Cuidadores também precisam zelar por um sono de qualidade

Há técnicas que podem ajudar a criar um ambiente propício ao descanso

Os pesquisadores já provaram que dormir tem um papel crucial para a saúde do ser humano. Quem dorme mal, ou seja, horas a menos do que deveria ou tem um sono de má qualidade – às vezes, as duas coisas – apresenta mais riscos de doença cardíaca, diabetes, pressão alta e derrame. Como dormir mantém o equilíbrio dos hormônios relacionados ao apetite, quem não prega o olho acaba sentindo mais fome, o que pode levar à obesidade. Não para por aí, porque o sono é fundamental para o bom funcionamento do cérebro. Este blog já tratou do tema sob a perspectiva dos idosos, mas como resolver o problema dos cuidadores, sempre sobrecarregados?

Há algumas técnicas que podem ajudar a criar um ambiente propício ao descanso. A primeira providência é limitar ao máximo a entrada de luz no quarto: feche as cortinas, apague todas as luzes e, se possível, use uma máscara. O barulho impede que o cérebro desligue, portanto nada de TV, nem ficar conferindo mensagens ou postagens em redes sociais, que também afetam o escurinho necessário para relaxar. A temperatura ideal seria algo em torno de 20 graus. Tudo isso vai ajudar a “limpar” o pensamento da lista de tarefas do dia seguinte. O quase permanente estado de alerta provocado pela preocupação com o idoso pode ser suavizado com o uso de babás eletrônicas: o equipamento que monitora bebês funciona para qualquer faixa etária.

çúcar e cafeína são inimigos do sono, por isso fique longe deles, mas há alimentos ricos em melatonina que podem ajudar, como grãos integrais (presentes numa fatia de pão, por exemplo), aveia, nozes, uva, banana, laticínios ou chá de camomila. O desgaste físico e mental de quem cuida de um idoso é grande, mas lembre-se de se exercitar, nem que seja usando as escadas em vez do elevador, ou circulando pela casa quando está ao telefone.

O site DailyCaring sugere uma técnica utilizada pelas Forças Armadas norte-americanas. O método é ensinado aos militares para que consigam dormir em condições adversas e se compõe de seis etapas:

1) Depois de colocar o telefone no modo silencioso e apenas a luz da cabeceira acesa, sente-se na beira da cama.

2) Relaxe os músculos faciais. Primeiro retese o rosto, aperte os olhos, estique a pele. Em seguida, deixe a musculatura facial afrouxar normalmente.

3) Com os braços soltos ao longo do corpo, sinta a gravidade puxar seus ombros para o chão. Depois balance os braços, um de cada vez.

4) Enquanto isso, inspire e expire, acompanhando o som da sua respiração. Em cada movimento, relaxe o peito e também deixe a gravidade fazer suas coxas e pernas pesarem.

5) Quando estiver mais solto/a e relaxado/a, tente limpar a mente por dez segundos. Foque em como seu corpo está amolecido, sem se fixar em nenhum pensamento.

6) Por último, visualize um desses cenários: você pode estar deitado/a numa canoa, num lago bem calmo, debaixo de um céu azul; ou numa rede que balança suavemente num quarto escuro. Se tiver dificuldades com a visualização, repita o mantra: “não pense, não pense, não pense” por dez segundos.

Todo o processo leva cerca de dois minutos. Depois de cumprir as etapas, deite-se e apague a luz e, se tudo der certo, você estará dormindo em poucos minutos.

Fonte: Bem-Estar

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