O que é (exatamente) a inteligência emocional?

As emoções transformaram o cérebro dos mamíferos há mais de 200 milhões de anos e perpetuaram uma poderosa influência que se mantém viva em nossa espécie.

A expressão “inteligência emocional” está incluída hoje no léxico de muitos, tanto de pessoas comuns quanto de intelectuais ou celebridades. Até mesmo ministros usam a expressão em seus comentários e alertas. Mas nem todo mundo se refere à mesma coisa quando usa essa expressão. Para alguns, a inteligência emocional é algo como um tipo de inteligência mais avançada do que a clássica, ou seja, do que a inteligência analítica, medida em testes que fornecem resultados em quociente numérico. Há também aqueles que se referem à inteligência emocional pelo lado negativo, como uma incapacidade de controlar as emoções: “Comporta-se como se não tivesse inteligência emocional”. Também não faltam aqueles que acreditam ser um novo tipo de inteligência recém-inventada, pois, afinal de contas, o conceito de inteligência não é absoluto, tal como a altura ou o peso de uma pessoa, pois sempre depende do critério do observador. Outros, por sua vez, sequer sabem a que se referem quando falam sobre esse tipo de inteligência. Talvez, por tudo isso, valha a pena tentar esclarecer o conceito.

Há alguns anos, a popular revista Time colocou na capa de uma de suas edições uma pergunta escrita em letras garrafais e dirigida ao público em geral: “Qual é o seu quociente de inteligência emocional?”. A própria revista, em letras muito menores, respondia: “Não é o seu quociente de inteligência. Nem sequer é um número. Mas a inteligência emocional pode ser o melhor preditor de sucesso na vida, redefinindo o que significa ser inteligente”. Foi a época em que o jornalista Daniel Goleman havia publicado seu conhecido e bem-sucedido livro Inteligência Emocional, fazendo com que muitos acreditassem que ele tinha criado ou descoberto esse (novo) tipo de inteligência.

O conceito também serviu para que muitos ousassem desafiar a evolução biológica do cérebro e as habilidades mentais, colocando a emoção à frente da razão, dando primazia à primeira. Certamente, as emoções transformaram o cérebro dos mamíferos há mais de 200 milhões de anos e perpetuaram uma poderosa influência que se mantém viva em nossa espécie até os dias atuais. Mas, em muito menos anos, embora não poucos, cerca de 60 milhões, o cérebro dos primatas desenvolveu o neocórtex, o córtex cerebral moderno, um acúmulo de neurônios altamente organizados e capazes de dominar o resto do cérebro. Esse desenvolvimento conferiu, embora nem sempre notemos, primazia à razão, ou seja, a capacidade de dominar os sentimentos.

O desenvolvimento ocorreu de uma maneira muito especial, que tampouco costumamos perceber. Como um sujeito fabuloso e perspicaz, a razão se propôs a dominar a emoção usando suas próprias armas: uma emoção só pode ser eliminada por outra emoção, outra emoção que seja mais forte e poderosa e/ou incompatível com a qual se deseja eliminar. Qualquer pessoa que tenha sofrido uma crise sentimental, como ser abandonada por seu parceiro, sabe muito bem que a melhor maneira de superar essa crise não é tanto subestimar a perda, e sim iniciar um novo romance. E, para isso, para despertar emoções incompatíveis com as indesejáveis, é para o que serve a razão. Bem usada, a razão sempre será mais poderosa do que as emoções. Tanto a razão quanto a emoção fazem parte do sistema funcional que é a mente humana. Vão juntas e dependem uma da outra. A inteligência emocional é a capacidade de lidar com as emoções usando a razão. As emoções são o exército indispensável que continuamente mobiliza a razão.

Quem soube disso antes e melhor não foi o jornalista Daniel Goleman, nem os psicólogos John Mayer e Peter Salovey, da Universidade Yale (EUA), estudiosos modernos do conceito. Foi o imperador romano Marco Aurélio (121-180 dC), que ficou conhecido como o sábio e verdadeiro pai da inteligência emocional. Em seu imperecível trabalho, Meditações, excelente tratado sobre a inteligência emocional, inclui a frase que todas as faculdades de Psicologia deveriam esculpir com um martelo e cinzel sobre o mármore de sua fachada: “Nossa vida é o que nossos pensamentos fazem dela”.

Ninguém captou melhor a essência evolutiva da mente humana do que este grande filósofo da Roma Antiga; a capacidade de raciocínio para modificar as emoções, a maneira de ver as coisas, embora não possamos mudá-las. Essa capacidade, afirma Marco Aurélio, está sempre ao nosso alcance para facilitar a vida. Usando o neocórtex, podemos fazer com que nosso raciocínio, nossas emoções e nosso comportamento se encaixem. Esse encaixe é a verdadeira essência da inteligência emocional, uma capacidade mental tão antiga quanto o próprio Homo sapiens sapiens.

Mas quem não deseje voltar a tempos tão remotos, ainda resta a possibilidade de educar sua inteligência emocional seguindo os passos do autor clássico espanhol mais lido e traduzido depois de Cervantes, o jesuíta Baltasar Gracián (1601-1658). Sua obra A Arte da Prudência, publicada em 1647 e traduzida em vários idiomas, às vezes em belos formatos de papel bíblico e fita de referência, é um dos melhores tratados sobre inteligência emocional que podem ser lidos atualmente. Como relatado pelo EL PAÍS em 16 de dezembro de 1993, seu autor nunca poderia imaginar que uma de suas traduções nos EUA, de 1992, venderia mais de 100.000 cópias. Além disso, e respondendo a uma pesquisa do The New York Times, a escritora Gail Godwin recomendou a leitura da obra a políticos aspirantes às eleições presidenciais naquele país. Na Espanha ou no Brasil, o mesmo conselho também poderia servir.

