Narcolepsia: saiba o que é e quais sintomas

Estima-se que 3 milhões de pessoas tenham a doença, no mundo

– A Narcolepsia é um distúrbio do sono crônico, que causa sonolência excessiva diurna;

– Especialistas da Associação Brasileira do Sono elaboram Cartilha para orientar a população

Acesse a cartilha:

Dia 22 de Setembro é o Dia Mundial de Conscientização da Narcolepsia, distúrbio do sono crônico que causa sonolência excessiva diurna e que compromete intensamente o dia a dia das pessoas que sofrem com a doença. Estima-se que 3 milhões de pessoas no mundo possuam a Narcolepsia.

Durante esta semana, os especialistas da Associação Brasileira do Sono estão engajados na Semana Global de Conscientização da Narcolepsia para alertar a população como reconhecer os sinais deste distúrbio, ainda pouco conhecido e que por isso, em média, leva 10 anos para ser diagnosticado.

Os principais sinais da Narcolepsia são:

– Sonolência excessiva diurna;

– Cataplexia (episódios repentinos e reversíveis de perda da força muscular, geralmente desencadeada pelas emoções, como riso, alegria, surpresa ou raiva;

– Paralisia do sono (incapacidade de ser mover por alguns segundos. Pode acontecer ao adormecer ou acordar;

– Sono noturno interrompido (mesmo com sonolência excessiva durante o dia, o sono da noite é fragmentado.

– Alucinações no início do sono ou ao despertar (são sensações de estar sonhando acordado que ocorrem ao adormecer ou ao despertar.

“Os sintomas da Narcolepsia variam de pessoa para pessoa, mas na maioria dos casos a sonolência excessiva durante é o sintoma mais comum. Ao aparecer qualquer um desses sinais é importante que seja feita uma avaliação médica para que se possa fazer o diagnóstico e iniciar o tratamento. No Brasil, a doença ainda é pouco conhecida e, por isso, muitas pessoas demoram quase 10 anos para receberem o diagnóstico”, afirma Dra. Andrea Bacelar, médica neurologista, presidente da Associação Brasileira do Sono.

Tipos de Narcolepsia:

Existem dois tipos de Narcolepsia: Tipo 1 e Tipo 2.

– Tipo 1 – quando o paciente apresenta níveis baixos de hipocretina, relato de cataplexia e sonolência excessiva diurna.

– Tipo 2 – quando há sonolência excessiva diurna e geralmente não há fraqueza muscular desencadeada por emoções. Os sintomas são menos graves e os níveis de hipocretina são normais.

Tratamento:

Há duas formas de se tratar a Narcolepsia: tratamento comportamental e tratamento medicamentoso.

Tratamento Comportamental – Baseia-se nas orientações da família e paciente, com orientações de mudança de hábitos diários e novas medidas de segurança, como evitar trabalhos em turnos; novas medidas de higiene do sono com programação de breves cochilos durante o dia para melhorar o estado de alerta.

Tratamento medicamentoso – para controle dos sintomas mais incapacitantes, como a sonolência excessiva e a cataplexia.

Além da Cartilha da Narcolepsia, os especialistas da Associação Brasileira do Sono programaram duas lives, que serão transmitidas nesta semana através do instagram da ABS, para informar a população sobre diagnóstico, tratamento e hábitos saudáveis.

Agenda das lives:

Dia 22/09 (terça-feira), às 19h30

Tema: Narcolepsia – Do Diagnóstico ao Tratamento

Dia 24/09 (quinta-feira), às 19h30

Tema: Narcolepsia: Comer, Viver e Dormir

As lives serão transmitidas no instagram @abosno.

 

Fonte: ABS

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Conheça os problemas causados pela insônia e quais as orientações

Passar a noite em claro na companhia dos amigos é sempre motivo de alegria. Perambular pela casa sozinho enquanto todos dormem, porém, pode ser sinal de que algo não vai bem. Isso porque falta de sono por várias noites seguidas é um sintoma clássico de insônia, mal que atinge principalmente as mulheres e os idosos.

Mais do que noites mal dormidas e cansaço, a insônia também traz problemas de concentração e risco de acidentes. Por isso, deve ser tratada com seriedade. Dessa forma, o primeiro passo para combater o problema é procurar a ajuda de um médico especializado no assunto.

Orientação 

Para quem sofre com a insônia, é comum sentir cansaço e sonolência durante o dia, além de dificuldade de concentração e falta de energia para a realização das tarefas cotidianas. O problema causa ainda alterações no humor, ansiedade e dor de cabeça.

Muitas vezes, porém, esses sintomas não são atribuídos à insônia. Por ser um problema de difícil diagnóstico, o paciente precisa se submeter a uma rigorosa análise de seu histórico clínico antes de iniciar tratamento

Tipos

Cerca de 30% dos adultos enfrentam o problema em algum momento da vida. Existem tipos diferentes de insônia: dificuldade para pegar no sono, dificuldade para manter o sono, acordar precocemente ou sono de baixa qualidade. Cada um deles necessita de cuidados diferentes. Dessa forma, contar com a ajuda de um especialista faz muita diferença.

 

Fonte: Estadão Conteúdo

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Era uma vez uma Crise

CRISE- Do grego -“krisis“- (separação, decisão,). Momento de viragem. Uma fase, uma estado transitório de incertezas e dificuldades, mas também cheio de possibilidades e renovação.

