Saiba como a postura pode influenciar seu humor

Pouco movimento e posições erradas podem nos deixar mais abatidos

Preste atenção no seu corpo. Você está lendo este texto de costas curvadas, ombros caídos, deitado na cama, coluna inclinada? Tais posturas não apenas refletem desânimo, mas podem ser a origem de abatimentos.

Estudo realizado em 2012 pela San Francisco State University, nos Estados Unidos, concluiu que a forma como andamos ou sentamos está diretamente ligada a nosso ânimo. Os pesquisadores reuniram um grupo de 110 jovens e pediram que eles andassem, por alguns minutos, com os ombros para frente, e, depois, com as costas retas. Questionados sobre como se sentiam após a experiência, os participantes relataram ter ficado mais descontentes e com menos energia ao andar com as costas curvadas, mas que melhoraram de humor ao mudarem a postura.

A descoberta reforça a ideia de que o modo como a pessoa “carrega” seu corpo influencia diretamente sobre a saúde e a qualidade de vida.

– A má postura deprime e, neste caso, com facilidade pode levar ao estresse, à contratura e, por fim, à dor – explica o ortopedista e traumatologista Carlos Alberto Macedo, professor na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Funcionamento dos órgãos

Fisicamente, a má postura interfere no funcionamento dos órgãos, impedindo que a “engrenagem” do corpo trabalhe 100%. Para começar, a postura ereta permite uma respiração mais profunda, que faz com que todas as partes do corpo sejam oxigenadas. Sentar ereto e relaxado expande o peito, de forma que a pessoa absorva mais fôlego, aumentando a energia e o foco.

– No momento em que você tem uma curvatura na coluna, não está oxigenando partes dos seus órgãos. A energia circula pelo sangue rico em oxigênio. A falta de circulação de energia traz a tensão – explica a terapeuta corporal Mariane Sabosa.

Sentar ou caminhar de forma torta afeta até mesmo a posição de órgãos internos, abrindo caminho para algumas doenças. Se você projeta seu ombro para frente e curva a coluna, o que caracteriza uma cifose (ou corcunda), alguns órgãos serão “esmagados” e não vão funcionar como devem.

– São situações mais extremas, mas, por exemplo, as deformidades torácicas e as da coluna determinam pressões e compressões nos pulmões. Cifoses muito acentuadas diminuem a ventilação pulmonar, e um sujeito que expande menos o pulmão tem mais chance de contrair uma pneumonia – afirma Carlos Alberto Macedo.

Por isso, segundo o médico, ao melhorar a postura, você corrige coisas que nem sabe que estavam lhe prejudicando ou que precisavam ser melhoradas. Inclusive o humor.

 

Fonte: Zero Hora

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Efeitos do barulho no dia a dia

Quase todos nós evitamos os instantes de pausa. Os mais jovens, vítimas da ansiedade, fogem deles apavorados. O barulho, seja mental, visual ou acústico, só aumenta.

Enfrentar o silêncio não é fácil. Que dirá encontrá-lo. E ainda menos em meio a essa cacofonia em que a vida hiperconectada se transformou. Por isso a história de Erling Kagge, um homem em permanente procura pelo silêncio, nos deixa sem palavras. O editor, escritor, advogado e explorador norueguês, de 55 anos, decidiu em 1992 radicalizar sua exploração da quietude. Ele se mudou à Antártida, supostamente o local mais silencioso do planeta, para enfrentar o vazio. E rumou em direção ao sul. Durante 50 dias conviveu somente com o ruído de suas pisadas sobre o gelo. Abandonou no avião que o levou ao Polo Sul as pilhas do rádio que o recomendaram levar, queria ficar completamente só. Caminhou, um dia após o outro, em meio a uma paisagem branca e vazia, aparentemente plana. Ele se envolveu no (suposto) nada, enfrentou o (grande) silêncio.

Diz que a experiência teve seus momentos difíceis, que chegou a chorar de frio, mas que sentiu que se fundia com a natureza, que seu corpo passava a fazer parte do ar, do sol, do frio. Afirma que hoje em dia vivemos instalados em uma permanente fuga do silêncio. E o fazemos para fugir de nós mesmos. Fechamos tudo com barulho. Somente enfrentando o silêncio (e sem chegar a experiências tão extremas como a sua) conseguiremos nos conhecer. É a chave, afirma, a uma existência plena.

Existimos em meio ao barulho. Acústico, visual, mental. Muita informação fervendo simultaneamente e chegando por vários canais. Estamos permanentemente ocupados, sempre procurando algo a fazer. Com listas de coisas pendentes. Com o rádio ligado quando chega um pouquinho de silêncio. Com a música tocando, a tevê ligada, mesmo que ninguém esteja vendo; enfurnados em nosso celular, artefato que dá a incerta promessa de nos afastar do vazio. Tudo para não enfrentarmos a vertigem da ausência de som, a aversão produzida por uma interrupção, por menor que seja, desse zumbido constante que nos acompanha no dia a dia, o da vida moderna, o que existe e que, com entusiasmo e disposição irrefletida, alimentamos. Medo do silêncio.