Ignacio Morgado Bernal é diretor do Instituto de Neurociências da Universidade Autônoma de Barcelona. Autor de Emociones e Inteligencia Social: Las Claves para una Alianza entre los Sentimientos y la Razón. Barcelona: Ariel, (2010). E de Emociones Corrosivas: Cómo Afrontar la Envidia, la Codicia, la Culpabilidad, la Vergüenza, el Odio y la Vanidad. Barcelona: Ariel, (2017).
FOnte: ElPais

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Quando as redes sociais fazem bem à saúde

Facebook, Instagram e outras plataformas trazem desafios para o bem-estar emocional, mas também podem contribuir, dependendo de como forem usadas.

Nos últimos anos, as redes sociais (Facebook, Instagram…) ganharam usuários interessados em algo que vai além do compartilhamento de opiniões ou fotos de pratos e viagens. Pessoas com deficiências ou doenças crônicas, bem como seus familiares, encontraram ali um meio de se conectar com indivíduos em situações parecidas, criando extensas e sólidas comunidades online que, não raro, extrapolam os limites virtuais. É esse o caso da rede “As Fissuradas”, idealizada por Luiza Pannunzzio, mãe de Bento, um menino nascido com fissura labiopalatina – malformação que pode ocasionar uma separação no lábio e no céu da boca da criança. Criada no Facebook, a comunidade reúne histórias e fotos de pessoas nascidas com a condição e tem entre seus objetivos a diminuição do estigma e a troca de conhecimento e experiências.

Além dos familiares, a rede conta com o suporte de profissionais de saúde especializados, que contribuem com a publicação de textos informativos. Regularmente, realiza encontros presenciais para que as crianças e as famílias se conheçam, entre outras ações voltadas à causa, como a encenação em hospitais de uma peça teatral baseada na história do filho de Luiza. Todas as atividades são possíveis graças ao incentivo e à colaboração, por vezes financeira, dos membros da comunidade.

Exemplos como esse mostram que, se bem utilizadas, mídias sociais interativas podem ser aliadas na promoção da qualidade de vida. A ciência já constatou, no entanto, que pessoas com sintomas depressivos podem abusar desses meios na tentativa de aliviar sua angústia. Por outro lado, a possibilidade de anonimato parece propiciar que os indivíduos sintam-se mais à vontade para compartilhar suas aflições – não só diante de uma doença mas também de outros desafios.

Hoje, ferramentas de extração de dados servem para indicar os termos mais recorrentes nas postagens em grupos previamente selecionados e também padrões de construção de frases. Com essa estratégia é possível, entre outras coisas, identificar ideações suicidas, permitindo que se ofereça ao usuário o aconselhamento em tempo real, de forma a evitar a tentativa de suicídio.

E assim caminha a pesquisa sobre a interface entre a saúde e o computador: unindo pacientes, especialistas e áreas do conhecimento, sem ignorar os riscos do uso em excesso, mas aceitando que, mais do que um hábito, participar de uma comunidade digital pode ser uma prática social positiva.

*Silvana Schultze é jornalista e pesquisadora na área de Comunicação em Saúde. Tem mestrado pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP) e é doutoranda em ciências pela Faculdade de Saúde Pública da USP

Fonte: Saúde

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Por que crianças precisam cochilar?

O sono ajuda a preservar e a controlar as emoções do dia não só em crianças como em adultos, mostram pesquisas.

Quando sua filha estava na pré-escola, Rebecca Spencer passou por algo comum a muitos pais, mães ou babás: o poder do cochilo. Sem ele, sua filha ficava cambaleante, mal-humorada ou ambos. Spencer, neurocientista especializada em sono da Universidade de Massachusetts Amherst, quis investigar a ciência por trás desta experiência pessoal.

“A observação de várias pessoas é que uma criança que não cochila fica emocionalmente desregulada”, ela disse. “O que nos levou a questionar: ‘o cochilo tem alguma função no processamento de emoções?'”.

Pesquisas já mostraram que, em geral, o sono nos ajuda a processar as emoções. Dormir tem um papel importante em decodificar informações baseadas nas experiências do dia, portanto, o sono é fundamental para preservar as memórias. E as memórias emocionais são únicas pela forma como ativam a amígdala, o centro emocional do cérebro.

A ativação da amígdala é o que permite que seu casamento ou o funeral de seus pais sejam mais lembrados que um dia qualquer de trabalho
— Rebecca Spencer
A amígdala rotula as memórias importantes, de modo que durante o sono elas sejam processadas por mais tempo e reiteradas mais constantemente do que as memórias triviais. O resultado é que as memórias com importância emocional são mais fáceis de serem acessadas pelo cérebro no futuro.

Mas, ao influenciar como as memórias são processadas, o sono pode também impactar na intensidade de uma memória.

O sono é especialmente bom para transformar a memória emotiva
— Elaina Bolinger, especialista em emoções e sono na Universidade de Tuebingen, na Alemanha

Teste com imagens
Em um estudo recente, Bolinger e seus colegas mostraram a crianças com idades entre 8 e 11 anos uma série de imagens negativas ou neutras. As crianças usaram emojis para registrar como as imagens as faziam sentir.

Em seguida, uma parte do grupo de crianças dormiu. A outra parte foi mantida acordada. Nesse período, os pesquisadores monitoraram a fisiologia do cérebro delas por meio de eletrodos. Na manhã seguinte, todas as crianças viram as mesmas imagens, além de algumas novas. As crianças que dormiram conseguiram controlar melhor suas respostas emocionais.

As crianças que dormiram tiveram, por exemplo, uma resposta emocional melhor no chamado potencial positivo tardio (LPP, na sigla em inglês). Bolinger descreve o LPP como a voltagem medida na parte de trás do cérebro. Ela se ativa quando o cérebro processa uma informação – e os picos são grandes quando essa informação é negativa. Mas humanos conseguem controlar com relativa eficácia o LPP.

“Estamos ativamente tentando mudar como nos sentimos sobre algo enquanto o percebemos. Então, pensamos, ‘ok, estou tentando não responder enfaticamente agora, quero controlar minha resposta emocional'”, explica Bolinger.

“Muitas pesquisas mostram que uma única noite de sono já contribuiu [para o processo]”, diz Bolinger. “Isso é útil para processar a memória e para a regulação das emoções de maneira geral”.

Mas nem todo sono é igual.