Quando nos referimos a crises é muito provável que os pensamentos que chegam a sua mente seja algo adjetivado como destrutivo, doloroso, pesado e com potencial catastrófico em na sua vida.

Desde muito cedo somos expostos a sistemas de ensinamentos e aprendizados de como encarar e internalizar as situações críticas da vida. E ao longo desses processos de internalização, meio que automatizados e inconscientes, vamos considerando as crises como algo fatalístico, universal e com valor absoluto de destruição. Essa é uma meia-verdade.

O que você faria se um terrorista com uma bomba amarrada em sua cintura batesse em sua porta para negociar, para dialogar uma situação de interesse comum a vocês dois? Já dá para imaginar a reação, não é mesmo? Temos medo, já que na crise não temos controle e a bomba pode ser acionada a qualquer momento e explodir causando estragos irreparáveis. Não importa quem deu inicio ou a razão do surgimento das crises, elas fazem parte. Sim, elas fazem parte. E chegam em momentos, muitas vezes, críticos de nossa vida. É a empresa que quebra, o ente querido que se vai, a doença que paralisa, a separação que desestabiliza a família, a economia que trás escassez de recursos, o sonho de construir família que não se concretiza.

Condicionados a enxergar a vida pelos óculos da reatividade, do imediatismo, e da exclusão, custamos a acreditar que isso (a crise) está realmente acontecendo conosco. A força e a fé na vida parecem sumir como num truque de mágica. O nosso sistema cerebral reptiliano de sobrevivência é ativado: o que fazer? Como fazer para sair da crise? Porque isso está acontecendo comigo justamente agora? O abismo fica a um passo: o desequilíbrio e o desespero.

 

Antes de qualquer postura reativa de resolução da crise sugiro que primeiro limpe as lentes dos óculos. Às vezes é necessário trocá-lo para observar com olhar mais acurado. A vida é uma grande universidade. E cada crise que chega, ainda que você não goste, não deseje, ou não tenha consciência, é um convite á auto-observação e ao aprendizado, ainda que, infelizmente, envolvendo algum nível de dor ou de situações dolorosas. Se possível, comece um trabalho de observação das lentes dos seus óculos diante da vida e aprenda a observar suas crises.

Se tem um lugar privilegiado e propício á experiência da auto- observação é a meditação e escuta terapêutica. Esses anos de trabalho como psicoterapeuta, por meio das trocas terapeuta-consultante, a vida  me presentou com aprendizados profundos e vitais. E um deles é a dinâmica que se esconde por trás das crises e que compartilho agora com você. Toda crise tem uma dinâmica (na maioria das vezes inconsciente) que necessita ser observada e que integra 4 movimentos que considero caminhos e possibilidades reais de superação e ressignificação:

  1. A crise me revela quem eu realmente sou. Não há nada a
  2. Toda crise é uma lição de vida disfarçada.
  • Nenhuma crise é permanente. Ela segue sempre a lei da impermanência da vida. Seja qual for a sua dor, ela também vai
  1. Toda crise se comporta como um pêndulo de perdas e oportunidades simultaneamente.

Quando nos abrimos verdadeiramente para uma postura de crescimento e aprendizado (quando trocamos os óculos) diante das crises que a vida nos trás, podemos escutar o que o universo esta dizendo: “olhe para aquilo que você não controla e não aceita. Veja aquilo que impede você de fluir e ir adiante”. Uma das grandes lições que a vida o tempo todo nos oferta é fato de que aquilo que nos desafia é também o que mais nos prepara. E a base dessa preparação, capaz de fornecer força para superar as situações de crise, está na sua história de vida.

 

Não importa os traumas, abandonos, rejeições, perdas ou cenários sofríveis pelos quais você passou. A sua história é o que mais te prepara para a vida. Quando nos abrimos para essa verdade, em verdade e com verdade, podemos ir desenvolvendo uma compreensão mais inclusiva e menos catastrófica da vida diante das crises, pois o melhor momento para crescer é quando estamos em meio a uma crise.

Considero que o cenário atual é um desses momentos de crise. Nós (planeta) estamos em crise enquanto vivemos o desafio da pandemia por COVID-19. A terra está pedindo para ser vista. O mundo inteiro está em dor neste tempo de solidão, saudades, isolamento obrigatório, perdas. A diferença é que a crise não é só minha. Ela é também do outro. É universal. Não temos  o controle que gostaríamos de ter e nem o poder de cura imediata. Essa verdade precisa ser vista, acolhida e incluída. O vírus existe. Ele faz parte. E Talvez o momento atual esteja nos pedindo isso: inclusão.

Sim. Às vezes a alma cansa e tem vontade de entrar no jogo da desesperança, da autodestruição, do vício, da depressão. Lembra daquele abismo do desespero e da destruição que estão a um passo diante de nós quando estamos em meio a uma crise?

É hora de começar a limpar os óculos e se possível trocá-los. A realidade é outra. É hora de usar a nossa história, não só pessoal, mas como humanidade, para nos lembrar que o nosso papel neste mundo é INCLUIR, fazer a nossa jornada e aprender a AMAR. Para mim, verdadeiramente, a crise causada pelo vírus da COVID-19 nos convida a vivenciar uma das lições mais curativas neste plano: aprender a amar as situações complicadas da vida. Afinal de contas, o amor, na escala nobre dos afetos e das forças de vida , é a vacina com maior potencial de cura.

