É importante sentir medo, mas em excesso paralisa; saiba como equilibrar

Ao longo da vida, todos nós sentimos medo. Ele aparece tanto em momentos específicos, como ao andar em uma montanha-russa, ou permanece a vida toda, como um medo de altura, de falar em público ou de baratas. Cada pessoa tem medos próprios, que fazem parte de quem ela é e têm muitas origens e explicações possíveis.

Além dos medos particulares, há também os medos “comuns”, de que todos partilhamos: medo de morrer, de ficar doente, de tempestades ou furacões. Estes são medos ligados à natureza humana, que direcionam o ser humano rumo à sobrevivência. Esta, aliás, é a principal função do medo: fazer com que a pessoa aja e consiga escapar com vida de situações arriscadas.

Mas nem sempre é possível dominar o medo. Para muitas pessoas, ele é paralisante e se sobrepõe a qualquer tentativa de racionalização da situação. E é justamente quando o medo começa a atrapalhar o cotidiano que ele vira um problema maior. A boa notícia é que até medos paralisantes podem ser ressignificados.

É importante sentir medo

O medo é uma reação a algum estímulo ameaçador, que pode ser real ou imaginado. O cérebro reage colocando o organismo em estado de alerta, o que provoca alterações por todo o corpo: aceleração dos batimentos cardíacos, desconforto intestinal, insônia e sono agitado.

Ele é algo natural e protetor e faz com que nos previnamos de situações arriscadas. Sem o medo, atravessaríamos sem olhar para os lados, andaríamos em ruas escuras sozinhos, passearíamos no parapeito dos prédios, não cuidaríamos da saúde. É claro que não é possível controlar tudo ou viver em um ambiente totalmente seguro. O que importa é identificar o tipo de medo e conseguir transformar o estado de medo em prudência e cautela.

Manifestações

Ele pode se manifestar de diversas formas, como ansiedade ou algo mais sutil, como quando uma pessoa rejeita um interesse amoroso pelo medo de sofrer ou de a relação não dar certo.

Veja alguns tipos:

  • O medo racional é pautado em algo possível e o irracional, em algo que não tem sentido, mas mesmo assim se faz presente;
  • O medo emocional é caracterizado por temores que podem causar prejuízos emocionais, como medo de fracassar ou de ser rejeitado;
  • O medo instintivo faz parte da nossa “programação”. Temos uma série de medos primitivos, como medo de ser comido por um bicho, medo do escuro, medo das tempestades, dos movimentos da natureza. Estes medos existem desde que o homo sapiens existe na Terra. São medos naturais, que nós também vemos nos animais. Eles estão associados à preservação da espécie e da sobrevivência;
  • Com o desenvolvimento do homem, sua capacidade de pensar e refletir, ele passa a ter medos que nem sempre estão ali presentes, como o medo do futuro e a ansiedade. Eles nem sempre são reais, podem ser de coisas imaginadas ou subjetivas.

Quando o medo é ruim

Os medos podem ser genéticos, aprendidos na infância, pela educação ou copiando o modelo de comportamento dos pais. A origem depende de como cada um se relaciona consigo mesmo, por isso a ajuda de um psicólogo na busca pelo autoconhecimento pode possibilitar reconhecer os medos e a forma como eles se manifestam nas nossas vidas.

Isso é importante quando o medo vira algo prejudicial. Se ele é excessivo, pode virar uma fobia e atrapalhar o dia a dia da pessoa. Além de não conseguir reagir às situações que a assustam, ela passa a evitá-las, e pode perder oportunidades ou deixar de viver momentos prazerosos devido a um medo pontual.

Pode acontecer também de o indivíduo nem saber a origem daquele medo —conhecido como medo irracional. São situações que nem a própria pessoa consegue explicar. Racionalmente ela entende que está tendo uma reação exagerada, mas não consegue agir de maneira diferente. Casos assim podem gerar pavor, pânico e paralisação ou até reações físicas como mal-estar, vômitos e desmaios.

Como não deixar que o medo nos paralise?

Sentir medo não é uma doença, e ficar paralisado não é uma questão de escolha. É preciso descobrir estratégias para lidar com ele e não deixar de agir.

O auxílio pode vir em vários formatos: atividade física, meditação, técnicas de respiração, tratamentos e medicamentos. Buscando fortalecimento emocional e autoconhecimento, é possível entender as causas, fazer a regulação cognitiva das emoções e modificar comportamentos.

Dentro da terapia cognitivo-comportamental, por exemplo, são utilizadas diversas técnicas com o intuito de auxiliar quem sofre prejuízos na vida por conta dos medos. O profissional e o paciente, juntos, investigam as causas para ressignificar crenças e esquemas disfuncionais.

A dessensibilização sistemática, uma das técnicas mais comuns em tratamento de fobias, consiste em expor o paciente ao fator do medo de maneira progressiva. Através da repetição, cria-se uma situação de hábito com aquilo, e o medo fica menor.

Em muitos casos, o medo de determinadas coisas ou situações nunca desaparece por completo, mas a pessoa consegue encontrar jeitos de criar uma relação mais ajustada com aquilo.

Existem pessoas mais medrosas e outras mais corajosas?
Existem pessoas que tendem a olhar para as coisas do lado mais difícil e perigoso. Elas vivem com a sensação de uma ameaça permanente e são temerosas de tudo, até mesmo de hipóteses (como não querer ir ao médico por medo do que possa aparecer no diagnóstico).

Pessoas medrosas se arriscam menos, e por isso acabam perdendo oportunidades importantes. Isso não quer dizer que ela é fraca, e sim que está reagindo à própria história de vida.

Pessoas mais corajosas costumam ser mais seguras de si, com uma autoestima melhor e coragem de se arriscar. Na maioria das vezes, tiveram uma criação com apego seguro, desenvolvendo ligações afetivas importantes com os pais ou cuidadores e cresceram acreditando em si mesmas e se valorizando. A coragem depende da segurança que a pessoa tem nela mesma, na sua capacidade de resolução de problemas e de sua autoconfiança.

Uma pessoa pode não ter medo de pular de paraquedas, mas ter medo de barata. Os medos não são lineares. Ninguém é totalmente corajoso nem totalmente medroso.

Fontes: Marina Vasconcellos, psicóloga pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), especialista em psicodrama terapêutico pelo Instituto Sedes Sapientiae, psicodramatista didata pela Febrap (Federação Brasileira de Psicodrama) e terapeuta familiar e de casal pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); Blenda de Oliveira, psicóloga clínica formada pela PUC-SP, psicanalista pela SBPSP (Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo); Cris Gebara, psicóloga e terapeuta cognitivo-comportamental, mestre em ciências pela USP (Universidade de São Paulo), docente do curso de especialização em TCC em saúde e pesquisadora pelo Programa Ansiedade do IPq HCFMUSP (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP); Thais Rueda, psicóloga pela Universidade Veiga de Almeida, psicóloga do esporte e do exercício pelo CEPPE (Consultoria, Estudo e Pesquisa da Psicologia do Esporte) e pós-graduada pelo CPAF-RJ (Centro de Psicologia Aplicada e Formação em Terapia Cognitiva Comportamental).