Tipos de sono
O sono REM – ou do “movimento rápido dos olhos” – está associado a memórias emocionais. Quanto mais sono REM, melhor é a capacidade das pessoas de avaliar as intenções emocionais dos outros e de lembrar histórias emotivas.

Uma teoria tenta explicar esse processo relacionando-o à inexistência do hormônio do estresse, a noradrenalina, durante o sono REM. Com um alívio temporário desse hormônio, o cérebro pode usar o tempo para processar memórias sem o estresse.

Simon Durrant, que chefia o Laboratório de Sono e Cognição da Universidade de Lincoln, tem outra explicação para esse processo. O córtex pré-frontal é a parte mais desenvolvida do cérebro; o lugar, diz Durrant, onde “o impulso humano mantém-se controlado e não reage imediatamente às coisas”.

Quando estamos acordados, essa é a parte que mantém a amígdala, e portanto as emoções, sob controle. Durante o sono, essa conexão é reduzida. “Então, de certa forma, tira-se o freio das emoções durante o sono REM”, afirma.

Cientistas refutam a ideia de que os sonhos, que são mais intensos emocionalmente durante o sono REM, podem ter interpretações relevantes. Mas as experiências recentes das pessoas realmente podem se tornar sonhos, especialmente na forma de conteúdo emocional, e não como uma simples repetição de eventos.

Durrant diz que há indícios tentadores apontando que “o que ocorre ocorre em sonhos é mais lembrado”.

O papel dos sonhos
O processo tem sido alvo de investigação pela pesquisadora pioneira em sono Rosalind Cartwright, cuja teoria é de que, durante os sonhos, as experiências angustiantes da vida real são integradas a memórias semelhantes. Assim, os sonhadores são mais capazes de contextualizar novas memórias dolorosas contra outras já estabelecidas, conseguindo remover com mais facilidade o tormento associado a elas.

Mas Spencer acredita que o sono não-REM também tem influência. O sono de ondas lentas é a primeira fase do sono que consolida memórias, e é especialmente eficiente em processar memórias neutras. A pesquisa de Spencer sugere que a atividade durante essa fase afeta como as memórias emocionais são transformadas.

Os cochilos consistem principalmente de sono não-REM, incluindo os cochilos longos. E um artigo recente com coautoria de Spencer parece ser o primeiro a mostrar que o cochilo, e não apenas uma noite de sono, contribui para o processamento da memória emotiva em crianças.

Sem um cochilo, as crianças tenderam a optar pelos emojis mais emotivos no experimento. Já com o cochilo, elas se mostraram mais tranquilas e responderam de forma mais equilibrada tanto para estímulos neutros quanto para aqueles que despertariam mais emoções.

De maneira geral, “as crianças ficaram de fato mais emotivas e hipersensíveis a estímulos sem o cochilo”, afirma a pesquisadora. Isso porque elas não consolidaram sua bagagem emocional prévia.

Spencer acredita que o cochilo também ajuda a processar as emoções em adultos, embora não na mesma intensidade. Um adulto tem um hipocampo mais maduro, e portanto tem maior habilidade de controlar as emoções.

Isso ocorre até certo ponto, no entanto. A pesquisa de Spencer relacionada à idade sugere que “é preciso consolidar as memórias com mais frequência à medida que se envelhece, porque pode ocorrer uma degeneração do armazenamento do hipocampo com o envelhecimento”.

Curiosamente, adultos mais velhos mostram uma tendência mais positiva em relação às memórias enquanto os mais jovens tendem ao lado negativo. Isso deve ocorrer porque focar em experiências negativas é uma forma de aprendizado para crianças e adolescentes: dos perigos do fogo aos riscos de aceitar uma bebida de um estranho. Porém, quando envelhecem, as pessoas priorizam as memórias positivas. Elas também têm menos sono REM – que costuma consolidar as memórias negativas, especialmente em pessoas com depressão.

Usos terapêuticos
Pesquisadores miram no potencial do sono para tratar o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Há experiências tanto com o chamado sonho lúcido (quando você sabe que está sonhando) como com uma simples noite de sono: um estudo sugere que dormir em até 24 horas depois de uma experiência traumática pode tornar a memória menos angustiante nos dias subsequentes. Para pessoas com ansiedade, a terapia do sono também pode ajudar a eliminar o medo.

Mas se dormir pode ser uma técnica útil para se recuperar de experiências intensas, isto parece não ser o caso de pessoas com depressão. Por isso, está se tornando mais comum entre pacientes a terapia na qual as pessoas deliberadamente são privadas do sono. Ela não funciona em todos os casos, mas em alguns parece ter um efeito sobre o sistema circadiano, que está propenso a desacelerar em pessoas com depressão.

Com isso, a ausência de sono em alguns casos pode ter um efeito protetor. Ou seja, evitar o sono REM pode ser uma estratégia benéfica para atrapalhar a habilidade cerebral de consolidar memórias emocionais.

“Há várias evidências de que as pessoas com sono REM mais duradouro tendem a sofrer mais de depressão”, afirma Durrant. Ele acredita que isso ocorra porque um determinado grupo de pessoas com depressão tende a reconsolidar memórias negativas durante o sono REM.

Por que a falta de sono ajuda a equilibrar o estado emocional de algumas pessoas com trauma e depressão, mas não todas? Um novo trabalho de Durran e seus colegas sugere que a diferença pode ter fatores genéticos. Um gene em particular, o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), parece relevante à consolidação da memória durante o sono.

Novas pesquisas sugerem que as pessoas que têm uma mutação do BDNF são vulneráveis à maior circulação de memórias negativas durante o sono. Essas pessoas podem ter melhores resultados indo dormir cedo e acordando muito cedo para reduzir a duração do sono REM. Pela mesma razão, Durrant também recomenda a elas um cochilo durante o dia.

“Não acho que vamos resolver isto nesta vida”, afirma Spencer sobre potenciais aplicações clínicas das terapias do sono. Mas o que está claro é que certas tomadas de decisão melhoram após o sono, em parte pela forma como o sono controla as emoções.

Bolinger é clara: para a maior parte das pessoas, “o sono ajuda a se sentir melhor”.