Por Mauro Sergio da Costa Batista, psicólogo da Clínica Cuidarte

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Autoconhecimento é a melhor forma de alcançar o prazer

O orgasmo é uma sensação de prazer alcançada durante as relações sexuais. O fluxo sanguíneo e a frequência cardíaca aumentam significativamente causando uma contração no corpo seguido de profundo relaxamento. Parece simples, mas um estudo recente da escola Prazerela – mostrou que apenas 36% das mulheres conseguem ter um orgasmo durante o sexo. A dificuldade de chegar ao clímax está associada a fatores emocionais diversos como estresse e desempenho do parceiro ou parceira.

A ginecologista e especialista em sexologia, Tatielle Teixeira Lemos, explica que não há receita para o prazer e o melhor caminho é o autoconhecimento.  “Para chegar ao orgasmo é importante se tocar, prestar atenção à sua área genital, se permitir sentir prazer. É preciso se soltar, abrir a mente para para atividades como masturbação, lubrificantes, fantasias eróticas e entender onde são as áreas erógenas do corpo”.

É fato que o orgasmo é possível tanto para homens quanto para mulheres, mas  existe diferença no desenrolar da relação até seu ápice. Tatielle conta que elas tendem a demorar mais a alcançar o clímax, mas em contrapartida, o estado de êxtase é mais prolongado que o masculino. As mulheres ainda podem ter orgasmos múltiplos, que são picos de prazer que ocorrem em sequência, um imediatamente após o outro, sem interrupção. “O orgasmo feminino é muito complexo e não apresenta somente um padrão. Pode ocorrer um único e intenso orgasmo, vários orgasmos de menor intensidade ou uma união dessas duas variações. É também comum a mulher confundir a sensação prazerosa após o coito como se estivesse experimentando novos orgasmos”.

Tatielle alerta também para o fato de que os múltiplos orgasmos não são a regra geral e não definem por si só se a mulher tem mais, ou não, prazer quando comparada a outras com um único orgasmo. Enquanto isso, os homens se excitam e gozam mais rápido, mas precisam de mais tempo para se recuperar. “Ambos os sexos passam pelo período chamado refratário, uma fase de recuperação antes que se possa engatar uma nova atividade sexual, mas a mulher, em  poucos segundos, já está apta para experimentar mais prazer. Entre eles esse período de recuperação tende a ser maior, sendo que muitos esgotam suas atividades sexuais diárias depois de um único orgasmo”, detalha a médica.

Embora exista muita expectativa em torno das sensações causadas pelo orgasmo, Tatielle prefere ponderar e ressalta que cada pessoa vai sentir de uma forma. “Não é algo sobrenatural, é apenas a sensação agradável que se tem durante o sexo. Em algumas pessoas pode ser mais sutil, mas não menos prazerosa”. Essas sensações vão desde  contrações involuntárias dos músculos pélvicos, aumento da frequência cardíaca, alteração na temperatura corporal, arrepios e em seguida, já no fim, um  bem estar e relaxamento.

O tempo médio para atingir o orgasmo é de mais ou menos 8 minutos, mas há quem demore de 10 a 20 minutos. As sensações podem durar de  6 a 10 segundos, porém segundo Tatielle, algumas mulheres podem gozar por até 20 segundos. “O segredo é se entregar e não ficar pensando muito”.

Saúde sexual 

Algumas doenças relacionadas ao desempenho sexual também podem ocorrer nas mulheres. Uma delas é a Anorgasmia, uma ausência recorrente ou persistente do orgasmo. Pode ser primária quando a pessoa nunca teve orgasmo ou secundária quando por algum motivo ela passou a não ter mais. “O diagnóstico é baseado na clínica e na queixa da paciente visto que a capacidade orgásmica da mulher é menor do que se poderia esperar para sua idade, experiência sexual e o tipo de estimulação sexual que recebe”. O tratamento depende da causa, podendo variar de reposição hormonal, mudança na dieta alimentar e terapias sexuais.

Outra doença curiosa é o Transtorno da Excitação Genital Persistente, uma excitação genital involuntária, que leva o fluxo sanguíneo para os órgãos genitais e aumento das secreções, sem nenhuma relação à atividade sexual. Os tratamentos também envolvem terapia sexual específica.

Fonte: Cidade Verde

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Os pesos da vida, fé e a experiência transcendent

Já parou para observar o que acontece com sua energia quando você se ENTREGA ao seu banho no final do dia, ao chegar em casa? Já parou para observar a qualidade dos afetos nas suas relações quando há ENTREGA? Quando você está em um processo de ansiedade intensa  e começa a respirar… Já parou para sentir o que acontece quando você se ENTREGA á sua respiração e deixa ela te embalar e guiar? Sabe aquela vozinha, aquela intuição sentida lá no fundo que te aponta uma direção, mesmo que você não saiba explicar o sentido imediato?