Fonte: UOL

Como nosso sistema imunológico envelhece e como podemos interromper esse processo

O sistema imunológico assumiu um enorme protagonismo em meio à pandemia de covid-19.

Não é para menos. Essa complexa rede de células, tecidos e órgãos é a principal arma que nosso corpo possui para se defender contra o coronavírus causador dessa doença.

Como qualquer outra parte do corpo, o sistema imunológico envelhece com o passar dos anos, deixando-nos mais vulneráveis a infecções, câncer e todos os tipos de doenças.

Esse é um dos motivos — além da prevalência de doenças pré-existentes — que aumenta o risco de pessoas com mais de 65 anos contrair covid-19 e desenvolver uma forma mais severa da doença.

No entanto, a idade do sistema imunológico não coincide necessariamente com a idade cronológica. E à medida que envelhecemos, essa discrepância pode se tornar ainda maior.

“Podemos ter indivíduos com 80 anos de idade cronologicamente e com um sistema imunológico semelhante a uma pessoa de 62 anos. Ou muito pelo contrário: uma pessoa de 60 anos cujo sistema imunológico se parece com uma pessoa de uma idade muito mais velha”, diz Shai Shen-Orr, imunologista do Instituto de Tecnologia de Israel Technion, à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC.

Pouca gente sabe, no entanto, que é possível retardar seu envelhecimento (ou até reverter sua idade), seguindo um passo a passo simples.

Mas antes de saber como fazer isso, vamos lembrar como nossa imunidade funciona, como e por que se deteriora com a idade.

Menos células B e T

O sistema imunológico tem dois braços, cada um formado por diferentes tipos de células.

De um lado, existe a chamada “resposta inata”, que é a primeira linha de defesa que se ativa quase imediatamente ao detectar a presença de um organismo estranho em nosso corpo.

Essa resposta contém “neutrófilos, que atacam principalmente bactérias; monócitos , que ajudam a organizar o sistema imunológico, alertando outras células imunológicas de que há uma infecção e, em seguida, existem NKs (ou células exterminadoras naturais), cujo trabalho é combater vírus ou câncer. Essas três células não funcionam tão bem quando envelhecemos”, explica Janet Lord, diretora do Instituto de Inflamação e Envelhecimento da Universidade de Birmingham, no Reino Unido.

De outro, existe a “resposta adaptativa”, formada pelos linfócitos T e B que lutam contra um patógeno específico. Essa resposta leva alguns dias para entrar em ação, mas a partir do momento em que isso acontece, ela se lembrará do patógeno no futuro e o combaterá novamente, se reaparecer.

“Conforme você envelhece, produz menos linfócitos, que são necessários para combater uma nova infecção, como a SARS-CoV-2”, diz Lord.

“E mesmo aqueles que seu corpo criou no passado para combater outra infecção também não funcionam muito bem”, acrescenta.

Ou seja, o envelhecimento provoca um declínio em todas as funções do sistema imunológico.

A resposta inata produz um pouco mais de células, mas não funciona tão bem, e a resposta adaptativa produz menos linfócitos B (que são produzidos na medula óssea e são responsáveis pela produção de anticorpos) e menos linfócitos T (produzidos no timo, identificam e matam patógenos ou células infectadas).

A diminuição das células T se deve ao fato de que “o timo começa a encolher aos 20 anos. Fica cada vez menor e quando você chega aos 65 ou 70 anos, apenas 3% dele permanece (no corpo)”, diz Lord.

A perda de células que armazenam a memória dos patógenos faz com que percamos não só a capacidade de responder à infecção, mas também às vacinas que os previnem à medida que envelhecemos.

No caso da vacina contra a gripe, por exemplo, “40% dos adultos com 65 anos ou mais não respondem à vacina”, diz Shen-Orr.

Outro problema é que a idade gera mais inflamação no sangue e nos tecidos, algo que em inglês é conhecido como inflammaging — uma combinação das palavras inflamation (inflamação) e ageing (envelhecimento).

“Além de não funcionarem de forma ideal, as células do sistema imunológico tendem a causar inflamação, que leva a inúmeras doenças”, explica Lord.

Todas essas mudanças que ocorrem à medida que envelhecemos, “tornam mais difícil a recuperação de uma infecção ou lesão, e algumas infecções podem se tornar crônicas”, diz à BBC Mundo Encarnación Montecino, pesquisadora da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

“Infecções que estavam sob controle podem reaparecer (como herpes zoster, ou tuberculose), aumenta a suscetibilidade a novos patógenos (gripe, pneumonia) e a incidência de câncer”, acrescenta.

Nem sempre é uma questão de idade

Apesar de que, com o passar dos anos, todos sofremos uma deterioração cuja trajetória é previsível, o que varia enormemente é a velocidade com que isso acontece em cada indivíduo, influenciado pela genética, mas também — e em grande medida — pelo estilo de vida.

Até recentemente não era possível determinar a idade imunológica, mas as pesquisas de Shen-Orr e sua equipe, em colaboração com a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, conseguiram criar um método para obter essa informação, fundamental para se alcançar tratamentos bem-sucedidos.

“Ao analisar a composição de 18 tipos de células do sistema imunológico e a expressão de genes em uma amostra de sangue, podemos estabelecer em que estágio do processo de envelhecimento está o sistema imunológico de uma pessoa”, explica Shen-Orr.

A variação na velocidade do processo de deterioração também está ligada à diferença de gênero.

“Enquanto os dois sexos envelhecem, devido aos efeitos específicos dos hormônios sexuais, alguns dos parâmetros envelhecem em taxas diferentes em homens e mulheres”, ressalta Montecino.

Por exemplo, nas mulheres, “a menopausa produz um nivelamento dos efeitos protetores do estrogênio”.

Exercite-se!

A boa notícia, como mencionamos no início desta reportagem, é que o processo de envelhecimento pode diminuir.

A chave é manter-se fisicamente ativo: “Hoje, sentar-se muito tempo é para o corpo o que era fumar antes”, explica Lord, em alusão ao hábito que muitas pessoas já abandonaram.

“Em estudos com pessoas que foram ativas de jovens a velhos — ciclistas de até 80 anos que continuaram a fazer 100 ou 150 km por semana — os resultados foram incríveis”, diz Lord.

“Eles tinham muitas células T e o timo não havia encolhido.”

“Em outro estudo que monitorou o número de passos por dia, eles descobriram que se você chegar a 10 mil, seus neutrófilos se parecem com os de uma pessoa de 20 anos.”

“Achei que essa estatística fosse uma invenção das pessoas que vendiam aparelhos para medi-los, mas quando fizemos o estudo fiquei totalmente surpresa”, confessa Lord.

Tudo depende do estado físico a partir do qual se inicia, mas basicamente se trata de fazer exercícios simples como levantar e abaixar na ponta dos pés, subir escadas e levantar um pouco de peso com os braços se for mais velho ou se não estiver em boas condições físicas, e fazer exercícios extenuantes por curtos períodos de tempo, se estiver em forma.