Portanto, a melhor prescrição para um coração partido ou uma confusão mental pode ser dormir.

Fonte: Bem Estar

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11 dicas para começar o dia com mais energia

Você mal se levantou da cama e já se sente cansado a ponto de querer voltar e permanecer ali o restante do dia? Isso não é só impressão sua. Uma prova foi um estudo publicado na revista científica Frontiers in Psychology, conduzido pela Universidade Católica de Lovanio (Bélgica), em 2017, que apontou que 1 em cada 10 pais vivenciam um desgaste físico e emocional intenso.

A pesquisa analisou 2 mil adultos e concluiu que 12% deles (tanto homens quanto mulheres) sofriam do chamado “burnout parental”, um estado de exaustão emocional, mental e físico gerado, principalmente, pelas altas demandas que cuidar de um filho exige. E essa é apenas uma parte da sua rotina…

A boa notícia é que, com atitudes simples, mas eficazes, colocadas em prática logo ao acordar, é possível recarregar as energias e enfrentar com mais otimismo e leveza o dia a dia puxado. É o que vamos mostrar a seguir. Anime-se!

 

1) Dê uma chance aos óleos essenciais

Formados por extratos naturais superconcentrados, retirados das plantas por método de destilação a vapor ou prensagem a frio, eles estão cada vez mais populares entre os adeptos das terapias alternativas. Suas qualidades são atribuídas especialmente aos terpenos, palavra de origem grega que significa “cheiro agradável”, e que consistem em substâncias secretadas pelos vegetais. Entre os inúmeros óleos disponíveis, a aromaterapeuta e psicóloga Samia Maluf (SP) recomenda a hortelã-pimenta para trazer mais energia. É só pingar uma gota em um lenço de papel ou nas próprias mãos (nesse caso, esfregue uma na outra) e, em seguida, inalar o perfume suavemente. “Esse tipo de óleo tem propriedades vasodilatadoras. Isso significa mais oxigenação no corpo como um todo, deixando-o mais ativo”, diz.

 

2) Seja positivo

Já reparou que, ao ficar perto de uma pessoa que só reclama, você tem sua energia “sugada”? É o que os psicanalistas chamam de “ladrões de energia”. E o contrário também é verdadeiro: sempre que você fica ao lado de alguém alto-astral é difícil não entrar nesse clima positivo.

Isso acontece porque todos nós podemos mudar de atitude de acordo com nossas atividades e emoções. “Palavras têm vibrações sonoras e o poder de trabalhar o equilíbrio do corpo. Por isso, uma das formas de renovar a energia é, logo ao acordar, pronunciar palavras de gratidão, seja pela vida, seja pela família”, sugere a cosmetóloga Roseli Siqueira (SP), que há 30 anos estuda como o corpo pode manter-se em harmonia com a natureza.

Um bom exemplo do quanto ser positivo pode trazer benefícios à saúde é uma pesquisa do departamento de Psicologia da Universidade Concordia (Canadá), que teve o objetivo de monitorar o nível do cortisol no corpo humano, conhecido como o hormônio do estresse. Após analisar amostras da saliva de 135 adultos, durante seis anos, os cientistas descobriram que o nível desse hormônio tende a ser mais equilibrado naqueles com personalidades otimistas. Siga o exemplo!

 

3) Tome um suco energético

 

A mistura de limão, gengibre, melancia e água de coco pode ser o que faltava no seu café da manhã para dar aquela turbinada no dia. Quem explica os benefícios de cada um desses alimentos é o nutrólogo Pedro Andrade, da Associação Brasileira de Nutrologia: o limão tem o efeito antioxidante da vitamina C e limoneno, que ajudam na imunidade. Já o gengibre é um poderoso anti-inflamatório e aumenta o metabolismo por conta dos estímulos de receptores que elevam a temperatura corporal. Ele também melhora o aporte de oxigênio, resultando em mais “gás”, literalmente. A melancia, por sua vez, é rica em citrulina, um potente vasodilatador que melhora a circulação sanguínea e, com isso, leva mais nutrientes para os órgãos, que vão trabalhar melhor. Por fim, a água de coco é rica em eletrólitos de sódio, potássio e magnésio, o que favorece o metabolismo.

Ingredientes
200 g de melancia
(1 fatia média)
100 ml de água de coco
100 ml de suco de limão
raspas de gengibre

 

Modo de fazer

Misture as raspas de gengibre aos ingredientes (de preferência, gelados). Bata tudo no liquidificador e tome em seguida.

 

4) Escolha cores quentes

 

Você provavelmente já deve ter ouvido que, ao acordar sem ânimo, o melhor a fazer é usar a roupa mais colorida do guarda-roupa ou passar aquele batom vermelho para mandar embora o baixo-astral. Realmente funciona, sabia? Para a designer de interiores Neza Cesar (SP), que é uma das cinco criativas da Pantone no Brasil, as cores quentes e fortes – leia-se vermelho, laranja, amarelo – são as mais energéticas, sim. Já os tons verde e azul-claro são ditas cores frias, pois remetem à serenidade. Daí o fato destas últimas serem aplicadas em hospitais, por exemplo.

“Recomendo usar as cores quentes não só em algumas paredes da casa onde você passa mais tempo, como também ter roupas e acessórios vibrantes. No caso das paredes, o ideal é alternar uma cor mais energética com outra fria, para dar equilíbrio visual ao ambiente”, diz.

O impacto das cores no ambiente, aliás, já foi comprovado por alguns estudos, como a tese de mestrado da arquiteta Anne Ketherine Matarazzo, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. A explicação, segundo a pesquisa, é que as cores interferem na liberação de hormônios e, por consequência, no bem-estar.

 

5) Tenha plantas em casa

 

Elas são outro indício de como o ambiente interfere no bem-estar e humor das pessoas. Segundo a arquiteta e jardinista Ana Claudia Costta Pinto (SP), que estuda o assunto, elas funcionariam como um filtro ao melhorar a energia da casa. “Quando você cuida delas, irrigando-as e alimentando-as, elas devolvem esse carinho.”
Como assim? Plantas frutíferas e a clusia (abaneiro), por exemplo, cumprem bem esse papel: as primeiras se mostram prósperas ao dar frutos, e a segunda ajuda a purificar o ar, eliminando as toxinas.