O barulho que nos cerca aumenta. Cada vez somos mais e todos carregamos um celular no bolso. Já existem mais linhas de celular do que pessoas no planeta – 7,8 bilhões de cartões SIM para 7,6 bilhões de pessoas, de acordo com o relatório Mobile Economy da GSMA, a associação que organiza o Mobile World Congress de Barcelona. O catálogo de barulhinhos, silvos e melodias de baixa frequência se une à sinfonia das já consagradas linhas musicais dos comércios, os rugidos e buzinas do trânsito, os alarmes…

Em meio a essa paisagem dissonante emergem vozes suaves, pausadas, como a de Erling Kagge, que pedem um passo atrás, um reencontro com o silêncio. Livros como Solidão, de Michael Harris; análises como Ensaios sobre o Silêncio, de Marcela Labraña; filmes silenciosos e que prestam homenagem à quietude, como o recém-estreado 100 dias de Solidão.

Nossa aversão à falta de barulho não é coisa nova. Pascal já falava sobre isso no século XVII: “Tudo o que acontece de ruim aos homens vem de uma só coisa, a saber, não serem capazes de ficar quietos em um quarto”. O filósofo e matemático francês afirmou que todos nós vivemos, de certa forma, atormentados pelo momento presente. O desassossego é algo natural, procurar algo a fazer, apagar o silêncio da inatividade, evitar esse vazio, é humano. Mas nossa fuga à frente foi além com o passar do tempo; até alcançar limites que convidam a uma reflexão.

Kagge afirma que o caos é o estado natural do cérebro. E que através do silêncio é possível acalmá-lo. Em conversa por telefone dos escritórios de sua editora em Oslo, o editor norueguês relata que um dos motivos que o levou a escrever O Silêncio na Era do Barulho, livro em que conta suas experiências e reflexões, foi ver como suas três filhas, de 13, 16 e 19 anos, eram incapazes de suportá-lo. “Os adolescentes não sabem o que é o silêncio, precisam de barulho constante ao seu redor, distrações permanentes”.

Vivem em um carrossel de emoções carregadas de expectativas e frustrações, o tempo todo. “Muitos dos problemas de nossa sociedade têm sua origem no barulho”, afirma. “É só ver a indústria dos aplicativos: Snapchat, Instagram, Facebook, Twitter… Todo o barulho que causam só faz com que a vida das pessoas seja mais difícil; fazem com que as pessoas se sintam mais sozinhas, mais inquietas, mais frustradas, que pensem que sua vida é triste. E tudo isso é baseado nessa necessidade de barulho”.

Grande parte da experiência dos mais jovens, hoje em dia, é medida pela tecnologia. Eles convivem com a referência sistemática e instantânea do que os outros fazem. Esses dois fenômenos preocupam muito o professor David Harley, psicólogo que estuda o silêncio, especializado na interação entre humanos e computadores. “As pesquisas mostram que muitos jovens experimentam medo e ansiedade quando desconectam de suas redes; quando, por exemplo, seu telefone fica sem bateria e não há wi-fi”, explica da Universidade de Brighton, onde leciona.

Harley, que há seis anos organiza sessões silenciosas com os alunos para que descubram o poder do silêncio, considera que precisamos muito da calma e do silêncio. “A prova é o estado da saúde mental dos jovens, que obedece, em grande parte, às dinâmicas causadas pela tecnologia”, afirma. “Essas dinâmicas de competitividade, de produtividade são fonte de ansiedade”, diz. “A tecnologia introduz a produtividade e a eficiência nas relações sociais”. Não só entre os jovens, obviamente.

A possibilidade de se conectar com qualquer um, a qualquer momento, em qualquer lugar do mundo, e o fato de que tudo deve ocorrer imediatamente causou uma espécie de compressão da noção do tempo. “O silêncio”, diz Harley, “é o antídoto contra essa compressão do tempo”.

O escritor Pablo D’Ors possui uma linha de pensamento semelhante. Escreveu Biografia do Silêncio, livro que vendeu mais de 120.000 exemplares e no qual reflete sobre nosso “vertiginoso” modo de vida para oferecer a meditação como ferramenta paliativa. “O celular é o que causa mais barulho”, afirma em seu silencioso apartamento no bairro de Tetuán, Madri. “É o grande símbolo de nossa sociedade, a grande ficção de estarmos conectados, a forma de esconder nossa solidão”.