“Basta fazer alguma coisa. Qualquer coisa que você puder fazer ajuda”, acrescenta.

Revertendo o envelhecimento

Uma coisa é diminuir a taxa de envelhecimento e outra reverter o processo.

Mas isso é possível?

As análises realizadas pela pesquisadora de Birmingham e sua equipe não se concentraram nisso, mas Lord observa que um pequeno estudo (com 12 participantes) publicado no ano passado mostrou, pela primeira vez, que a administração de três medicamentos diferentes poderia reverter tanto a idade imunológica quanto a idade biológica em 2 anos.

Shen-Orr menciona um estudo sobre uma droga em que ele e sua equipe estão trabalhando, mas cujos resultados ainda não foram publicados, mostrando que essa reversão é possível.

“Vimos uma redução (na idade imunológica), mas não sabemos ainda se isso será mantido permanentemente”, diz ele.

Mas interromper a deterioração é um passo mais do que importante.

Outros fatores que podem ajudar nesse sentido são uma alimentação variada, rica em fibras, com alimentos fermentados e pouca carne vermelha para manter a saúde da microbiota intestinal (um campo de pesquisa que ainda está engatinhando), e um boa noite de sono, de cerca de 6h30 ou 7h por dia.

Fonte: BBC News Brasil

Informe

Em virtude da antecipação do feriado de Nossa Senhora Aparecida para amanhã (26), a Cuidarte informa que não haverá atendimento presencial na clínica. Todavia, as agendas on-line estão mantidas.

Saiba como evitar o sentimento de frustração durante a quarentena

Colocar a leitura em dia. Manter a rotina de atividades físicas. Começar um curso de aperfeiçoamento online. Aprender uma receita nova. Maratonar uma série. Organizar as gavetas de documentos.

Planos não faltavam, mas os dias foram passando e o tempo livre da quarentena não se confirmou como um oásis de produtividade. Resultado: frustração diante das metas planejadas e não cumpridas.

Para a psicóloga Tatiana Rocha Netto, esse sentimento é mais comum do que se imagina, sobretudo em tempos de isolamento. Com 36 anos de atuação clínica em Caxias do Sul, ela explica que emoções negativas, como tristeza, medo ou insegurança, são mais difíceis de lidar quando as pessoas não se propõem a encará-las de frente.

— Muitas pessoas têm dificuldade até para nominar os sentimentos. E o recolhimento social tem nos colocado frente a frente com eles. Acontece que muitas pessoas não estão preparadas para isso. Eu tenho atendido muitos pacientes, por videochamada, que estão relatando justamente essa frustração — conta Tatiana.

Na mesma linha de raciocínio, o psicólogo Fernando Sandi acredita que certo grau de decepção é quase inevitável diante das incertezas causadas pela pandemia. Conforme o profissional, “as pessoas se sentem aflitas por não saberem os próximos passos e o quanto serão afetadas”:

— Quem já possui algum histórico de ansiedade pode se sentir mais decepcionado neste momento. Não diria que existe um grupo mais propenso que outro, mas vejo que a ansiedade gera maior dificuldade em lidar com o cenário atual.

São muitos os fatores responsáveis pelo desânimo. Além do excesso de metas traçadas no início da quarentena (que, consequentemente, geram expectativas no subconsciente), o maior tempo dedicado às redes sociais favorece a sensação de impotência. Afinal, basta alguns minutos no feed do Instagram para vermos amigos fazendo exercícios, se aventurando na cozinha ou assistindo algum lançamento badalado da Netflix.

Entre as dicas para evitar o embaraço emocional, os especialistas sugerem diminuir os níveis de expectativa e auto cobrança. Outra recomendação é se libertar da ideia de que o período de isolamento seja uma competição pela produtividade: ou seja, não há nada de errado em investir o tempo livre para descansar e não produzir.

— Se a pessoa está frustrada, ela precisa rever o que planejou. Por exemplo: organizar o armário, ler os livros que estão na cabeceira da cama, fazer exercícios, pintar o cabelo… Primeiro, ela não precisa fazer tudo num dia só, colocar esse excesso de atividades. Depois, é preciso jogar a expectativa mais para baixo, assim a chance de frustração não fica tão alta. Uma palavra fundamental para o momento é equilíbrio. Equilíbrio para saber o que podemos e, principalmente, o que desejamos fazer — explica Tatiana.

Por outro lado, caso você não tenha conseguido evitar a frustração, o ideal é manter a calma e reorganizar a lista de prioridades. Outro ponto importante é encarar um dia por vez, evitando projeções a longo prazo.

— Cada pessoa é diferente da outra. Não somos um robô, uma máquina de produtividade. Temos nossas particularidades e é preciso respeitar isso. Se você colocou como meta ler um livro e isso é realmente o que deseja, tente se desligar um pouquinho de outras tarefas e comece a ler. Sempre respeitando o próprio tempo, sem tanta cobrança — sugere Sandi.

Confira as dicas dos psicólogos para evitar a frustração:
:: Seja menos exigente. O excesso de cobrança aumenta as chances de decepções.
:: Quarentena não é competição de produtividade. Não há nada de errado em ficar ocioso durante o tempo livre.
:: Mantenha o equilíbrio. Reorganize sua rotina com base no que você realmente precisa e deseja fazer.
:: Durante o isolamento, evite traçar metas muito distantes. Encare um dia de cada vez

Fonte: GAUCHAZH

Alimentação pode ser grande aliada para melhorar qualidade do sono

Hoje sabemos que a má higiene do sono está relacionada com o menor controle sobre a nossa fome e, consequentemente, sobre as nossas escolhas alimentares, muitas vezes aumentando a busca por alimentos mais calóricos e palatáveis. Tal atitude facilita o acúmulo de gordura ou dificulta a perda.

Uma boa noite de sono garante a restauração dos tecidos musculares de órgãos vitais, como intestino, fígado e coração, que estão em constante uso pelo nosso organismo. Além da nossa recuperação muscular referente a prática de atividades físicas.

Na fase mais profunda do sono temos a maior produção de hormônios reparadores: melatonina, testosterona e IGF-1. É importante frisar que sono bom não tem relação apenas com o ganho de massa muscular ou queima de gordura, mas também influencia na modulação do nosso sistema imunológico e na eliminação de toxinas do organismo. Em outras palavras, tem relação direta com a nossa saúde e bem-estar.

Quando dormimos mal, a tendência é o aumento do hormônio cortisol, que está envolvido com nosso estado de alerta e capacidade de raciocínio. O cortisol deveria diminuir naturalmente a partir das 18h, com o pôr do sol, mas é comum ficarmos muito expostos a claridade, celular, telas e assim a produção da melatonina é dificultada, piorando o reparo cerebral que prejudica nossa capacidade de raciocínio e discernimento.

Fica claro que falar de sono é muito complexo e em relação aos hábitos alimentares podemos enfatizar o caso o uso crônico de cafeína, que normalmente é utilizada para nos manter acordados e aumentar nossa produtividade.