Se você achou um tanto estranha essa associação, saiba que há estudos que comprovam tal teoria. Um dos pioneiros a estudar o tema foi o psicólogo ambiental Roger Ulrich, (Estados Unidos) nos anos 80. Em sua pesquisa, ele observou que pacientes que se recuperavam de uma cirurgia na vesícula em quartos com vista para um jardim necessitavam de menos analgésicos, deixando o hospital até um dia antes que os demais doentes.

 

6) Respire fundo

 

Sabe aquela sensação de “aperto no peito” que dá quando estamos em um alto grau de nervosismo? Ela acontece por causa da respiração curta, típica em momentos de ansiedade. Por isso, a famosa recomendação usada pelos médicos para respirarmos fundo em situações extremas tem razão de ser.

Ao inspirar o ar com calma, parando para prestar atenção nesse ato tão automático, você manda mais ar para os pulmões, ajudando a reorganizar internamente o corpo. A justificativa é simples. “Respirar profundamente faz com que o cérebro e todas as células do organismo recebam mais oxigênio, e, por consequência, ajusta os batimentos cardíacos”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Yoga Integral, Mahesh Charu Sarva Swami.

 

7) Mexa-se!

 

Todo mundo sabe que os exercícios físicos liberam substâncias que promovem o bem-estar do organismo. Para quem tem filhos, em especial, um dos motivos para fugir deles é a agenda lotada. Por isso, aqui vai uma sugestão prática: o treino tabata. Conhece?

Ele foi desenvolvido pelo médico Izumi Tabata e seus colaboradores do Instituto Nacional de Fitness e Desporto (Japão) com o objetivo de aproveitar ao máximo o potencial de patinadores japoneses. Para isso, a tática é intercalar atividades de alta intensidade, em pouco tempo. “Em apenas alguns minutos, é possível fazer uma série de exercícios que vão resultar em mais disposição no decorrer do dia”, diz o professor de educação física Diego

Paladini, coautor do livro Dá Pra Ser Saudável Sem Ser Chato (Editora Planeta).
Nele, o especialista recomenda um treino baseado no método, que pode ser feito logo ao acordar. Para começar, é preciso se espreguiçar e, em seguida, levantar-se vagarosamente.

Com uma roupa leve, então, sente-se sobre uma superfície firme. Só então faça a seguinte série: 20 segundos de abdominal e 10 segundos de descanso. Repita o exercício por quatro minutos, respeitando o seu ritmo.

Segundo ele, até mesmo quem não pratica atividade física sente os benefícios do treino. “O importante é manter a frequência”, diz. Que tal?

 

8) Aposte na Ioga

 

A prática milenar de autoconhecimento é uma excelente forma de ter mais consciência sobre suas atitudes e o impacto que elas causam sobre você mesmo e quem está ao seu redor. Segundo Mahesh, ao se conectar com seu interior, você amplia o autoconhecimento e, consequentemente, não desperdiça energia com o que não vale a pena.

A professora de Hatha Yoga Kelly Messias Prieto (SP) recomenda a postura Marjaryasana, mais conhecida como “postura do gato”, que deixa o corpo menos tenso e aumenta a flexibilidade para começar bem o dia: “Em quatro apoios (mãos e joelhos ao chão), alinhe os punhos com os ombros e os joelhos com os quadris, olhando para baixo. Inspire e leve o cóccix em direção ao teto, e, na sequência, faça o movimento de abertura de tórax, olhando para cima. Expire e faça o movimento contrário com a coluna vertebral, levando o cóccix na direção ao solo e o queixo junto ao peito. Repita o movimento por cinco vezes”.

 

9) Desprograme o modo soneca

Manter-se na cama por mais 10 ou 20 minutos após o alarme tocar é tentador. No entanto, não é o que a ciência recomenda para quem deseja ter mais energia. Isso porque o sono é dividido em cinco fases ou estágios, que duram 90 minutos no total e se repetem de quatro a seis vezes por noite, dependendo do número de horas que você dormir. E o ideal é que essas fases não sejam interrompidas ao meio, já que todas são importantes para a qualidade do sono.

Sendo assim, em vez de permitir um descanso extra, o modo soneca pode ter efeito contrário, já que fragmenta esse ciclo. O resultado é que, no segundo ou terceiro alarme, você pode se sentir ainda mais cansado do que antes. Em vez disso, programe o despertador para o horário em que realmente precisa levantar. E levante-se. Assim, aqueles minutos terão sido mais bem aproveitados.

 

10) Aproveite a luz do sol

Assim como o escurecer emite um sinal ao corpo de que é hora de ativar o hormônio melatonina, responsável pelo sono, a luz natural faz com que o cérebro entenda que é preciso alterar o modo de sonolência para desperto. E a luz solar é a mais eficiente nesse quesito. Foi o que mostrou um estudo publicado na revista Sleep Health (Estados Unidos) que acompanhou a rotina de 109 pessoas que trabalhavam em prédios administrativos durante uma semana. Elas foram monitoradas por meio de um dispositivo que media o quanto de luz solar cada uma recebia ao longo do dia. Essas medidas foram, então, relacionadas com o humor, estresse e sono. Conclusão: as que receberam a luz solar pela manhã dormiram melhor, em comparação às que não tinham contato com o Sol nesse horário. Então, antes de ir trabalhar, organize-se para ter uns minutinhos de caminhada ao ar livre, seja no caminho da escola das crianças ou do trabalho.

 

11) Beba água gelada

Você sabia que um dos sinais de que você está desidratado é a falta de energia? Beber água é, de fato, vital para o bom funcionamento do corpo. E se você quiser potencializar isso, uma boa opção é beber um copo de água gelada antes do café da manhã. Uma pesquisa feita pelo Hospital Universitário Charité (Alemanha) mostrou que quando o corpo é exposto ao frio, a aceleração do metabolismo é turbinada para manter a temperatura corporal e a energia vai às alturas. Então, encha o seu copo e… saúde!