D’Ors, que além de escritor é um padre católico pouco convencional, admirador declarado de Buda, afirma que 99% das mensagens enviadas pelo WhatsApp não tem nenhum conteúdo (“são puros inputs de autoafirmação pessoal, por isso fazem tanto sucesso”). Puro barulho. Que é preciso somar ao das redes sociais, infladas de pretensos “amigos” – “a amizade não é outra coisa do que a intimidade com o outro”, diz D’Ors – que, de tanto compartilhar (o que?), não fazem (fazemos) outra coisa a não ser acrescentar decibéis à cacofonia.

O pensador e teólogo que medita todos os dias uma hora pela manhã e meia hora de noite estima que nosso medo ao silêncio se reflete no fato de que somos incapazes de estar atentos. “Pulamos de uma mensagem a outra, já não somos capazes de ler dois parágrafos seguidos, vivemos em uma total dispersão”. Para detê-la, precisamos do silêncio, poderoso instrumento que ajuda a deter o caos em que, cada vez mais, vivem nossos cérebros.

O silêncio é capaz de nos transformar, afirmam seus defensores. Somente quando se experimenta sua força a pessoa se dá conta dele. Serve para serenar a mente e é necessário para ser criativo: as melhores ideias vêm quando desconectamos, quando estamos em silêncio. Erling Kagge conta em seu livro o caso de Mark Juncosa, uma das mentes por trás do SpaceX, o megaprojeto aeroespacial do magnata Elon Musk. Juncosa confessa que, em seus extenuantes dias de trabalho, só consegue desconectar do barulho do mundo em quatro contextos: quando faz exercício, surf, na privada e no chuveiro. “É aí que aparecem as melhores soluções.

O editor norueguês descreve o próprio Elon Musk, com quem teve vários encontros, como um homem que venera o silêncio, que frequentemente o utiliza para estimular sua mente. O intrépido visionário gosta de ouvir. E costuma insertar silêncios na conversa. “Antes de falar, fica alguns segundos pensando”, explica Kagge. “É quando você vê que sua mente está trabalhando”. Em silêncio.

Frequentemente, as palavras sobram. O pensador francês David Le Breton define o silêncio por oposição ao barulho e ao excesso de falatório. E nisso concorda com Ludwig Wittgenstein, que começou a refletir sobre a questão como reação à conversa que escutava nos salões da burguesia decadente da Viena do começo do século XX. “Do que não se pode falar, é preciso calar”, escreveu o influente filósofo austríaco no Tractatus Logico-Philosophicus, a única obra que publicou em vida.

Le Breton argumenta em Silêncio: Aproximações que a dissolução e inflação mediática causaram um barulho insuportável diante do qual a reivindicação do silêncio se transforma em um ato de galhardia contracultural. Ele o defende como antídoto contra esse vazio conformista que se dissolve no barulho incessante de meios e redes.

Diante da proliferação de agressões externas as quais a pessoa hiperconectada se vê exposta, o silêncio, tão frequentemente retratado como incômodo, aparece como um fenômeno dotado de propriedades calmantes, curativas, até como algo, simplesmente, fascinante.

As sessões silenciosas que o professor Harley organiza na Universidade de Brighton começaram como parte de sua pesquisa. O fato de não existir uma grande tradição científica no campo do silêncio sempre chamou a atenção do psicólogo britânico, de 50 anos. A psicologia, ao que parece, com o perdão da boutade, também tem medo do silêncio.

Sua proposta inicial consistia em compartilhar semanalmente, em grupo, 20 minutos de silêncio em uma sala para, no final, conversar sobre a experiência. Após um ano, as pessoas já pediam só a sessões silenciosas, pulavam a conversa. Por volta de 50 pessoas continuam comparecendo, intermitentemente, ao encontro. Uns praticam meditação, outros mindfulness (atenção plena), alguns deitam no chão, outros olham pela janela… Harley conta que é curioso como as hierarquias entre colegas desaparecem quando se compartilha o silêncio.

“No âmbito pragmático, o silêncio me permite aterrissar, prestar atenção, me dá uma certa distância em relação aos imperativos da mente”, explica Harley. “Ainda que só por cinco ou dez minutos, ajuda a ver as coisas com maior perspectiva. E pode ser muito útil em um dia de trabalho. Frequentemente nos vemos arrastados por essa necessidade de ser produtivos e, possivelmente, não somos tão criativos, nos dedicando a perseguir objetivos que não são essenciais e frutíferos”. Perdidos no barulho.

David Harley afirma que essa necessidade de rumor contínuo que criamos responde a algo genético. Não é algo que nasce conosco, o aprendemos. “Esquecemos o valor do silêncio”.