Você já se deu um tempo só para contemplar e observar você se ENTREGANDO para sentir, aprender, experimentar uma experiência, um fato, uma situação? É muito mais gostoso usufruir de experiências que nos fazem sentir vivos, nos conecta com a vida e nos alinha com os nossos sonhos e objetivos, não é mesmo? E quando essa conexão não chega? E quando no lugar

de sonhos, a desesperança e o medo, por exemplo, é que faz moradia no nosso corpo, nas nossas relações, nas nossas noites de sono? Na maioria das vezes, como é agora,  em que  me pego pensando ou vivendo uma experiência de privacao, de sobrevivência ou mesmo de provação, na qual sinto que estou sendo testado no meu amor, na minhas crenças, na minha fé, aí sei que há um convite, um chamado para viver a experiência da ENTREGA. E o processo da ENTREGA é uma vivência transpessoal , pois atravessa  dimensão do nosso ser espiritual.  A fé não é uma idéia, um planejamento, uma crença ou estratégia de Coach, que podemos simplesmente experimentar para ver se funciona, se serve ou não. O convite é muito mais íntimo, as vezes solitário e geralmente uma jornada missionada , que aponta para a nossa missão e projetos de vida neste mundo e além dele. Por isso que, nesta experiência de viver    o desafio da ENTTREGA, CONFIAR, talvez seja necessário um processo de provação solitário  e íntimo, pois a minha missão é minha. A sua é sua. Os outros podem encorajá-lo, inspirá-lo,

apoiá-lo, mas ninguém pode vivenciá-la ou dizer o que é bom para você. Quem me conhece um pouco sabe que quando   estou em crise, eu escrevo. É como se neste processo eu entrasse  em uma psicoterapia silenciosa comigo mesmo. E quando começo a enxergar as minhas máscaras e sombras, minhas manipulações diante da vida, das pessoas, do meu trabalho, quando paro um pouco e verdadeiramente me dou a instrução interna de olhar para mim

mesmo, nu, começo a RE-CONHECER as cicatrizes no corpo, na minha história, na minha família, na alma. Pontos escuros que doem e que seria melhor ( racionalmente) não  vê e não  trazer a   luz porque revelaria em mim algo que pretendo esconder à mostrar para o social. Aqui. Neste ponto. Sou eu comigo. Nu. Aqui posso me acolher . Me dá colo. Posso reconhecer meus erros, falhas, impotências, minhas virtudes e milagres diários. Se eu mesmo não tenho o interesse

de se relacionar comigo mesmo e me  aceitar como sou, com rugas e tudo, como posso   seguir fingindo, me enganando e manipulando a vida e os outros para agradar um público de humanos como eu, pautado do medo social de existir? Ninguém pode fugir de si mesmo pelo resto da vida. A Entrega joga luz e alimenta a alma de intencionalidade, de comprometimento   e de força de vida. A Entrega, a fé, é uma das forças mais poderosas que alimenta a nossa CONSCIÊNCIA. E a consciência que chega na entrega real é a de que por trás da correria, por trás da ansiedade, por trás da necessidade de ser importante, por trás da imagem que muitas vezes sustento de que preciso produzir e ser necessário para alguém ou algo na vida está o Medo. Um deles já conheço de longa data: o Medo de não sobreviver. O conheço desde o tempo em que morava nas ruas e engraxava sapatos para poder comer, do verbo alimentar.

O medo da violência, de não conseguir me defender ou ser pego facilmente pela polícia. Mas outros medos também me acompanham. Como psicoterapeuta sistêmico, sugiro que, se você também sente que vive um processo de busca de auto conhecimento, se está se sentindo convidado a vivenciar um processo de entrega, de auto-analise, a pergunta a ser feita é ”

Medo do que eu tenho? O que é que eu ainda estou me apegando? O que em mim eu ainda não consigo amar? Pois bem… lembra dos fragmentos e ” pedaços dos eu” do Sergio, que acabei de

 

me referi antes, as sombras e as necessidades que muitas vezes me pego sustentando? Esse talvez seja o meu treino de vida por um bom tempo: aprender a amar minhas sombras, minhas partes desintegradas que pedem para ser  vistas, acolhidas  e  cuidadas. A minha  experiência de entrega, neste momento, me pede um processo de alfabetização da atenção interior , comprometimento e amor para olhar ( com os olhos amorosos, mente e coração abertos)    para minhas fraturas, dores não vistas e a minha missão de vida: aprender a amar através do

serviço que sirvo, pois no fundo, no fundo, tem algo de muito maior e amoroso servindo a todos nós. Disto não  tenho dúvidas. E   agora sei que não  preciso ver, mas CRER que estou sendo  visto. Lição de hoje: Fé é uma experiência de alinhamento da energia de comprometimento

( absolutamente sincero) e da ENTREGA.

Por Ségio Batista, psicólogo clínico da Cuidarte.

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Pesquisas mostram que pais se sentem mais próximos dos filhos durante pandemia

Passar mais tempo em casa durante a pandemia do novo coronavírus tem estreitado os laços familiares. Pesquisas recentes, realizadas nos Estados Unidos e Canadá, indicam que os pais estão se sentindo mais próximos de seus filhos e esperam manter essa proximidade uma vez que a quarentena tiver terminado.

Duas pesquisas publicadas pelo Making Caring Common, da Escola de Pós-Graduação em Educação de Harvard, sugerem que quase 70% dos pais nos Estados Unidos se sentem mais conectados com seus filhos.