Fonte: Crescer

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Estado emocional pode interferir no funcionamento do intestino

Você já teve prisão de ventre ou diarreia quando estava estressado ou nervoso? Isso acontece porque o intestino tem seu próprio sistema nervoso, que está ligado ao cérebro através de ramificações. Por isso, quando a pessoa sente alguma emoção forte, ela pode ter problemas no funcionamento intestinal, como diarreia, constipação, gases, síndrome do intestino irritável, dor abdominal ou até mesmo úlcera, como explicou o cirurgião do aparelho digestivo, Fábio Atui.

Isso acontece também porque, quando a pessoa se estressa, há uma diminuição do fluxo sanguíneo em órgãos vitais do corpo, inclusive o intestino, como mostrou o gastroenterologista Marcelo Borba. De acordo com o psiquiatra Daniel Barros, há evidências que mostram que substâncias inflamatórias provocadas por bactérias no organismo podem penetrar no intestino e favorecer até mesmo o surgimento da depressão. E quem sofre desse problema e costuma tomar antidepressivo também pode ter algum efeito na digestão já que esses medicamentos aumentam a produção de serotonina – hormônio do bem-estar -, o que pode dar efeitos colaterais no intestino, como diarreia, por exemplo.

No entanto, tudo isso depende da sensibilidade de cada um – diante de situações difíceis, alguns podem ter o intestino preso, outros podem ter o intestino solto. Por exemplo, no caso das mulheres, é muito comum o intestino travar durante viagens, por exemplo, ou quando elas estão de mau humor, como mostrou a reportagem da Renata Ribeiro (confira no vídeo). Para evitar tudo isso, é importante manter a flora intestinal equilibrada entre bactérias boas e ruins, com a ingestão adequada de água e fibras, além da prática regular de atividade física, como alertou o gastroenterologista Jaime Zaladek Gil.

Esse desequilíbrio da flora intestinal pode ser causado pelo uso de antibióticos ou por uma alimentação contaminada. Nesse caso, as bactérias ruins podem se sobressair, causando infecções que levam a problemas como gases, distensão abdominal, diarreia, prisão de ventre e até febre. Em alguns casos, essas bactérias podem até sair do intestino e chegar ao sangue, causando a chamada colite pseudomembranosa. Quando há esse desequilíbrio, geralmente o corpo demora de 7 a 10 dias para se recuperar e voltar ao número ideal de microorganismos no trato intestinal. O cirurgião do aparelho digestivo alerta ainda que, no caso de diarreia, é melhor evitar a ingestão de leite e derivados do leite.

Para ajudar a manter a flora intestinal equilibrada, a dica é ingerir alimentos probióticos, que têm bactérias boas que fazem bem para o organismo e ajudam no sistema imunológico. Porém, como explicou o cirurgião do aparelho digestivo Fábio Atui, para ser considerado probiótico, o alimento tem que ter bactérias que resistam ao processo de digestão e cheguem vivas ao intestino, onde vão atuar de maneira positiva. Por isso, é importante olhar sempre o rótulo, principalmente dos iogurtes, para ver se são mesmo probióticos.

 

Fonte: G1

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Mexer no celular antes de dormir pode provocar consequências preocupantes para saúde

Pesquisas mostram que o uso do aparelho interfere na qualidade do sono e no bem-estar de crianças e adultos

Um hábito cada vez mais comum, mas que pode trazer consequências graves para a saúde. Checar o celular antes de dormir se tornou rotina para muitas pessoas. Pesquisas mostram, no entanto, que o uso do aparelho interfere na qualidade do sono e no bem-estar de crianças e adultos. As consequências para a saúde são tão graves quanto: vão de diabetes, a obesidade e depressão, além de baixo rendimento escolar para os pequenos.

De acordo com um levantamento da Faculdade de Medicina de Mogi das Cruzes, 93% dos alunos da universidade mantêm o celular próximo de si, 76% utilizam o mesmo já na cama e 68% acordam caso ele toque. Além disso, 79% usam o celular por pelo menos 15 minutos após se deitarem. Para Andrea Bacelar, neurologista e presidente da Associação Brasileira do Sono (ABS), os eletrônicos interferem diretamente no sono não só pelo atrativo de estar conectado, mas também pela luminosidade. Os aparelhos emitem uma luz azul, chamada de luz visível de alta energia, que afeta um tipo de fotorreceptor do olho. A faixa de luz é classificada como ultravioleta (nociva) até infravermelho (essencial) e a azul é justamente o ponto que quase atinge o topo do eixo nocivo.

“Nós precisamos da penumbra para produzir a melatonina, o hormônio do sono. E esses aparelhos inibem, através da retina com a luz azul, essa produção”, explicou Andrea. O efeito negativo foi comprovado pela revista Science Translational Medicine, que comparou alterações no organismo provocadas pelo uso do celular antes de dormir e pelo consumo de café. A cafeína atrasou cerca de 40 minutos o sono habitual de uma pessoa, já a luz do telefone atrasou 85 minutos, quase uma hora e meia.

Já o King’s College, da Universidade de Cambridge, reuniu dados de 125 mil crianças e adolescentes entre 6 e 19 anos que usam o aparelho móvel antes de dormir, e verificou a ocorrência de doenças como obesidade e depressão infantil. A médica da ABS esclarece que a tecnologia passou a influenciar no ritmo biológico do ser humano. “A promoção do sono, a vontade de dormir, começa a aparecer mais tarde do que o habitual. Só que o relógio vai despertar independente da hora que dormimos, logo acontece um débito. A população hoje vive em privação do sono”, afirmou. Ela reforça que um adulto precisa descansar por, no mínimo, 7 horas por noite. Para adolescentes, o tempo necessário sobe para 9h e no caso das crianças, até 12h de sono.

O problema, contudo, não deve ser confundido com a insônia. “A insônia muitas vezes está relacionada a outra causa, como a ansiedade. Já quem retarda o sono pelo uso do celular consegue dormir quase que imediatamente quando desliga a exposição da luz do aparelho. O sono, nesse caso, vem com mais facilidade”, disse Andrea.