Erling Kagge defende que podemos encontrá-lo a qualquer momento, em qualquer lugar, e que a questão é sermos conscientes e aproveitá-lo quando aparece diante de nossos narizes. O editor norueguês “cria” seus silêncios ao subir uma escada, ao arrumar um armário e concentrando-se na respiração. “A riqueza potencial de ser uma ilha para nós mesmos”, escreve, “devemos levá-la sempre dentro de nós”.

Talvez devêssemos tomar consciência da necessidade do silêncio para ajudar a construí-lo. É hora de dar o silêncio como resposta.

FUGIR DO BARULHO
JOSEBA ELOLA

O barulho, no sentido mais literal da questão, é um problema muito mais grave do que pensamos. É no que acredita Julio Díaz, pesquisador que publicou 40 trabalhos científicos que demonstram que a poluição sonora é tão prejudicial quanto a atmosférica. “O barulho é um autêntico agressor”, afirma o doutor em Física, chefe do Departamento de Epidemiologia da Escola Nacional de Saúde da Faculdade de Saúde Carlos III. “Quem o sofre sente que é atacado. E o organismo precisa repelir esse ataque”. De acordo com seus estudos, o barulho debilita o sistema imunológico. É um exacerbador de doenças como o Parkinson, a demência e a esclerose múltipla. Aumenta a mortalidade por “causas respiratórias, cardiovasculares e diabetes”. Em dias com picos de barulho na cidade, diz, os partos prematuros aumentam.

A necessidade de escapar do barulho é um fato. Alguns apostam nos retiros. Organizados ou pessoais. Outros, como José Díaz, transformam a experiência em uma aventura. Em 2015, decidiu se retirar a sua cabana no parque natural de Redes (Astúrias) durante 100 dias. Em completo isolamento. Relata sua vivência no documentário 100 Dias de Solidão.

Díaz confessa que há tempos precisa escapar de seu trabalho no setor da construção para descomprimir. Todas as semanas se refugia por dois dias na cabana, localizada próxima à nascente do rio Nalón. “Por ter mais contato com a natureza, sou muito sensível aos barulhos da cidade”, afirma em conversa por telefone, “me incomodam mais do que aos outros”.

O silêncio vai abrindo passagem, pouco a pouco. No Reino Unido são organizadas reuniões de leitura silenciosa, refeições silenciosas, encontros silenciosos. Cresce a oferta de destinos turísticos que vendem o silêncio como seu maior tesouro, como um luxo. Porque, de fato, o é. É muito mais difícil de se conseguir em uma casa à beira de uma avenida do que em um condomínio residencial fora da cidade. O silêncio, um luxo.

Fonte: El País

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Ter bons relacionamentos é importante para a saúde física e mental

A ciência já sabe que chave da longevidade envolve uma combinação de bons genes com hábitos como exercício físico, alimentação saudável, zero tabagismo e consumo controlado de álcool. Mas um novo componente tem conquistado espaço nessa equação: o cultivo de laços sociais. Construir relacionamentos de qualidade é bom não só para a saúde mental, mas também física. É o chamado “efeito aldeia”: ter amigos, família e vizinhos por perto é, além de prazeroso, ótimo para a saúde.

O conceito foi proposto pela psicóloga canadense Susan Pinker no livro The Village Effect: How Face-to-Face Contact Can Make Us Healthier and Happier (O efeito aldeia: como o contato presencial pode nos deixar mais saudáveis e felizes, em tradução livre), publicado em 2014. A pesquisadora viajou a uma das cinco zonas azuis (comunidades com grande número de centenários) espalhadas pelo mundo — mais especificamente, na ilha da Sardenha, na Itália, onde há 10 vezes mais idosos com mais de cem anos do que a média da América do Norte. Ela descobriu que a população era extremamente unida e que os velhinhos desfrutavam de posição de prestígio. Hoje, ela advoga para que cultivemos mais intimidade com as pessoas.

— A interação protege mais a saúde do que perder peso ou parar de fumar. Há milhares de estudos mostrando a importância de fazer exercícios para a longevidade, mas é mais importante não estar sozinho — argumentou Susan, em entrevista por e-mail.

Para você colocar a teoria do “efeito aldeia” em prática, separamos oito dicas para você se conectar mais. Confira:

1 — Se sua rotina é atribulada, foque em almoços: o intervalo para comer é obrigatório mesmo, então, por que não fazê-lo com alguém que você não vê há um tempo?

2 — Não troque o encontro ao vivo pela interação digital.

3 — Faça uma lista de pessoas que você quer ver regularmente. O encontro não precisa exigir grande preparação nem durar horas a fio. Se você ficaria uma hora na rua esperando um compromisso, que tal aproveitar para um café com um amigo?

4 — Cultive relacionamentos no trabalho. Estudos mostram que quem tem amigos na empresa é mais realizado profissionalmente e, inclusive, rende mais. Invista no cafezinho na cozinha da firma.