“Apesar de as mulheres terem ingressado em força de trabalho em grande número nos últimos 50 anos, as mães continuam sendo as principais cuidadoras de crianças”, disse Richard Weissbourd, professor sênior da Escola de Educação de Harvard, diretor do projeto Making Common Caring e coautor do relatório. “O que estamos vendo aqui é que pais, muitos dos quais haviam sido consumidos anteriormente pelo mercado de trabalho, desenvolveram um novo senso de proximidade com seus filhos durante a pandemia.”

O estudo com 1.319 adultos norte-americanos – incluindo 284 pais – perguntou como o relacionamento entre pais e filhos mudou durante a pandemia, constatando que 68% se sentem mais ou menos próximos dos filhos desde a pandemia, 20% se sentem “muito mais próximos” e apenas 1% menos próximo ou muito menos próximo.

A segunda pesquisa procurou saber de que maneira os pais se sentiam mais conectados aos filhos, levando em consideração a opinião de 1.297 pais, incluindo 534 homens. Ter conversas mais significativas com os filhos, conhecê-los melhor e compartilhar com eles mais sobre suas próprias vidas foram algumas das respostas dos entrevistados. Os pais também estão prestando mais atenção aos sentimentos dos filhos e descobrindo novos interesses compartilhados.

Mais envolvimento entre pais e filhos no futuro

Uma pesquisa liderada pela Canadian Men’s Health Foundation (CMHF), no Canadá, aponta na mesma direção do trabalho feito em Harvard. O estudo canadense com 1.019 pais mostrou que 40% deles consideraram que a covid-19 teve um impacto positivo na paternidade, 52% estão mais conscientes de sua importância como pai e 60% se sentiram mais próximos de seus filhos. Além disso, metade dos entrevistados ??quer se envolver mais na vida dos filhos no futuro.

De acordo com a pesquisa canadense, quase dois terços dos pais têm feito companhia aos filhos com mais frequência durante a quarentena e quase metade planeja continuar fazendo isso à medida que as restrições de distanciamento social forem relaxadas. Da mesma forma, 56% têm orientado seus filhos com mais frequência – 46% planejam adotar essa postura no futuro.

“Muitos pais trabalham em horário integral, sem isso, eles têm mais oportunidades de proximidade, como um jogo de pega-pega ou uma caminhada. A saúde dos homens é afetada por suas situações de vida, e praticar um pouco mais de atividade física com seus filhos é algo que faz uma grande diferença. Podemos aprender com esta pandemia mais coisas do que pensamos”, afirmou o ministro da Saúde do Canadá, Adrian Dix.

Fonte: MSN

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Vida sexual também é afetada por isolamento

Assim, um dos temas mais intrigantes do momento é como manter uma vida sexual saudável em meio à quarentena, que pode impactar no prazer das pessoas de maneiras distintas, como aponta Braga, seja pela ameaça que o vírus impõe e pelos diversos sentimentos que a situação causa em cada indivíduo. “Quando nos vemos diante de uma ameaça, a primeira coisa que sentimos é medo, uma reação instintual que nos leva a tomar medidas para nos proteger e evitar tal ameaça”, explica o psicólogo. “Porém, o isolamento social abre portas para o contato individual, levando ao aumento ou retomada da vida sexual. Mas, para isso, é necessário equilíbrio e superar a barreira do medo e do estresse, que é muito comum nesses momentos e que ajudam a diminuir o interesse sexual”, complementa.

Durante a quarentena, o consumo de conteúdos pornográficos disparou, como mostra a pesquisa realizada pelo G1. Houve um aumento de 31% no número de visitas ao canal Sexy Hot, no período de 14 a 19 de março, se comparado com os dias 7 e 12 do mesmo mês. O site PornHub também liberou seu conteúdo exclusivo de graça por um mês para não assinantes. “Em uma quarentena e estando confinados, tudo se intensifica”, comenta Marlon Mattedi, psicólogo especializado em sexualidade da plataforma Sexo Sem Dúvida. “Este setor que envolve entretenimento adulto, seja com câmeras ao vivo ou o próprio sexo explícito, na quarentena, ganhará maior audiência. Notaremos também no Brasil, como algumas pesquisas já estão apontando no mundo todo, um aumento significativo de audiência em sites de conteúdos eróticos. Com o passar dos dias de quarentena e com as pessoas tendo mais tempo para pesquisar o que desejam, o consumo de conteúdo sexual virtual irá aumentar”, complementa.

Segundo Mattedi, há reflexos físicos que o isolamento pode causar, como o aumento da interatividade e um certo desleixo com o autocuidado. “É preciso ter cuidado com ficar mais tempo sem camisa se o ambiente está quente, colocar qualquer roupa confortável para estar em casa, às vezes passando o dia com a mesma roupa que usou para dormir, sem cuidar muito da estética, deixar a barba para a semana que vem, e por aí vai. Já que não vai sair de casa mesmo, muitos esquecem de botar um perfume, de caprichar na camisa, de colocar aquela lingerie bonita que tinha no armário. Tudo isso influenciará diretamente, prejudicando o desejo sexual”, finaliza.