A verdade é que enquanto não melhorarmos nosso sono nunca saberemos qual a nossa real capacidade de produzir. Tomar café em excesso tende a deixar o cortisol alto impedido a produção dos hormônios reparadores. Portanto, se esse for o seu caso, reduzir aos poucos o uso de estimulantes como o café pode ser uma boa ideia.

Na alimentação, existe um conjunto de práticas que pode beneficiar nosso organismo, pois aqui o foco é reduzir a inflamação do nosso intestino para que os hormônios do sono voltem a ser produzidos.

  • Reduzir o excesso de açúcares refinados e doces
  • Chá de camomila ou mulungu à noite, que além de reduzir inflamação, promove relaxamento muscular
  • Priorizar alimentos anti-inflamatórios, como vegetais, frutas, grãos, raízes, azeite e castanhas
  • O consumo de frutas tem influência na redução da inflamação intestinal, mas algumas específicas podem ajudar na produção dos hormônios do sono como kiwi, uva e cereja

Além das práticas alimentares, outras estratégias integrativas como meditação, espiritualidade e leitura podem ajudar, mas se você estiver com dificuldade, tente inserir hábitos de vida aos poucos e no seu ritmo.

Não se cobre para fazer tudo de uma vez e também não se torne um refém dos medicamentos para dormir. Apenas mude os hábitos aos poucos.

 

Fonte: UOL  

A importância do acompanhamento psicológico durante o período de pandemia

A pandemia do novo coronavírus é a maior emergência de saúde pública que o mundo enfrentou nas últimas décadas. Além das preocupações com a saúde física, a Covid-19 também é impulsionadora do sofrimento psicológico, que pode ser experienciado durante o isolamento social e, em muitos casos, é resultado de mudanças nas rotinas e nas relações familiares.

Esta sobrecarga emocional, frente a um cenário instável e imprevisível, tem impactado em um aumento dos casos de ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo, depressão e síndrome do pânico, segundo o Conselho Federal de Psicologia (CFP). O corpo emite sinais quando está ultrapassando alguns limites de tristeza e desconforto, como o surgimento da alteração de sono, da perda ou do ganho de apetite, do choro constante, dos pensamentos negativos e de tensões na família.

Por isso, é tão importante entender e cuidar da imunidade psicológica. Diferentemente da imunidade do organismo, alimentada por fatores externos, a imunidade psicológica é ativada de forma interna com ações preventivas capazes de proteger pensamentos, emoções e sentimentos. Este autocuidado se torna possível quando a estrutura psicológica de um indivíduo é preparada para lidar com estresse, medo, angustia, ansiedade, mudanças de humor, entre outros sentimentos.

Em conteúdo divulgado na Revista Veja Saúde, a psicóloga Ana Luiza Novis explica que procurar ajuda e compartilhar o sofrimento é fundamental para aliviar os sintomas associados ao confinamento. A construção da imunidade psicológica faz parte desse processo e terá mais êxito se conduzida por um profissional da psicologia, que fará esta travessia para o fortalecimento da mente de forma mais eficiente e facilitada. E mesmo com o distanciamento social, é possível receber orientação técnica a distância e em tempo real, por meio de consultas e atendimentos online, aprovados pelo CFP.

Para garantir a saúde mental desde já, é possível tomar pequenos cuidados que podem fazer toda a diferença no dia a dia para evitar a sobrecarga de emoções e um possível agravamento de um quadro pré-existente. Um bom começo é evitar o excesso de informações; restringir o tempo de uso das redes sociais; manter uma rotina pessoal; fazer um bom aproveitamento das horas vagas com ações que agreguem no bem-estar, como ouvir música, ler um livro, assistir a filmes e séries, dançar; fazer cursos online; praticar meditação; exercitar a fé; manter o ambiente organizado e limpo.

Algumas dicas facilitam o cotidiano, mas não substituem a ação de um especialista quando as coisas não vão bem. Hoje, já é possível ter acesso a instrumentos de diagnóstico e profissionais qualificados de forma online, acelerando e simplificando este processo.

 

Fonte: Tumiing

É possível aumentar empatia? Saiba o que é e como melhorar suas relações

Você pode já ter ouvido alguma vez o pedido para ser “mais empático”. Ou, então, escutou algum comentário crítico sobre uma pessoa (ou até você mesmo) não possuir empatia. Mas, afinal, o que é de fato ter empatia?

O sentimento é para lá de abstrato e seu desenvolvimento varia de pessoa para pessoa. Às vezes somos empáticos com algumas situações, mas não com outras. Por trás de tudo isso, está a prática de se colocar no lugar do outro —e, claro, isso pode ser desenvolvido com algumas técnicas.

O que é empatia?

No dicionário, uma das definições diz que ela é a capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente e de querer o que ela quer. Em resumo, poderíamos dizer que ter empatia é se colocar no lugar do outro. No entanto, ser empático envolve saberes diversos e mais profundos.

Com a empatia, a sensação é de ser aquela pessoa e, por isso, compreender escolhas, alegrias, medos, arrogância, agressividade e ignorância, ou seja, o que há de bom e de ruim em alguém. É acreditar que faria exatamente a mesma coisa.

Mas como abandonar as próprias emoções, crenças ou expectativas para viver a empatia em sua totalidade? Para caminhar por essa estrada de aprendizado é necessário entender que ninguém é perfeito. Segundo a especialista em autoconhecimento e inteligência comportamental Heloísa Capelas, não é possível chegar ao amor sem empatia, por isso, essa é uma capacidade tão importante.

“Eu preciso primeiro me abrir, olhar para o outro do ponto de vista dele, renunciar aos meus julgamentos, minhas verdades e minhas crenças. Poder me abrir para poder compreender o que o outro está vivendo é empatia, e ela vem muito antes do amor”, afirma.

Você pode já ter ouvido alguma vez o pedido para ser “mais empático”. Ou, então, escutou algum comentário crítico sobre uma pessoa (ou até você mesmo) não possuir empatia. Mas, afinal, o que é de fato ter empatia?

O sentimento é para lá de abstrato e seu desenvolvimento varia de pessoa para pessoa. Às vezes somos empáticos com algumas situações, mas não com outras. Por trás de tudo isso, está a prática de se colocar no lugar do outro —e, claro, isso pode ser desenvolvido com algumas técnicas.

O que é empatia?

No dicionário, uma das definições diz que ela é a capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente e de querer o que ela quer. Em resumo, poderíamos dizer que ter empatia é se colocar no lugar do outro. No entanto, ser empático envolve saberes diversos e mais profundos.

Com a empatia, a sensação é de ser aquela pessoa e, por isso, compreender escolhas, alegrias, medos, arrogância, agressividade e ignorância, ou seja, o que há de bom e de ruim em alguém. É acreditar que faria exatamente a mesma coisa.

Mas como abandonar as próprias emoções, crenças ou expectativas para viver a empatia em sua totalidade? Para caminhar por essa estrada de aprendizado é necessário entender que ninguém é perfeito. Segundo a especialista em autoconhecimento e inteligência comportamental Heloísa Capelas, não é possível chegar ao amor sem empatia, por isso, essa é uma capacidade tão importante.