5 — Deixe o celular no bolso enquanto você está com alguém. O cérebro presta menos atenção na conversa se existe a possibilidade de você mudar o foco para uma notificação de aplicativo. Com isso, o engajamento e a empatia são menores.

6 — Foque em atividades de lazer de acordo com seus interesses. Clubes de leitura, grupos de corrida, voluntariado e reuniões para debate são boas formas de conectar-se a um propósito comum ao lado de outros.

7 — Seja um bom ouvinte. Escute o problema do outro e não o compare com o seu. Cada um sente a dor de uma forma peculiar, que tem sua importância. Se o ouvinte diz que enfrenta um obstáculo, não responda “Pelo menos você tem…”. Invista em: “Como isso te incomoda?”. Às vezes, o importante não é ouvir uma resposta, só falar já ajuda.

8 — Foque em refeições em família. Para crianças, é um bom momento de incrementar o vocabulário.


Fontes: Mental Health America e Mayo Clinic

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A linda falsa vida que muitos sentem a necessidade de mostrar

Há pessoas tão preocupadas em se mostrar bem e agradar, que acabam se perdendo de si mesmas. São tantos que vivem iludidos por espelhos de pequenas ilusões e escondidos atrás de cortinas de grandes mentiras, que com o passar do tempo, perdem a noção da realidade: já não conseguem viver sendo verdadeiros. E existe uma cobrança coletiva por baixo disso. Somos cobrados pelo sucesso alheio e incentivados a sermos iguais. Mal sabemos que, em algumas situações, por detrás de uma foto postada, quase sempre há máscaras. Quase sempre há pessoas com a alma ferida tentando se mostrar fortalecidas. Quando a pessoa se deixa seduzir pelas tentações de ego e de vaidade, acaba entregando a vida para uma viagem só de ida. Só na tela. Tentar competir com o mundo é a melhor e mais rápida maneira de ser derrotado.

Existe um enquadramento entre as redes sociais e sua fábrica de ilusões. Parece absurdo, mas, na maioria das vezes, só postamos aquilo que queremos que os outros vejam. Postamos aquilo que queremos ser (e muitas vezes não somos). A verdade nem sempre é mostrada. Poses e mais poses, filtros e mais filtros para se chegar na foto perfeita. Quantas são as vezes que, em busca de aprovação de outras pessoas, pintamos um quadro totalmente disforme da realidade. Nem sempre é o que parece, vemos pessoas que estão prestes a cair num precipício, mas querem que todos pensem o contrário. A busca doentia por “likes” transforma fulanos e fulanas em reféns de suas próprias mentiras. A postagem dos outros se torna uma provocação e é preciso se mostrar melhor. Mudar a aparência não é mais suficiente, é preciso fingir outra vida.

Na verdade, há casos em que a diferença de aparência entre a pessoa real e a pessoa mostrada na tela do computador é tão grande que, em grande parte das vezes, é algo inacreditável. São figuras distintas, quase que irreconhecíveis quando colocadas lado a lado. A sociedade se reconfigura quando se projeta uma imagem vitoriosa. Há uma aceitação maior. Há uma glorificação da figura do ser bonito, rico e perfeito. E não se enquadrar nisso é dolorido para pessoas (em sua maioria) com a autoestima abalada demais ou elevada demais. Umas de um lado, outras de outro. Paradoxos difíceis de compreender. Um sonho de consumo que faz muitos se sentirem inseguros e tristes. Um sonho de consumo que faz muitos se mostrarem alegres e bem-sucedidos. Um sonho de ser além do que as outras pessoas comuns aparentemente são. Os perfis são tão perfeitos, as pessoas tão alegres, as fotos tão bonitas, as comidas tão gostosas, as selfies mais incríveis, as festas mais chiques, os amigos tão sorridentes, as famílias tão impecáveis, empregos poderosos, romances maravilhosos, viagens inesquecíveis, as roupas mais caras: A melhor vida possível!Depois desse prazer dos diversos likes, essas ações viciam e tendem a se repetir. Quando tudo isso é verdadeiro e realmente vivemos e temos essa vida, é bom demais expor as conquistas, ostentar sucesso e trabalhar o marketing pessoal, pode fazer parte, saudavelmente, do dia a dia do vaidoso, quando é sem muitos exageros, melhor ainda. O perigo é quando muita parte do que é exibido não é real, é montado, disfarçado, é fake. Existe o risco de ser descoberto e o castelo cair. O prazer pode virar dor, a luxuria pode virar amargura, aplausos viram vaias, beleza vira vergonha e sorrisos viram choro.