Usuária assídua das redes sociais, a fisioterapeuta Monique Fernandes, de 32 anos, resume o uso do smartphone como “um vício que não tem controle”. Ela checa diariamente o celular na hora de deitar. “Quando vou ver já passou da hora de dormir. Eu durmo às vezes cinco horas por noite e atrapalha muito no dia seguinte”, contou.

Para resolver a questão, a neurologista dá três dicas para quem sempre está conecta: “Disciplina é fundamental. Nós precisamos desacelerar pelo menos uma hora antes de deitar. Então devemos finalizar conversas, deixar de responder e-mails, e entrar em redes sociais. O celular não deve ficar no quarto a noite”, reforçou. A exposição ao sol pela manhã também é um sincronizador do sono, pontuou Andreia, assim como a atividade física. “Não funcionamos 24 horas, precisamos nos desconectar”, finalizou a especialista.

Fonte: odia.ig

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6 dicas para manter o equilíbrio mental e afastar o estresse nas eleições

Preocupado demais com o cenário político? Seu sono está conturbado pelas discussões? Preparamos um guia para ajudar nesses dias de estresse e ansiedade.

Independentemente do seu candidato preferido, uma coisa ninguém nega: o Brasil atravessa o período eleitoral mais conturbado e acirrado de sua história recente. Num mar de notícias falsas, acusações e debates, muita gente tem encontrado dificuldades para dormir bem e cumprir com suas obrigações diárias. Parece que a cabeça está somente ligada no rumo futuro do país, que será decidido nas votações marcadas para o dia 28 de outubro. É muito estresse! Para ajudar a manter a sanidade nas próximas semanas, nós conversamos com a psicóloga Ana Maria Rossi, copresidente da Divisão de Saúde Ocupacional da Associação Mundial de Psiquiatria. Abaixo, a especialista elenca estratégias para se manter informado e defender seu ponto de vista sem abalar a saúde emocional ou acabar com os laços familiares e de amizade:

1. Pegue leve com as redes sociais
“Estamos numa eleição que tem suscitado um nível elevadíssimo de emoções nas pessoas. Nesse meio, há fanáticos que sempre buscam o conflito”, observa Ana Maria. No Facebook, no Twitter, no Instagram e no Whatsapp, é comum encontrar postagens com comentários e conversas cheias de acusações — algumas falsas, outras verdadeiras… Para não se chatear, evite acessar esses sites e aplicativos a todo momento. Se quiser ficar por dentro das conversas ou até participar ativamente delas, o melhor é reservar um período específico do seu dia para isso. Assim, você não é atrapalhado pelas infindáveis notificações a todo momento – isso causa uma ansiedade sem tamanho.

2. Priorize as fontes confiáveis de notícias
Um dos principais fenômenos desse pleito são as famigeradas fake news, factóides mentirosos produzidos anonimamente com o intuito de prejudicar a campanha dos candidatos aos cargos do poder executivo. De tabela, essas mentiras ainda acirram os ânimos dos eleitores. O melhor método para fugir dessas pegadinhas é buscar sites confiáveis, como aqueles mantidos por grandes empresas de jornalismo, organizações não governamentais ou instituições públicas. “A chave é se informar e não se deixar influenciar. Para isso, confie em opiniões balizadas e não caia na tentação das fofocas e dos insultos”, completa a psicóloga.

3. Não entre constantemente em situações de conflito
Vai participar de algum evento social com sujeitos que têm opinião contrária à sua? Ótimo! O debate saudável e o respeito às diferenças é um dos pilares fundamentais de toda democracia. Agora, se você acha que a conversa pode descambar para a baixaria e para os ataques pessoais, melhor evitar a fadiga — até porque o embate não será nada produtivo e não levará a lugar nenhum. Na medida do possível, encaminhe o bate papo para temas mais leves e agradáveis.

4. Aposte numa atividade relaxante
Está estressado com a última pesquisa de intenção de votos? Não aguenta mais ouvir promessas e planos de governo? Se desligue de tudo e faça alguma atividade gratificante. Vale jogar videogame, bater uma bolinha com os amigos, ler um livro… o que você preferir. Respire fundo e dedique um tempo a algo que faz bem e te deixa feliz.

5. Priorize seu bem-estar e sua saúde
Adotar um estilo de vida saudável também é essencial. “Sem exageros nas bebidas alcoólicas, no café e nos alimentos açucarados, que nos deixam ainda mais agitados”, sugere Ana Maria. Também preste bastante atenção ao seu sono. Evite mexer em aparelhos eletrônicos (televisão, celular, tablet, computador…) duas horas antes do encontro com o colchão e o travesseiro. Tente sempre dormir e acordar nos mesmos horários do dia (até durante o final de semana e os feriados). Crie um ambiente aconchegante e confortável no seu quarto. Essas três atitudes já farão toda a diferença no descanso noturno.

Fonte: Saúde

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Crianças que frequentam creches podem ter melhor desenvolvimento psicológico

O estudo chegou à conclusão de que crianças que receberam cuidados formais tiveram menor probabilidade de ter problemas emocionais e comportamentais e maior probabilidade de terem melhores habilidades sociais.

Quem já não se perguntou sobre o melhor momento para introduzir o filho na vida escolar? Quanto mais cedo melhor? Ou o ideal seria deixar a criança por mais tempo sob os cuidados de uma babá ou um familiar? Pois, pesquisadores franceses afirmam que optar pela creche pode beneficiar a criança em diversos aspectos.

O estudo, publicado pelo Journal of Epidemiology & Community Health, analisou o desenvolvimento emocional de 1428 crianças do nascimento até 8 anos de idade. Periodicamente, os pais tinham que responder a um questionário com 25 perguntas envolvendo problemas comportamentais e emocionais, como a dificuldade em fazer amigos, hiperatividade, conduta e habilidades sociais.

Eles também foram questionados sobre o tipo de cuidado que as crianças tinham até os 3 anos de idade: se formal, isto é, creche; informal, ou seja, se ficavam sob os cuidados de algum familiar ou amigo; ou então de uma babá.