“Eu preciso primeiro me abrir, olhar para o outro do ponto de vista dele, renunciar aos meus julgamentos, minhas verdades e minhas crenças. Poder me abrir para poder compreender o que o outro está vivendo é empatia, e ela vem muito antes do amor”, afirma.

Você pode já ter ouvido alguma vez o pedido para ser “mais empático”. Ou, então, escutou algum comentário crítico sobre uma pessoa (ou até você mesmo) não possuir empatia. Mas, afinal, o que é de fato ter empatia?

O sentimento é para lá de abstrato e seu desenvolvimento varia de pessoa para pessoa. Às vezes somos empáticos com algumas situações, mas não com outras. Por trás de tudo isso, está a prática de se colocar no lugar do outro —e, claro, isso pode ser desenvolvido com algumas técnicas.

O que é empatia?

No dicionário, uma das definições diz que ela é a capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente e de querer o que ela quer. Em resumo, poderíamos dizer que ter empatia é se colocar no lugar do outro. No entanto, ser empático envolve saberes diversos e mais profundos.

Com a empatia, a sensação é de ser aquela pessoa e, por isso, compreender escolhas, alegrias, medos, arrogância, agressividade e ignorância, ou seja, o que há de bom e de ruim em alguém. É acreditar que faria exatamente a mesma coisa.

Mas como abandonar as próprias emoções, crenças ou expectativas para viver a empatia em sua totalidade? Para caminhar por essa estrada de aprendizado é necessário entender que ninguém é perfeito. Segundo a especialista em autoconhecimento e inteligência comportamental Heloísa Capelas, não é possível chegar ao amor sem empatia, por isso, essa é uma capacidade tão importante.

“Eu preciso primeiro me abrir, olhar para o outro do ponto de vista dele, renunciar aos meus julgamentos, minhas verdades e minhas crenças. Poder me abrir para poder compreender o que o outro está vivendo é empatia, e ela vem muito antes do amor”, afirma.

Você pode já ter ouvido alguma vez o pedido para ser “mais empático”. Ou, então, escutou algum comentário crítico sobre uma pessoa (ou até você mesmo) não possuir empatia. Mas, afinal, o que é de fato ter empatia?

O sentimento é para lá de abstrato e seu desenvolvimento varia de pessoa para pessoa. Às vezes somos empáticos com algumas situações, mas não com outras. Por trás de tudo isso, está a prática de se colocar no lugar do outro —e, claro, isso pode ser desenvolvido com algumas técnicas.

O que é empatia?

No dicionário, uma das definições diz que ela é a capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente e de querer o que ela quer. Em resumo, poderíamos dizer que ter empatia é se colocar no lugar do outro. No entanto, ser empático envolve saberes diversos e mais profundos.

Com a empatia, a sensação é de ser aquela pessoa e, por isso, compreender escolhas, alegrias, medos, arrogância, agressividade e ignorância, ou seja, o que há de bom e de ruim em alguém. É acreditar que faria exatamente a mesma coisa.

Mas como abandonar as próprias emoções, crenças ou expectativas para viver a empatia em sua totalidade? Para caminhar por essa estrada de aprendizado é necessário entender que ninguém é perfeito. Segundo a especialista em autoconhecimento e inteligência comportamental Heloísa Capelas, não é possível chegar ao amor sem empatia, por isso, essa é uma capacidade tão importante.

“Eu preciso primeiro me abrir, olhar para o outro do ponto de vista dele, renunciar aos meus julgamentos, minhas verdades e minhas crenças. Poder me abrir para poder compreender o que o outro está vivendo é empatia, e ela vem muito antes do amor”, afirma.

Você pode já ter ouvido alguma vez o pedido para ser “mais empático”. Ou, então, escutou algum comentário crítico sobre uma pessoa (ou até você mesmo) não possuir empatia. Mas, afinal, o que é de fato ter empatia?

O sentimento é para lá de abstrato e seu desenvolvimento varia de pessoa para pessoa. Às vezes somos empáticos com algumas situações, mas não com outras. Por trás de tudo isso, está a prática de se colocar no lugar do outro —e, claro, isso pode ser desenvolvido com algumas técnicas.

O que é empatia?

No dicionário, uma das definições diz que ela é a capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente e de querer o que ela quer. Em resumo, poderíamos dizer que ter empatia é se colocar no lugar do outro. No entanto, ser empático envolve saberes diversos e mais profundos.

Com a empatia, a sensação é de ser aquela pessoa e, por isso, compreender escolhas, alegrias, medos, arrogância, agressividade e ignorância, ou seja, o que há de bom e de ruim em alguém. É acreditar que faria exatamente a mesma coisa.

Mas como abandonar as próprias emoções, crenças ou expectativas para viver a empatia em sua totalidade? Para caminhar por essa estrada de aprendizado é necessário entender que ninguém é perfeito. Segundo a especialista em autoconhecimento e inteligência comportamental Heloísa Capelas, não é possível chegar ao amor sem empatia, por isso, essa é uma capacidade tão importante.

“Eu preciso primeiro me abrir, olhar para o outro do ponto de vista dele, renunciar aos meus julgamentos, minhas verdades e minhas crenças. Poder me abrir para poder compreender o que o outro está vivendo é empatia, e ela vem muito antes do amor”, afirma.

Você pode já ter ouvido alguma vez o pedido para ser “mais empático”. Ou, então, escutou algum comentário crítico sobre uma pessoa (ou até você mesmo) não possuir empatia. Mas, afinal, o que é de fato ter empatia?

O sentimento é para lá de abstrato e seu desenvolvimento varia de pessoa para pessoa. Às vezes somos empáticos com algumas situações, mas não com outras. Por trás de tudo isso, está a prática de se colocar no lugar do outro —e, claro, isso pode ser desenvolvido com algumas técnicas.

O que é empatia?

No dicionário, uma das definições diz que ela é a capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente e de querer o que ela quer. Em resumo, poderíamos dizer que ter empatia é se colocar no lugar do outro. No entanto, ser empático envolve saberes diversos e mais profundos.

Com a empatia, a sensação é de ser aquela pessoa e, por isso, compreender escolhas, alegrias, medos, arrogância, agressividade e ignorância, ou seja, o que há de bom e de ruim em alguém. É acreditar que faria exatamente a mesma coisa.

Mas como abandonar as próprias emoções, crenças ou expectativas para viver a empatia em sua totalidade? Para caminhar por essa estrada de aprendizado é necessário entender que ninguém é perfeito. Segundo a especialista em autoconhecimento e inteligência comportamental Heloísa Capelas, não é possível chegar ao amor sem empatia, por isso, essa é uma capacidade tão importante.

“Eu preciso primeiro me abrir, olhar para o outro do ponto de vista dele, renunciar aos meus julgamentos, minhas verdades e minhas crenças. Poder me abrir para poder compreender o que o outro está vivendo é empatia, e ela vem muito antes do amor”, afirma.

