

Você pode já ter ouvido alguma vez o pedido para ser “mais empático”. Ou, então, escutou algum comentário crítico sobre uma pessoa (ou até você mesmo) não possuir empatia. Mas, afinal, o que é de fato ter empatia?

O sentimento é para lá de abstrato e seu desenvolvimento varia de pessoa para pessoa. Às vezes somos empáticos com algumas situações, mas não com outras. Por trás de tudo isso, está a prática de se colocar no lugar do outro —e, claro, isso pode ser desenvolvido com algumas técnicas.

O que é empatia?

No dicionário, uma das definições diz que ela é a capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente e de querer o que ela quer. Em resumo, poderíamos dizer que ter empatia é se colocar no lugar do outro. No entanto, ser empático envolve saberes diversos e mais profundos.

Com a empatia, a sensação é de ser aquela pessoa e, por isso, compreender escolhas, alegrias, medos, arrogância, agressividade e ignorância, ou seja, o que há de bom e de ruim em alguém. É acreditar que faria exatamente a mesma coisa.

Mas como abandonar as próprias emoções, crenças ou expectativas para viver a empatia em sua totalidade? Para caminhar por essa estrada de aprendizado é necessário entender que ninguém é perfeito. Segundo a especialista em autoconhecimento e inteligência comportamental Heloísa Capelas, não é possível chegar ao amor sem empatia, por isso, essa é uma capacidade tão importante.

“Eu preciso primeiro me abrir, olhar para o outro do ponto de vista dele, renunciar aos meus julgamentos, minhas verdades e minhas crenças. Poder me abrir para poder compreender o que o outro está vivendo é empatia, e ela vem muito antes do amor”, afirma.

Você pode já ter ouvido alguma vez o pedido para ser “mais empático”. Ou, então, escutou algum comentário crítico sobre uma pessoa (ou até você mesmo) não possuir empatia. Mas, afinal, o que é de fato ter empatia?

O sentimento é para lá de abstrato e seu desenvolvimento varia de pessoa para pessoa. Às vezes somos empáticos com algumas situações, mas não com outras. Por trás de tudo isso, está a prática de se colocar no lugar do outro —e, claro, isso pode ser desenvolvido com algumas técnicas.

O que é empatia?

No dicionário, uma das definições diz que ela é a capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente e de querer o que ela quer. Em resumo, poderíamos dizer que ter empatia é se colocar no lugar do outro. No entanto, ser empático envolve saberes diversos e mais profundos.

Com a empatia, a sensação é de ser aquela pessoa e, por isso, compreender escolhas, alegrias, medos, arrogância, agressividade e ignorância, ou seja, o que há de bom e de ruim em alguém. É acreditar que faria exatamente a mesma coisa.

Mas como abandonar as próprias emoções, crenças ou expectativas para viver a empatia em sua totalidade? Para caminhar por essa estrada de aprendizado é necessário entender que ninguém é perfeito. Segundo a especialista em autoconhecimento e inteligência comportamental Heloísa Capelas, não é possível chegar ao amor sem empatia, por isso, essa é uma capacidade tão importante.

“Eu preciso primeiro me abrir, olhar para o outro do ponto de vista dele, renunciar aos meus julgamentos, minhas verdades e minhas crenças. Poder me abrir para poder compreender o que o outro está vivendo é empatia, e ela vem muito antes do amor”, afirma.

Fontes: Ana Gabriela Andriani, psicóloga graduada pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), mestre e doutora pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), com pós-graduação em terapia de casal e família pelo The Family Institute, da Northwestern University, em Illinois, Estados Unidos, e especialização em psicoterapia dinâmica breve pelo IPq-FMUSP (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas); Elisângela Barbosa, consultora especialista em assessoria para Recursos Humanos com ênfase em plano de cargos e salários, gestão por competências e performance e treinamentos; Fabiana Gutierrez, cofundadora de Carlotas, graduada em Ciências da Comunicação e Mídia pela ESPM (Escola de Propaganda e Marketing) e MBA pelo Insper, em São Paulo; Fernanda Guerra, advogada brasileira pioneira na abordagem de Contratos Conscientes e pós-graduada em neurociência e comportamento pela PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul); Heloísa Capelas, especialista em autoconhecimento e inteligência comportamental, assistente social, pós-graduada em administração com ênfase em Recursos Humanos, fundadora e diretora do Centro Hoffman, coach, master practitioner em PNL (Programação Neurolinguística) e terapeuta familiar; Jaqueline Bifano, psiquiatra infanto-juvenil, graduada em Medicina pela UFF (Universidade Federal Fluminense) especialista em psicoterapia pelo IP-UFRJ (Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro); Leonardo Morelli, psicólogo, mestre em psicologia pelo Centro Ericksoniano do México, na Cidade do México, e especialista em psicoterapia ericksoniana pela The Milton Erickison Foudation em Phoenix, Estados Unidos.

Fonte: UOL