É complicado pensar que atualmente os níveis de felicidade, realização e sucesso das pessoas são calculados pelo número de likes e coraçãozinhos em seu perfil. Cliques esses, muitas vezes feitos por pessoas que nem se conhecem. Fica mais difícil saber que isso também nos atinge. Essa falsa prosperidade que encontramos na vida dos outros, nós tentamos concretizar na vida da gente também e nem sempre conseguimos. A vida não nos cobra perfeição, mas a sociedade sim, os amigos sim, a família sim e, com isso, projetamos uma imagem de vencedor para agradar. Esse limite entre o real e o virtual, nos traz para uma reflexão sobre o que fazemos e o quanto ficamos invejosos sobre o que os outros fazem melhor do que nós. É como se a felicidade interior só tivesse alguma serventia se as outras pessoas vissem e curtissem. Como se a felicidade alheia fosse algo para incitar inveja.

Muitas vezes a gente se sente assim, não sendo suficiente. Sentimos inveja.Sentimos que não chegamos lá. Mas não queremos assumir e não pretendemos nos esconder. Mas, se você precisa mudar seu jeito e esconder suas verdades para caber no mundo, saiba que jamais nada disso o deixaria mais feliz. E nem mais aceito. E nem mais bonito ou bem-sucedido. Quando você se mostra grande em cima de algo que você não construiu, a queda é certa e sua pequenez será exposta algum dia. Não existe quem não precise de melhorias, sempre deve haver uma inspiração que nos guie aos acertos, mas é preciso repelir os erros, é preciso aceitar quem somos. Se a gente tiver um coração do bem, ele se abrirá e criará espaço para receber energia positiva. Somente um coração cheio de alegria e verdades pode fazer uma alma repleta de felicidade. A alma é que deve se mostrar feliz e não aquela foto maquiada da rede social. Só por isso já vale a pena a gente lutar para se mostrar como é. Não deixe que as vaidades te impeçam de andar somente pelos caminhos da verdade. Somente a verdade deve ser mostrada, mesmo que ela não te enobreça, mesmo que ela não te cresça, mesmo que ela não te coloque em palanques e palcos, não te traga prêmios e palmas. Mas, entenda que só ela importa. Só ela é nobre. Só ela interessa. A imagem verdadeira é a única coisa que a gente deve ter de melhor e mais belo a se mostrar.

Fonte: Contioutra

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Transtornos alimentares: cinco sinais para ficar alerta

Já se olhou no espelho e quis mudar alguma coisa? Mas quando a busca pela boa forma se torna um problema? A procura pelo corpo ideal pode causar consequências sérias para a saúde e contribuir para que transtornos alimentares apareçam.

Pelo menos 1% da população mundial sofre com transtornos alimentares. No Brasil, 30% das mulheres apresentam sofrimento em relação à aparência e buscam ajuda.

A psicanalista Joana Novaes, que é especialista em transtornos alimentares, elaborou um questionário que pode ajudar a identificar os indícios. Se você responder sim para a maioria das perguntas, é preciso buscar orientação médica.

1 – Sente que o seu estômago está sempre cheio e isto lhe causa incômodos?

2 – Vive preocupada porque acha que tem que controlar tudo o que come?

3 – Perdeu nos últimos 3 meses mais de 10% do seu peso corporal?

4 – Sente-se gorda mesmo depois dos outros dizerem que está muito magra?

5 – Diria que a comida controla a sua vida? Use como parâmetro pensar no que vai comer mais de 5 vezes por dia, bem como os malefícios que essa comida pode lhe causar, além de estratégias para se livrar das calorias adquiridas ou simplesmente burlar as refeições e a fome.

Fonte: G1

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Piauí terá palestras sobre a importância do sono para a saúde

Em março é comemorado o Dia Mundial do Sono. Trata-se de um esforço global para aumentar o conhecimento da população sobre os inúmeros problemas de sono que acometem toda a população e são frequentemente negligenciados ou simplesmente desconhecidos.

A Associação Brasileira do Sono organiza anualmente a Semana do Sono, que ocorre do dia 13/03 a 19/03 em todo o território nacional. O tema deste ano é: “Respeite seu sono e siga seu ritmo”. No Piauí, três eventos devem marcar a semana: um em Picos e dois em Teresina.

O objetivo é divulgar para toda a população informações importantes, novidades e últimas pesquisas que poderiam ser úteis para o sono de todos.

Em Picos, na próxima quarta-feira (14) o professor do curso de Medicina da Universidade Federal do Piauí, campus Picos, vai ministrar uma palestra sobre “Sono e Desempenho Acadêmico”, às 16h no auditório Severo Eulálio, no Campus Senador Helvídio Nunes de Barros/UFPI.

Já em Teresina, no sábado (17) das 8h às 12h30 haverá várias palestras sobre o tema no Hospital São Marcos e a tarde no Parque Potycabana, das 14h às 17h. Todos os eventos são gratuitos e abertos à população em geral.