Fontes: Ana Gabriela Andriani, psicóloga graduada pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), mestre e doutora pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), com pós-graduação em terapia de casal e família pelo The Family Institute, da Northwestern University, em Illinois, Estados Unidos, e especialização em psicoterapia dinâmica breve pelo IPq-FMUSP (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas); Elisângela Barbosa, consultora especialista em assessoria para Recursos Humanos com ênfase em plano de cargos e salários, gestão por competências e performance e treinamentos; Fabiana Gutierrez, cofundadora de Carlotas, graduada em Ciências da Comunicação e Mídia pela ESPM (Escola de Propaganda e Marketing) e MBA pelo Insper, em São Paulo; Fernanda Guerra, advogada brasileira pioneira na abordagem de Contratos Conscientes e pós-graduada em neurociência e comportamento pela PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul); Heloísa Capelas, especialista em autoconhecimento e inteligência comportamental, assistente social, pós-graduada em administração com ênfase em Recursos Humanos, fundadora e diretora do Centro Hoffman, coach, master practitioner em PNL (Programação Neurolinguística) e terapeuta familiar; Jaqueline Bifano, psiquiatra infanto-juvenil, graduada em Medicina pela UFF (Universidade Federal Fluminense) especialista em psicoterapia pelo IP-UFRJ (Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro); Leonardo Morelli, psicólogo, mestre em psicologia pelo Centro Ericksoniano do México, na Cidade do México, e especialista em psicoterapia ericksoniana pela The Milton Erickison Foudation em Phoenix, Estados Unidos.

Fonte: UOL

Janeiro Branco vai abordar a saúde mental em meio à pandemia

Os meses de distanciamento social, dificuldades financeiras e de luto para muitas famílias afetaram a saúde. A campanha Janeiro Branco, promovida pelo Núcleo de Psicologia da Acim, pretende abordar as questões mais relevantes neste cenário e oferecer orientação.

2020 não foi um ano fácil para ninguém. Pior ainda para quem perdeu um familiar para a Covid-19, perdeu o emprego, sofreu com a distância forçada de amigos e parentes.

Todos enfrentaram níveis diferentes de ansiedade, medo, frustração e dor.

Mas 2021 começa com apoio. É a campanha Janeiro Branco promovida pelo Núcleo de Psicologia da Acim, Associação Comercial e Empresarial de Maringá.

Nas redes sociais, psicólogos que integram o grupo vão oferecer informação, orientação sobre como prevenir, identificar e buscar ajuda para tratar doenças relacionadas à saúde mental.

O objetivo é debater o tema tanto em relação ao ambiente de trabalho, como em casa e na escola, ou no ambiente virtual em que os colegas de classe se encontram.

A campanha vai informar os caminhos para quem precisa de ajuda.

 

Por que ser gentil com as outras pessoas pode fazer você viver mais

Os jornais começaram a escrever sobre Betty Lowe quando ela tinha 96 anos. Apesar de já ter passado da idade de se aposentar, ela ainda era voluntária em um café no Salford Royal Hospital, no Reino Unido, servindo café, lavando pratos e conversando com pacientes.

Lowe fez então 100 anos. “Ainda é voluntária no hospital”, diziam as manchetes. Quando completou 102 anos, a notícia se repetiu: “Continua trabalhando como voluntária”. O mesmo aconteceu quando ela completou 104 anos. Inclusive aos 106, Lowe trabalhava no café uma vez por semana, apesar da visão fraca.

Lowe disse aos repórteres que a entrevistaram que o motivo pelo qual ela continuou trabalhando no café por tanto tempo, quando a maioria das pessoas teria decidido ficar de pernas para o ar, foi porque ela acreditava que o voluntariado a mantinha saudável. E ela provavelmente estava certa.

A ciência revela que comportamentos altruístas — de voluntariado formal a doações monetárias e atos aleatórios de gentileza diária — promovem o bem-estar e a longevidade.

Estudos mostram, por exemplo, que o voluntariado está correlacionado a um risco 24% menor de morte prematura — quase o mesmo que comer seis ou mais porções de frutas, legumes e verduras por dia, de acordo com algumas pesquisas.

Além disso, quem faz trabalho voluntário apresenta um risco menor de alto índice de glicose no sangue e um risco menor de níveis de inflamação relacionados a doenças cardíacas. Também passa 38% menos noites em hospitais do que as pessoas que evitam se engajar em atos de caridade.

E esses impactos positivos do voluntariado na saúde parecem ser encontrados em todos os cantos do mundo — da Espanha e Egito à Uganda e Jamaica, de acordo com um estudo baseado em dados do instituto Gallup World Poll.

É claro que pode ser que as pessoas que estejam com a saúde melhor sejam mais propensas a começar a se voluntariar. Se você está sofrendo de artrite severa, por exemplo, é provável que não se ofereça para trabalhar distribuindo sopa a moradores de rua.

“Há pesquisas que sugerem que as pessoas com saúde melhor são mais propensas a se voluntariar, mas como os cientistas estão bem cientes disso, controlamos isso estatisticamente em nossos estudos”, explica Sara Konrath, psicóloga e pesquisadora de filantropia da Universidade de Indiana, nos EUA.

Mesmo quando os cientistas removem os efeitos da saúde pré-existente, os impactos do voluntariado no bem-estar ainda permanecem fortes. Além disso, vários experimentos de laboratório randomizados revelam os mecanismos biológicos pelos quais ajudar os outros pode beneficiar nossa saúde.

Em um desses experimentos, alunos do ensino médio no Canadá foram designados a dar aulas a crianças do ensino fundamental por dois meses ou colocados em uma lista de espera. Quatro meses depois, após o término das aulas, as diferenças entre os dois grupos de adolescentes eram claramente visíveis em seu sangue.

Em comparação com aqueles que estavam na lista de espera, os alunos que ofereceram monitoria ativamente às crianças mais novas apresentaram níveis mais baixos de colesterol, assim como marcadores inflamatórios mais baixos, como a interleucina 6 no sangue — que, além de ser um poderoso preditor de saúde cardiovascular, também desempenha um papel importante nas infecções virais.

É claro que, em tempos de pandemia, o voluntariado pode ser um desafio maior. No entanto, Konrath acredita que fazer isso online também pode trazer benefícios para a saúde, se a nossa motivação for realmente ajudar outras pessoas.

Ela também recomenda se voluntariar virtualmente com amigos, já que pesquisas mostram que o componente social do voluntariado é importante para o bem-estar.

Mas não são apenas os efeitos do voluntariado formal que aparecem no sangue — atos aleatórios de bondade também.

Em um estudo na Califórnia, participantes que foram designados a realizar atos simples de gentileza, como comprar café para um estranho, apresentaram menor atividade dos genes leucocitários relacionados à inflamação. Isso é bom, uma vez que a inflamação crônica tem sido associada a condições como artrite reumatoide, câncer, doenças cardíacas e diabetes.

E se você submeter as pessoas a um exame de ressonância magnética funcional, e dizer a elas para agir de forma altruísta, poderá ver mudanças em como seus cérebros reagem à dor. Em um experimento recente, voluntários tiveram que tomar várias decisões, incluindo se doavam dinheiro ou não, enquanto suas mãos eram submetidas a choques elétricos leves.