Fonte: LeiaJa

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6 dicas para lidar com luto e a falta de rotina trazidos pela Covid

A pandemia da doença do coronavírus 2019 (COVID-19) mudou a vida das pessoas de muitas maneiras. Além de sentir luto pela perda de vidas causada pela COVID-19, você provavelmente está de luto pela perda da sua rotina normal. A Mayo Clinic, ONG norte-americana especializada em tratamentos e pesquisa na área médica, fez uma lista com algumas dicas para melhorar essa situação.

Restrições para ficar em casa impostas para prevenir a disseminação da COVID-19 afetaram os empregos das pessoas, a maneira com que crianças brincam e vão à escola e a habilidade de se reunir em pessoa com amigos e família. Essas medidas também mudaram a maneira com que as pessoas fazem compras, praticam suas religiões, se exercitam, comem e buscam entretenimento. Como consequência, a pandemia teve um impacto psicológico profundo, fazendo com que as pessoas perdessem seus sensos de segurança, previsibilidade, controle, liberdade e proteção.

Por que a perda da rotina é tão desoladora?

Você pode não perceber, mas você não se apega somente a outras pessoas. Você também provavelmente sente fortes vínculos com seu trabalho e com certos lugares e coisas. A experiência de perder esses vínculos, porém, não é tão bem definida quanto algumas perdas. E finais inesperados podem causar emoções intensas. Isso pode tornar difícil lidar com o que aconteceu e seguir em frente.

Você talvez também sinta que mudanças trazidas pela pandemia estão afetando seu senso de identidade. Por exemplo, se sua identidade é ligada estreitamente com seu emprego, perdê-lo pode provocar uma crise de identidade.

Sinais e sintomas de luto

Luto pode fazer com que você se sinta entorpecido ou vazio, com raiva, ou incapaz de sentir alegria ou tristeza. Você também pode ter sintomas físicos, como problemas para dormir ou comer, fadiga excessiva, fraqueza muscular ou tremores. Você pode ter pesadelos ou retirar-se socialmente.

Lembre-se, porém, de que o luto pode ter efeitos positivos também. Por exemplo, você pode se sentir grato por pessoas corajosas e atenciosas em sua comunidade. Você pode encontrar uma nova apreciação por seus relacionamentos e ter desejo de ajudar outros que estão passando por perdas similares.

Lidando com o luto do coronavírus

Por pior que faça você se sentir, o luto serve um propósito importante. O luto ajuda você a reconhecer que passou por uma perda e que precisará se adaptar.

Para lidar com o luto:

  1. Preste atenção nos seus sentimentos: cite o que você perdeu durante a pandemia. Talvez ajude escrever isso em um diário. Permita-se sentir tristeza ou chorar.
  2. Pense nas suas forças e habilidades de superação: como elas podem te ajudar a seguir em frente? Pense em outras transições difíceis pelas quais você passou, como uma troca anterior de emprego ou um divórcio. O que você fez que o ajudou a se recuperar?
  3. Mantenha-se conectado: não permita que o distanciamento social o previna de conseguir o apoio de que você precisa. Use ligações, mensagens de texto, chamadas por vídeo e mídias sociais para manter contato com seus familiares e amigos que são positivos e encorajadores. Procure aqueles que estão em situações similares. Animais de estimação também podem fornecer apoio emocional.
  4. Crie uma rotina adaptada: Isso pode ajudar a preservar um senso de ordem e propósito, apesar do quanto as coisas podem ter mudado. Além do trabalho ou estudo remotos, inclua atividades que possam ajudá-lo a lidar com a situação, como exercício, prática religiosa ou passatempos. Mantenha um horário regular para ir dormir e tente manter uma dieta saudável.
  5. Limite a quantidade de notícias que você vê: passar tempo demais lendo ou escutando notícias sobre a pandemia da COVID-19 pode fazer com que você foque demais naquilo que perdeu, além de aumentar a ansiedade.
  6. Lembre-se da jornada: se você perdeu seu trabalho, você não tem que deixar o jeito com que acabou definir a experiência toda. Pense em algumas de suas memórias boas e no panorama geral.

Conforme você se ajustar a uma nova realidade e focar nas coisas que pode controlar, seus sentimentos de luto irão diminuir.

Se você está tendo problemas em lidar com seu luto causado pelas mudanças decorrentes da pandemia, considere procurar ajuda de um profissional de saúde mental.

redacao@cidadeverde.com

 

Fonte: Cidadeverde.com

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Sono em tempos de isolamento social

Mudanças de rotina, ansiedade, preocupação, adaptação ao home office e exposição exagerada às telas afetam diretamente o sono.

 

Estamos vivendo um momento histórico em nossa sociedade. Diante de situações como
essas, de isolamento social decorrente de uma pandemia, a ansiedade, o medo e as
incertezas nos invadem, levando a inúmeras consequências para nossa saúde, e as
alterações de sono é uma delas.
O sono é uma função importante para nossa saúde física e mental, pois ele permite não só a
restauração e recuperação energética do nosso corpo, mas também melhora do humor e
aprendizado. Em situações de estresse e alteração da rotina, mudamos também nosso
comportamento em relação ao sono, passamos a ter hábitos muitas vezes incompatíveis ou
que prejudiquem o inicio e a qualidade dele.
Os hábitos inadequados associados ao sono podem levar o cérebro a associar a cama, o
horário de dormir e seu quarto com situações aversivas e de estresse, levando a um aumento
da ansiedade e hipervigilância, dificultando assim o início do sono, podendo levar a várias
alterações como: insônia, pesadelos, sono agitado, sensação de sono não reparador,
alterações de ritmo de sono.
Diante da situação atual, dormir bem é uma estratégia importante para evitar o adoecimento
mental e físico. Mas como fazer isso frente à alteração da rotina, ansiedade e estresse?
Essa cartilha tem como objetivo apresentar algumas dicas e estratégias que podem ser
eficazes na melhora da qualidade do seu sono.