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Nomofobia: quando o uso de tecnologias vira doença

Pequeno, funcional, companheiro durante o dia e, muitas vezes, a noite. Para alguns, quase uma parte do próprio corpo. “Competir” com o celular por atenção durante uma conversa é uma situação cada vez mais comum. O adversário é forte. É comum perceber que está falando sozinho enquanto a pessoa com quem você conversa mexe no celular, ou estar em casa ao lado da família, resolvendo questões do trabalho pelo whatsapp. Apesar dos benefícios da tecnologia, o uso exacerbado dos aparelhos de internet móvel pode resultar em problemas físicos, sociais e emocionais. Em casos extremos, a dependência digital é considerada uma patologia: a nomofobia.

“Esse termo vem do inglês, significa o medo de ficar sem o acesso a telefonia móvel, que vem preocupando sobremaneira todas as áreas de pesquisa clínica, médica, educacional. Porque o celular é um aparelho que está disponível 24 horas por dia e o acesso financeiro é bem maior agora”, explica Sylvia van Enck, psicóloga do Núcleo de Dependências Tecnológicas e de Internet do Programa Ambulatorial Integrado dos Transtornos do Impulso (PRO-AMITI) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Quando uma pessoa tem prejuízos nos relacionamentos e na saúde, além de deixar de atender aos compromissos do dia a dia para ficar conectado, de acordo com os especialistas, é sinal de que o uso abusivo dos meios digitais chegou a um “nível exagerado”.

“Há uma preocupação em manter o aparelho disponível o tempo todo. A pessoa começa a ficar muito preocupada com o nível da bateria, se está ou não sem o carregador, se está em lugar sem o sinal do wifi… Outro aspecto é quando ela começa a sentir que está recebendo mensagens, pensa que curtiram algo dela ou postaram algo e precisa verificar o tempo tudo. Muitas vezes, não é”, descreve, sobre a “vibração fantasma”.

Marina Simas de Lima, mestre em psicologia clínica e terapeuta de casal e família, analisa a mudança “na forma de estar na vida” com a utilização exacerbada dos meios digitais. “Algumas pessoas que usam muito o celular não vivem mais. Tudo está no celular. Quando mandam consertar ou algo do tipo parece que tira um pedaço da pessoa. Uma sensação de descontrole, de que está perdendo coisas, de que não tem controle do que tá acontecendo no mundo. Tem gente que passa mal, sua frio. A tecnologia mudou demais a forma de existir”, considera uma das fundadoras do Instituto do Casal, com sede em São Paulo.

Pela convivência saudável

EFEITOS. Fique atento às consequências físicas (privação de sono, dores na coluna, no punho ou no braço, problemas de visão) e psicológicas (ansiedade, angústia, depressão) devido ao uso das tecnologias PRODUTIVIDADE. Verifique se o desempenho acadêmico ou profissional e as relações com família e amigos estão sendo prejudicados pelo uso de redes sociais, jogos e outras atividades digitais ENCONTROS. Prefira uma vida social real à virtual. Esteja realmente presente nos momentos com família, amigos e colegas de trabalho em detrimento do celular. Nessas ocasiões, coloque o celular no silencioso e dê atenção às pessoas CRÍTICAS. Esteja atento ao que família e amigos comentam a respeito da rotina de uso do aparelho OCUPAÇÃO. Dedique tempo para outras coisas, fazer atividades físicas, hobbies, família, amigos, outras atividades que não sejam na internet. Pratique exercícios físicos regularmente. PAUSA. Crie intervalos regulares durante o uso das tecnologias para fazer alongamentos no corpo. Fonte: Sites Instituto Delete e Dependência de Internet e entrevistas com os especialistas citados nas matérias

Fonte: O Povo Online

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15 distúrbios do sono mais comuns do mundo

Distúrbios do sono são problemas de diferentes origens que afetam a nossa capacidade de dormir adequadamente e que podem afetar negativamente a saúde do nosso corpo e mente.

Segundo Luciana Palombini, médica membro da Associação Brasileira do Sono(ABS), o sono é o estado no qual o corpo descansa para que funcione bem durante a vigília (isto é, quando estamos acordados). “É durante o sono que importantes funções do corpo são realizadas, por isso ele é tão essencial”, explica a especialista.

Quando não dormimos direito ou por um número de horas adequado, é comum surgirem sintomas como cansaço, sonolência excessiva durante o dia, irritabilidade e até problemas de memória.

No longo prazo, porém, o sono deficiente pode levar ao desenvolvimento de doenças e a disfunções do organismo, podendo comprometer muitas vezes nosso sistema cardiovascular e modificar o funcionamento do nosso metabolismo.

Mas você sabe quais são os distúrbios do sono mais comuns que existem? Abaixo, nós listamos os principais. Confira!