Os resultados foram claros: os cérebros daqueles que fizeram a doação se iluminaram menos em resposta à dor. E quanto mais eles consideravam suas ações como úteis, mais resistentes à dor eles se tornavam.

Da mesma forma, doar sangue parece doer menos do que a coleta de sangue para exame, embora no primeiro cenário a agulha possa ter o dobro da espessura.

Há inúmeros outros exemplos dos efeitos positivos para a saúde de gentilezas e doações monetárias. Por exemplo, avós que tomam conta regularmente dos netos apresentam um risco de morte até 37% menor do que aqueles que não prestam esses cuidados.

Isso tem um efeito maior do que pode ser alcançado com exercícios físicos regulares, de acordo com estudos de meta-análise. Isso pressupõe que os avós não estão assumindo o lugar dos pais completamente (embora, reconhecidamente, cuidar dos netos muitas vezes envolva muita atividade física, especialmente no caso de bebês).

Por outro lado, gastar dinheiro com os outros, e não apenas em benefício próprio, pode levar a uma melhor audição, a um sono de mais qualidade e à redução da pressão arterial, com efeitos tão significativos quanto iniciar uma nova medicação para hipertensão.

Para Tristen Inagaki, neurocientista da San Diego State University, nos EUA, não há nada de surpreendente no fato de que a gentileza e o altruísmo devem impactar nosso bem-estar físico.

“Os seres humanos são extremamente sociais, temos uma saúde melhor quando estamos interconectados, e parte de estarmos interconectados é doar”, diz ela.

Inagaki estuda nosso sistema do cuidado — uma rede de regiões do cérebro ligadas tanto a comportamentos de ajuda ao próximo quanto à saúde. Esse sistema provavelmente evoluiu para facilitar a criação de nossos bebês, incomumente indefesos para os padrões dos mamíferos, e mais tarde provavelmente foi cooptado para ajudar outras pessoas também.

Parte do sistema é composto por regiões de recompensa do cérebro, como a área septal e o corpo estriado ventral — os mesmos que se iluminam quando você ganha um prêmio na máquina de caça-níqueis.

Ao conectar a maternidade/paternidade ao sistema de recompensa, a natureza tentou garantir que não fugíssemos de nossos bebês carentes e aos berros. Estudos de neuroimagem feitos por Inagaki e seus colegas mostram que essas áreas do cérebro também se iluminam quando damos apoio a outros entes queridos.

Além de tornar o cuidado gratificante, a evolução também o associou à redução do estresse. Quando agimos com gentileza, ou simplesmente refletimos sobre gentilezas que fizemos no passado, a atividade do centro do medo do nosso cérebro, a amígdala, diminui. Novamente, isso pode estar relacionado à criação de filhos.

Pode parecer contraintuitivo que cuidar de crianças reduza o estresse — pergunte a qualquer pessoa que acabou de ser pai ou mãe, e eles provavelmente vão te dizer que cuidar de bebês não é exatamente uma ida ao spa.

Mas uma pesquisa revela que quando os animais ouvem o choro de filhotes da mesma espécie, a atividade de suas amígdalas se acalma, e a mesma coisa acontece com pais e mães quando mostram a eles a foto de seu próprio filho.

Inagaki explica que a atividade do centro do medo do cérebro precisa diminuir se quisermos ser realmente úteis aos outros.

“Se você estivesse completamente sobrecarregado pelo estresse deles, provavelmente não conseguiria nem sequer abordá-los para ajudar em primeiro lugar”, diz ela.

Tudo isso tem consequências diretas para a saúde. O sistema de cuidado — a amígdala e as áreas de recompensa — está ligado ao nosso sistema nervoso simpático, que atua na regulação da pressão arterial e na resposta inflamatória, explica Inagaki. É por isso que praticar o cuidado com o próximo pode melhorar sua saúde cardiovascular e ajudá-lo a viver mais.

Descobriu-se que adolescentes que doam seu tempo apresentam níveis mais baixos de dois marcadores de inflamação: interleucina 6 e proteína C reativa. Ambos estiveram envolvidos em desfechos graves de pacientes infectados com covid-19.

Isso levanta a perspectiva tentadora de que, durante a pandemia, ajudar os necessitados pode ser particularmente poderoso, não simplesmente como uma forma de melhorar nosso humor durante o lockdown.

Ainda não foi realizada uma pesquisa para avaliar até que ponto o voluntariado poderia ter um efeito protetor contra a covid-19, e qualquer coisa que aumente seu contato com outras pessoas que possam ser portadoras do vírus aumentaria potencialmente o risco de ser infectado.

E se, no entanto, a doação não for algo natural para você?

A empatia, uma qualidade fortemente ligada a comportamentos de voluntariado e doação, é altamente hereditária — cerca de um terço de nossa empatia depende de nossos genes. Porém, Konrath diz que isso não significa que as pessoas nascidas com baixo grau de empatia estejam condenadas.

“Também nascemos com potencial atlético diferente, é mais fácil para alguns de nós ganhar massa muscular do que para outros. Mas todos nós temos músculos, e todos nós, se fizermos alguns exercícios, vamos criar músculos”, afirma.

“Não importa por onde a gente comece, e as pesquisas mostram isso, todos nós podemos melhorar em empatia.”

Algumas intervenções não levam mais do que alguns segundos. Por exemplo, você pode tentar olhar o mundo sob a perspectiva de outra pessoa, se colocando realmente no lugar dela, por um ou dois momentos do dia. Ou pode praticar a meditação mindfulness (atenção plena) e da bondade amorosa. Cuidar de animais de estimação e ler livros carregados de emoção, um passatempo perfeito para o lockdown, também funcionam bem para aumentar a empatia.

Durante os primeiros seis meses de 2020, os britânicos doaram 800 milhões de libras a mais para instituições de caridade do que no mesmo período de 2019, e estatísticas semelhantes chegam de outros países. Quase metade dos americanos verificou recentemente como seus vizinhos idosos ou doentes estavam.

Na Alemanha, a crise do coronavírus aproximou as pessoas — enquanto, em fevereiro de 2020, 41% diziam que as pessoas não se importavam com as outras, esse percentual caiu para apenas 19% no início do verão.

E há ainda as histórias de gentileza em meio à pandemia — como americanos e australianos deixando ursinhos de pelúcia em suas janelas para animar as crianças. E a florista francesa, Murielle Marcenac, que colocou 400 buquês de flores nos carros de funcionários de um hospital na cidade de Perpignan.

Pesquisas sugerem que essas gentilezas não apenas aquecem nossos corações, mas também podem nos ajudar a permanecer saudáveis ​​por mais tempo.

“Há realmente algo no ato de apenas focar nos outros às vezes, que faz muito bem para você”, diz Inagaki.

Com isso em mente, todos nós poderíamos certamente reservar um pouco de tempo para praticar momentos de gentileza nos próximos meses.

Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Future.