 

Confira, a cartilha:

Como manter a qualidade do sono em tempos de isolamento social

 

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Sob o mesmo teto e sem sair: guia para superar a quarentena em casal

Alguns dos efeitos colaterais do coronavírus e do isolamento decretado em alguns países para contê-lo levaram ao aumento (já quantificado) dos pedidos de divórcio na cidade chinesa de Xi’an. O impacto da doença e das medidas necessárias para impedir sua propagação são sentidos na sociedade e na economia, mas também em nossos relacionamentos. As medidas de emergência que vem resultando na permanência das pessoas em suas casas podem ter influência sobre o casal ―e sobre a família―, podendo significar o fim do relacionamento ou o início de um vínculo mais profundo, dependendo de como investimos esse tempo. Partindo sempre de uma situação em que nenhum dos membros do casal tenha o vírus, é isto que os especialistas recomendam fazer para inclinar a balança para o segundo cenário.

Preparação anímica

Insistimos, é imperativo seguir as instruções de higiene estabelecidas pelos especialistas em saúde. A partir daí, podemos falar sobre o cenário psicológico. Carme Sánchez Martín, psicóloga clínica e sexóloga do Instituto de Urologia e Serrate & Ribal, em Barcelona, ​​explica ao EL PAÍS que devemos assumir que provavelmente sentiremos sensações de estresse. Mesmo que não estejamos confinados nem infectados, a pandemia pode provocar ansiedade e neste link estão as instruções de vários psicólogos para atenuá-la. Sentir medo e incerteza em um contexto tão desconhecido quanto imprevisível é natural: tomando o país asiático novamente como exemplo, um estudo da Sociedade Chinesa de Psicologia descobriu em fevereiro que 42,6% dos cidadãos chineses tinham sintomas de ansiedade relacionados ao coronavírus, com indícios de depressão em 16,6% dos casos.

Relativizar as sensações

“A primeira coisa que eu recomendaria a qualquer pessoa nesta quarentena é ter duas coisas sempre em mente: isto tem um começo e um fim (o que nos for indicado pelas autoridades) e o objetivo é o bem para si mesmo e para a sociedade; é importante ter muito presentes as duas ideias sempre que nos sentirmos confinados ou angustiados”, diz Sánchez, que também é autora de El Sexo que Queremos las Mujeres. Insiste que é muito importante confiar nas autoridades e nas informações oficiais, e não dar atenção a boatos ou opiniões infundadas. “O medo, seja de contrair a doença ou de ter um desenlace ruim, é uma emoção que pode nos deixar mais desconfiados e em alerta, mas devemos racionalizar e lembrar que os infectados são uma minoria e que, entre os doentes, a imensa maioria consegue se curar.”

Examinarmo-nos sem projetar no outro

Leire Villaumbrales, psicóloga e diretora do centro Alcea, em Madri, também tem um lembrete sobre o medo que devemos levar em consideração: “Quando individualmente estamos travando importantes batalhas internas que supõem, como neste caso atual, lidar com nossa própria angústia, os medos despertados pela incerteza e a sensação de falta de controle, é difícil compartilhar algo diferente de demandas ou conflitos que falam do nosso desejo de que o outro faça algo que ajude a acalmar o que sentimos por dentro”. Em outras palavras, o bem-estar e a tranquilidade são coisas que devemos buscar em nós mesmos e não no outro. “Nesta situação, será importante”, prossegue Villaumbrales, “que individualmente dediquemos tempo para refletir, olhar para dentro, nos perguntar como estamos vivendo tudo isso e o que está despertando em nós. Se pudermos fazer esse exercício individual será mais fácil poder compartilhar com nossos parceiros a realidade do que está acontecendo conosco e, assim, nos sentiremos mais acompanhados”.

Enfoque positivo

Villaumbrales aconselha a tentar não se concentrar no sentimento de imposição e desamparo diante da ideia de não poder escolher: “É uma boa oportunidade para voltar a nos questionar sobre o que é realmente importante em nossa vida. Recuperar o essencial, o contato com as pessoas que amamos (neste caso virtual) e buscar dentro de nós os verdadeiros motivos pelos quais fazemos isso: a responsabilidade social, os valores humanos e comunitários”.

Educação e respeito radicais

É possível que o confinamento nos obrigue a ficarmos sozinhos, com o parceiro, os filhos, outros parentes e até com colegas de quarto. De qualquer forma, a receita é a mesma: “Só existe uma maneira de evitar os atritos, e é sendo extremamente educado. Temos que tentar mentalizar que não estamos com o parceiro ou com alguém que confiamos, mas com alguém com quem devemos ser muito respeitosos e educados, controlando nossas pequenas manias e sendo benevolentes com as da outra pessoa”, aponta Sánchez.