O estudo chegou à conclusão de que aqueles que receberam cuidados formais tiveram menor probabilidade de ter problemas emocionais e comportamentais e maior probabilidade de terem melhores habilidades sociais. Além disso, crianças que frequentavam creches por um ano ou mais tinham chances ainda mais baixas de sofrer com problemas emocionais, dificuldades de fazer amigos e habilidades sociais precárias.

Por outro lado, as crianças que eram cuidadas por uma babá eram mais propensas a ter problemas de comportamento. Os cientistas acreditam que os resultados podem refletir uma combinação do estímulo mental derivado do brincar, de elogios e de leitura, juntamente com as regras e interações de qualidade com o cuidador.

Eles concluem que o acesso a cuidados infantis de alta qualidade nos primeiros anos de vida pode melhorar o desenvolvimento emocional e cognitivo das crianças, prevenir dificuldades emocionais posteriores e promover comportamentos pró-sociais.

Fonte: Crescer

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Dormir mal eleva no cérebro o número de proteínas ligadas à doença

Quem nunca “roubou” sono de si mesmo que atire a primeira pedra. Seja pela quantidade enorme de afazeres diários, por puro divertimento, distração com as novas tecnologias ou até falta de cuidado, a maioria das pessoas, pelo menos de vez em quando, dorme menos do que o corpo pede. Como sabemos disso? Com um sinal claro.

“Não se sentir satisfeito no dia seguinte. Não adianta comparar com os outros. O ideal até é acordar sem despertador“, declara Rosa Hasan, coordenadora do Laboratório do Sono da Neurofisiologia Clínica do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo.

Um estudo feito no Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos e publicado em abril de 2018 na revista Proceedings Of The National  Academy Of Sciences traz um alerta em relação a este comportamento: dormir mal aumenta proteínas associadas ao Alzheimer no corpo.

Os pesquisadores avaliaram 20 voluntários saudáveis e de variadas idades durante duas noites. Um grupo foi submetido a um período confortável de sono. O outro dormiu por apenas 5 horas. Por meio de exames específicos, foi possível identificar um aumento de 5% de proteínas chamadas beta-amilóide no cérebro das pessoas privadas de sono. As regiões atingidas por essas substâncias foram justamente o hipocampo (responsável pela memória) e o tálamo (ligado sobretudo à consciência e estímulos). Importante saber que pesquisas variadas sobre beta-amilóide apontam que pacientes com Alzheimer têm 43% a mais da proteína do que pessoas sem a doença.

Faxina noturna

Rosa Hasan, que também coordena o ASONO, ambulatório de sono do Instituto de Psiquiatria, afirma que a descoberta vai ao encontro de algo que os especialistas já têm certeza: “Durante o sono é feita uma limpeza de substâncias ruins no cérebro. O sistema glinfático é o responsável por essa drenagem”. Portanto, se o sono não é bom, há menos faxina e mais acúmulo de toxinas.

A médica enfatiza que estamos falando tanto de falta de quantidade suficiente de sono como também de qualidade. “Muitas vezes a pessoa até dorme durante horas, mas sem um descanso efetivo. Caso de quem tem apneia do sono, por exemplo”.

A curto prazo, a falta de sono provoca falha de memória, afeta a capacidade de julgamento e traz problemas de cognição que aumentam o risco de acidentes e atrapalham o desempenho. “Quando a privação é crônica, piora todo esse quadro. Aumenta mortalidade, doenças cardiovasculares e risco de desenvolver demência”, alerta a coordenadora.

Sobre o Alzheimer, é preciso dizer que há muitos fatores por trás da doença: genéticos, ambientais e o próprio envelhecimento da população. Os dados do novo estudo são interessantes, mas não são conclusivos. De qualquer forma, os cientistas caminham em direção a pistas bastante concretas sobre as relações entre sono e lesões cerebrais. Não há mais dúvidas de que “sono não é luxo, é essencial para a saúde de todo e qualquer indivíduo”, conclui Rosa Hasan.

 

Fonte: vitalaire

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Síndrome do Pânico não é frescura! Veja as consequências!

A síndrome do pânico é um tipo de transtorno de ansiedade no qual ocorrem crises inesperadas de desespero e medo intenso de que algo ruim aconteça, mesmo que não haja motivo algum para isso ou sinais de perigo iminente. Quem sofre do Transtorno de Pânico sofre crises de medo agudo de modo recorrente e inesperado. Além disso, as crises são seguidas de preocupação persistente com a possibilidade de ter novos ataques e com as consequências desses ataques, seja dificultando a rotina do dia a dia, seja por medo de perder o controle, enlouquecer ou ter um ataque no coração.

Causas
As causas exatas da síndrome do pânico são desconhecidas, embora a Ciência acredite que um conjunto de fatores possa desencadear o desenvolvimento deste transtorno, como:

– Genética
– Estresse
– Temperamento forte e suscetível ao estresse
– Mudanças na forma como o cérebro funciona e reage a determinadas situações.
– Alguns estudos indicam que a resposta natural do corpo a situações de perigo esteja diretamente envolvida nas crises de pânico. Apesar disso, ainda não está claro por que esses ataques acontecem em situações nas quais não há qualquer evidência de perigo iminente.

Fatores de risco
As crises de síndrome do pânico geralmente começam entre a fase final da adolescência e o início da idade adulta. Apesar disso, podem ocorrer depois dos 30 anos e durante a infância, embora no último caso ela possa ser diagnosticada só depois que as crianças já estejam mais velhas. A síndrome do pânico costuma afetar mais mulheres do que homens e pode ser desencadeada por alguns fatores considerados de risco, como:

 

Situações de estresse extremo
– Morte ou adoecimento de uma pessoa próxima
– Mudanças radicais ocorridas na vida
– Histórico de abuso sexual durante a infância
– Ter passado por alguma experiência traumática, como um acidente.
– Algumas pesquisas indicam que se um gêmeo idêntico tem síndrome do pânico, o outro gêmeo também desenvolverá o problema em 40% das vezes. – Pode acontecer, no entanto, de a doença se manifestar sem que haja histórico familiar dela.

 

Fonte: Minha Vida

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