Fonte: BBC News Brasil
Texto: Marta Zaraska

5 maneiras de melhorar sua saúde mental em 2021

Sob a sombra da pandemia, o ano de 2021 começa de maneira difícil: situação política complicada, crimes de ódio recorrentes, riscos ambientais. Isso somado a problemas pessoais como pressão na vida profissional, problemas de saúde, relações familiares complicadas, mudanças de vida. A lista pode ir longe, e é por conta desses fatores que os casos relacionados a doenças mentais e psicológicas têm ficado cada vez mais frequentes e melhorar sua saúde mental tem se tornado cada vez mais urgente.

Foi dai que surgiram campanhas como a do Janeiro Branco, considerado o mês da prevenção e cuidado da saúde mental no Brasil. Atualmente, os transtornos mentais são a terceira maior causa de afastamento no trabalho gerando a solicitação de 43,3 mil auxílios-doença de acordo com o último levantamento da Secretaria da Previdência feito em 2017.

Não é de admirar que muitos de nós estejam ansiosos ou deprimidos.

Mas nem tudo está perdido. A terapia é essencial para casos desse tipo, mas existem algumas práticas, cientificamente validadas, que podem ajudar a melhorar sua saúde mental. Já que a mente e o corpo estão entrelaçados – esses comportamentos também podem ajudar a melhorar sua saúde geral. Veja lista sugerida pela CNN:
Pratique o otimismo para melhorar sua saúde mental

Os estudos são positivos: olhar para o lado positivo da vida é realmente bom para você. Os otimistas têm uma chance 35% menor de sofrer um ataque cardíaco ou derrame, são mais propensos a comer uma dieta saudável e se exercitar regularmente, têm sistemas imunológicos mais fortes; e até vivem mais.

É claro: ser otimista não significa que você deve ignorar todos os estresses rotineiros. É impossível! Mas ser otimista significa principalmente que, quando coisas ruins acontecem, você não precisa se culpar desnecessariamente. Se você enfrentar um desafio ou obstáculo, é mais provável que o veja como temporário ou até positivo, permitindo que você aprenda e cresça.

Os otimistas também acreditam que têm controle sobre seu destino e podem criar oportunidades para que boas coisas aconteçam. Não se considera um otimista natural? Não se preocupe. A ciência mostrou que você pode treinar seu cérebro para ser mais positivo.

“Há pesquisas que indicam que o otimismo pode realmente ser aprimorado ou nutrido através de certos tipos de treinamento”, disse o neurocientista Richard Davidson, fundador e diretor do Center for Healthy Minds.

De acordo com uma meta-análise de estudos existentes, o uso da técnica “Melhor possível” é uma das maneiras mais eficazes de aumentar seu otimismo. É baseado em exercícios que pedem que você se imagine com todos os seus problemas resolvidos em um futuro em que todos os objetivos da sua vida foram alcançados. Em um estudo, as pessoas que fizeram isso por apenas 15 minutos por semana durante um período de oito semanas se tornaram mais positivas e permaneceram assim por quase seis meses. O que você tem a perder?

Comece o voluntariado

Estudos têm demonstrado que colocar o bem-estar dos outros antes do nosso, sem esperar nada em troca (ser altruísta), estimula os centros de recompensa do cérebro. Essas substâncias químicas positivas inundam nosso sistema, produzindo uma espécie de “ajuda quimica”. Também existem benefícios físicos: estudos mostram que o voluntariado minimiza o estresse e melhora a depressão. Pode reduzir o risco de comprometimento cognitivo. Além de poder até nos ajudar a viver mais tempo.

Mesmo se você tiver pouco tempo para oferecer, apenas o ato de se solidarizar demonstrou melhorar nossa saúde, possivelmente reduzindo nosso senso de dor. Um novo estudo descobriu que as pessoas que disseram que doariam dinheiro para ajudar os órfãos eram menos sensíveis a um choque elétrico do que aquelas que se recusaram a dar. Além disso, quanto mais pessoas úteis pensavam que sua doação seria, menos dor elas sentiam.
Seja grato

Ouvimos muito sobre os benefícios da gratidão na última década, e isso é apoiado pela ciência: contar nossas “bênçãos” nos protege contra a ansiedade e a depressão e aumenta o otimismo. Precisa de mais provas? Os alunos do ensino médio que praticavam exercícios de gratidão tiveram menos problemas de comportamento.

Uma das melhores maneiras de fazer da gratidão parte da sua vida, dizem os especialistas, é manter um diário. Antes de ir para a cama, anote qualquer experiência positiva que você teve naquele dia, por menor que seja.

Você também pode fazer isso por meio da prática de mindfullness (atenção plena) ou também por meio de uma auto-regulação proposital da atenção para permanecer no momento presente. Um dos exercícios favoritos de atenção plena de Davidson cultiva gratidão.

“Simplesmente para lembrar as pessoas que estão em nossas vidas das quais recebemos algum tipo de ajuda”, Davidson disse à CNN. “Lembre-os e aprecie o cuidado e apoio ou o que quer que essas pessoas tenham prestado.” Se você fizer isso por um minuto todas as manhãs e noites, ele acrescentou, esse sentimento de apreciação pode se expandir para os outros em sua vida, aumentando o otimismo e melhorando sua saúde mental.

Reforçar as conexões sociais pode melhorar sua saúde mental

“As pessoas que são mais socialmente conectadas à família, aos amigos e à comunidade são mais felizes, são fisicamente mais saudáveis ​​e vivem mais do que as pessoas que são menos bem conectadas”, disse o psiquiatra de Harvard Robert Waldinger em sua palestra popular no TEDx.

A prova disso vem do Harvard Study of Adult Development, que acompanhou 724 homens de Boston por mais de 75 anos e depois começou a analisar mais de 2.000 pessoas, filhos e esposas desses homens.

“A mensagem mais clara que recebemos deste estudo de 75 anos é a seguinte: bons relacionamentos nos mantêm mais felizes e saudáveis. Ponto final”, disse Waldinger.

E você não precisa estar em um relacionamento comprometido ou ter muitos amigos para obter esse benefício. Em vez disso, é a qualidade do relacionamento que importa, ele disse.

“Casamentos de alto conflito, por exemplo, sem muito carinho, acabam prejudicando nossa saúde, talvez sendo pior do que se divorciar”, disse Waldinger. “E viver no meio de bons e calorosos relacionamentos é protetor.”
Encontre seu objetivo

Encontrar um senso de propósito contribui muito para o bem-estar e uma vida mais longa e feliz, disseram especialistas à CNN.

O psicólogo da Universidade da Pensilvânia, Martin Seligman, que co-fundou o campo da psicologia positiva, diz que um senso de propósito virá de fazer parte de algo maior que nós mesmos. Ele aponta a religião, a família e as causas sociais como formas de aumentar o significado em nossas vidas.

Em seu livro de referência, “Felicidade: lições de uma nova ciência”, ele diz que as práticas espirituais podem variar da meditação à psicologia positiva e à terapia cognitiva. “Se o seu único dever é conseguir o melhor para si, a vida se torna estressante e solitária demais – você está preparado para fracassar. Em vez disso, precisa sentir que existe para algo maior, e esse próprio pensamento tira algumas das a pressão.”

Fonte: Istoé