Como manter a saúde mental durante a quarentena

As pandemias são frequentemente marcadas por incerteza, confusão e senso de urgência. Por isso, é comum que nos sintamos estressados, preocupados, com medo e ansiosos. Tudo isso afeta de maneira significativa o bem-estar e a saúde mental e, por esta razão isso, é fundamental estabelecer estratégias que auxiliem o equilíbrio emocional.

Entre as principais, a psicóloga Marcelle Maia destaca algumas. “Converse com pessoas em quem você confia, mantenha um estilo de vida saudável (incluindo uma dieta adequada, sono e atividades físicas) e não use o cigarro, medicações, bebidas alcoólicas ou outras drogas para lidar com suas emoções”, destaca.

Além destas ações, ela pondera que é preciso evitar o excesso de informações e buscá-las sempre a partir de fontes confiáveis, evitar pensamentos negativos ou pessimistas e, caso se sinta sobrecarregado, conversar com um psicólogo, profissional de saúde ou pessoa confiável em sua comunidade.

Mas o que fazer quando se está completamente só fisicamente? Segundo a especialista, é preciso entender que a solidão não significa abandono, mas pode produzir tristeza em excesso e potencializar sintomas depressivos. Por isso, utilizar a tecnologia disponível para manter-se conectado com a vida e as pessoas que se ama é uma excelente estratégia.

“Una-se aos seus familiares e amigos, promovendo boas conversas por meio de videochamadas, telefonemas ou mensagens. Lembre-se de que você tem condições de se fazer presente ainda que esteja fisicamente longe ou separado de seu grupo social”, reforça.

E quando se mora com outras pessoas, o que pode ser feito para qualificar o convívio? Durante o período de isolamento, o mal-estar psicológico pode se instalar, comprometendo nossa capacidade de adaptação e reação ao estresse do confinamento, produzindo respostas fisiológicas e emocionais que podem impactar nosso sistema imunológico e a condição de equilíbrio mental para o enfrentamento de situações adversas.

Com o nível de estresse elevado, além da ansiedade e tristeza, é essencial manter a calma, demonstrar empatia e perceber a emoção do outro. Conseguir controlar os impulsos ajuda a evitar brigas. “Tente expressar sua opinião de forma tranquila. É importante também reservar algum tempo para que cada pessoa faça algo sozinha. Estar confinado não significa ter que passar todo o tempo juntos e, quando isso ocorrer, cultive o relacionamento com atividades prazerosas para ambos”, recomenda Marcelle.

Como envolver os idosos e as crianças na luta contra o coronavírus? Os adultos mais velhos, especialmente aqueles em isolamento e com declínio cognitivo/demência, podem ficar mais ansiosos, zangados, estressados, agitados, retraídos ou excessivamente desconfiados enquanto durar a quarentena.

“Desta forma, é essencial fornecer apoio emocional a eles com o suporte familiar e de profissionais de saúde mental. Compartilhe fatos simples sobre o que está acontecendo e forneça informações claras sobre como reduzir o risco de infecção em palavras fáceis de entender”, orienta.

Da mesma forma, é essencial explicar às crianças sobre a pandemia e seus riscos, incentivando a escuta ativa e uma atitude de compreensão. “As crianças podem responder a uma situação difícil ou perturbadora de diferentes maneiras: apegar-se a cuidadores, sentindo-se ansiosas, afastando-se, sentindo-se irritadas ou agitadas, tendo pesadelos, urinando na cama, apresentando mudanças frequentes de humor etc. É importante estar atento a esses sinais e incluí-las nas conversas, fazer atividades juntos, e oferecer muito carinho para gerar uma sensação de conforto e segurança”, finaliza.

 

Fonte: Hospital Santa Lúcia

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