Rotinas essenciais

Se quisermos que nosso relacionamento (e nossa paz de espírito) não seja muito perturbado pela quarentena, alguma disciplina e organização são necessárias. “É muito recomendável estabelecer horários organizados e rotinas para dar sentido aos dias e evitar a sensação avassaladora de perda de tempo. Podemos aproveitá-lo de maneira positiva e produtiva, por exemplo, passando algumas horas organizando fotografias, lendo, fazendo um tutorial no YouTube…”, sugere Sánchez. Algo com que Leire Villaumbrales concorda: “Nos mantermos ocupados e estruturar nosso tempo sempre ajudará a ter uma maior sensação de segurança interna. Podemos resgatar leituras, séries pendentes, dedicar tempo ao cuidado de si ou adiantar trabalhos que normalmente deixamos de lado por falta de tempo”.

Velhos e novos conflitos

“A vida de casal será complicada nos próximos meses”, explica a diretora da Alcea Psicología, “porque quando passamos muito tempo juntos, assim como durante as férias, surgem problemas pendentes. Às vezes a reunião é muito positiva e agradecemos a oportunidade de passar um tempo que normalmente não temos. Outras vezes os assuntos pendentes podem abrir a porta para o conflito.” Diante de tal perspectiva, Sánchez Martín enfatiza sua receita: “educação e respeito extremos”.

Fazer equipe

Leire Villaumbrales nos lembra que, em situações extremas, “é fácil exigir que o parceiro faça algo que possa aliviar o mal-estar que estou sentindo e isso muitas vezes se manifesta em exigências do dia-a-dia aparentemente superficiais, mas que podem trazer grandes conflitos: ‘não deixe tudo jogado’, ‘não fale comigo nesse tom’, ‘cuide um pouco das crianças, tenho que trabalhar’, ‘não tive tempo para nada’…”. São atritos diários que se multiplicam em situação de isolamento. “Temos de lembrar que esse faça algo para que eu me sinta melhor muitas vezes não é possível, pois ambos estamos vivendo uma situação potencialmente difícil e devemos reservar um tempo para observar o que está acontecendo comigo em vez de culpar o parceiro e usá-lo como bode expiatório”. Esse pequeno exercício mental pode transformar o confinamento em uma espécie de terapia de casal: “Esta é uma oportunidade de fazermos equipe, de nos colocarmos do mesmo lado, de compartilhar como estamos nos sentindo com tudo isso e encontrar alguém ao lado que nos escute, que nos fale também de sua própria experiência e, finalmente, nos acompanhe”, conclui Villaumbrales.

Divertirmo-nos juntos

Carme Sánchez propõe uma grande variedade de atividades que podem ser realizadas em casal: “Aproveitar para cozinhar aqueles pratos que não temos tempo para fazer no dia a dia, assistir aos vídeos de Marie Kondo no YouTube e organizar a casa do zero (isso pode criar conflito, mas talvez seja o momento de fazer algo construtivo), tirar o pó do tapetinho (e da Wii Fit) para praticar ioga, alongamentos e outros exercícios em casa, resgatar jogos de tabuleiro, etc.”. Se houver crianças, todas essas sugestões podem incluí-las “e inclusive podemos jogar online com outros amigos confinados”. Villaumbrales também recomenda que, no caso de estarmos confinados com os filhos menores, “aproveitemos em família um tempo que normalmente não temos, por exemplo, observando mais nossos filhos, conversando sem tanta pressa, brincando e soltando a criatividade”. Apelar à esperança e à nostalgia, aproveitando a oportunidade para fazer um plano futuro (como uma viagem, uma reforma da casa…) ou rever juntos fotos também são atividades recomendadas pelos especialistas.

Tréguas em solidão

Por mais harmoniosa que esteja sendo a convivência (o que provavelmente não seja o caso), é imperativo fazer coisas separadamente. “Se o tamanho da casa permitir”, diz Carme Sánchez, “seria muito interessante passar um tempo sozinho e não ficar o tempo todo juntos”. Mesmo que o tamanho da casa não ajude, devemos desdramatizar o silêncio. “É muito importante deixar claro que os silêncios não precisam ser incômodos, essa coisa de que você sempre precisa estar fazendo coisas ou conversando com seu parceiro é uma pressão que devemos tirar de cima. Não acontece nada porque um está fazendo uma coisa e o outro, outra (e não apenas durante a quarentena). Vocês podem estar tranquilamente abstraídos em assuntos diferentes e isso não significa que alguém esteja falando com uma terceira pessoa ou que tenha perdido o interesse.” Durante essas pausas para si mesmo, acrescenta a psicóloga, “pode ser uma boa ideia limpar a mente da crispação causada pela situação ou pela atitude do nosso parceiro, por exemplo, praticando o relaxamento progressivo de Jacobson por cerca de vinte minutos ou exercitando a respiração abdominal ou diafragmática durante cinco minutos, especialmente quando estamos prestes a perder a paciência”.

Existe vida lá fora

As novas tecnologias, tão frequentemente vilipendiadas, podem nos ajudar nessa quarentena: WhatsApp, Skype, Facetime, etc. servirão para que nos comuniquemos com outras pessoas e evitemos a sensação de isolamento. “Seria aconselhável fazer videochamadas com pessoas de que gostamos e compartilhar a experiência com elas”, explica Villaumbrales. “É muito importante não experimentarmos isso sozinhos”.

Fonte: ElPaís

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