15 distúrbios do sono mais comuns

1. Apneia do sono

A apneia do sono é a condição na qual a pessoa apresenta paradas respiratórias durante o sono, causadas por uma diminuição no espaço da faringe (tubo pelo qual entra o ar que respiramos).

Geralmente, quem tem este problema não tem consciência disso, pois as paradas ocorrem durante o sono e não necessariamente são capazes de fazer o indivíduo despertar.

A apneia do sono é muito frequente em quem ronca e pode levar a uma série de consequências, entre elas a sonolência ou cansaço durante o dia, falta de energia, irritabilidade e dificuldade de concentração

Como o sobrepeso também é um fator de risco para o distúrbio, o tratamento muitas vezes inclui a perda de peso. O paciente também é orientado a evitar o consumo de bebidas alcoólicas e a fazer tratamentos para problemas nasais e usar aparelhos específicos que o ajudem a respirar durante a noite.

2. Bruxismo

O bruxismo é o apertamento ou ranger dos dentes que costuma ocorrer durante o sono, mas que também pode acontecer durante o dia. É associado a problemas articulares (problemas na articulação temporo-mandibular) e é mais frequentemente associada a estresse e ansiedade.

Pode levar ao desgaste dos dentes, a dores na região da mandíbula ou a dores de cabeça. O tratamento inclui o uso de uma placa dentária, controle do estresse e, quando necessário, o uso de medicamentos específicos também.

3. Distúrbio de comportamento do sono REM

É quando ocorrem movimentos agressivos e violentos durante o sono REM. Esses movimentos acontecem porque, neste distúrbio, existe um defeito no mecanismo natural que permite a inibição muscular.

Acontece geralmente em homens de meia idade e pode ser associado a um aumento do risco de doenças neurodegenerativas ao longo doas anos. O tratamento é feito à base do uso de medicações específicas.

4. Enurese noturna

A enurese noturna pode ser definida como uma micção involuntária durante o sono, pelo menos duas vezes por semana, em uma idade na qual o controle da urina normalmente está presente.

Este tipo de doença do sono pode ocorrer tanto por fatores genéticos quanto por motivações psicológicas, atraso no desenvolvimento do mecanismo fisiológico responsável pela micção, redução da capacidade funcional da bexiga, anormalidades no trato urinário ou na produção noturna do hormônio antidiurético e até dificuldades para despertar e ir ao banheiro.

A partir dos 5 anos de idade para as meninas e 6 anos para os meninos, é considerado anormal que ocorra enurese mais que duas vezes por mês. O tratamento pode incluir terapia comportamental, alarme noturno ou uso de medicações.

5. Insônia

A insônia é um dos distúrbios do sono mais comuns que existem. Ela consiste na dificuldade em dormir ou em manter o sono, mesmo sob todas as condições adequadas.

Quando persiste por mais de três meses, em três ou mais noites por semana e com conseqüências durante o dia, como cansaço, sonolência, mau humor, a insônia passa a ser considerada um distúrbio e deve ser avaliada e tratada.

Muitos acreditam que o tratamento muitas vezes inclui o uso de medicamentos que ajudam a pegar no sono, mas na realidade isso é apenas um paliativo. A terapia mais eficaz consiste em mudanças de hábitos para favorecer o sono nos horários mais adequados.

6. Narcolepsia

A narcolepsia ocorre quando há uma alteração da regulação da fase de sono REM (a fase dos sonhos intensos, cujo nome vem de “Rapid-Eye-Movement”, ou “movimento rápido dos olhos” em português).

Nela, a pessoa costuma pegar no sono repentinamente e em diversas ocasiões, como numa mesa de bar ou durante o expediente no trabalho.

É uma doença muito rara, porém, na maioria das vezes não é reconhecida e pode levar a consequências desastrosas. Isso porque na narcolepsia é comum que a pessoa sinta sintomas como sonolência excessiva, paralisia do sono e alucinações hipnagógicas (a pessoa vê imagens de sonho quando está acordada).

Ocorre também a chamada cataplexia (perda da força muscular decorrente de emoções mais fortes, principalmente gargalhada) e ataques incontroláveis de sono durante o dia. O tratamento é feito com uso de medicações específicas, devidamente prescritas por um especialista.

7. Paralisia do sono

É a perda temporária da capacidade de movimentar os músculos. Embora esteja consciente, a pessoa fica impossibilitada de se movimentar e falar.

Durante uma crise de paralisia do sono, é possível perceber as coisas ocorrendo ao redor, mas os músculos do corpo não são capazes de responder aos comandos do cérebro.

Este problema pode ser desencadeado na narcolepsia, mas também por estresse, ansiedade e falta de sono. Pode ser uma experiência bastante assustadora, mas tem tratamento.

8. Ronco

O famoso “ronco” nada mais é do que o ruído característico que surge da garganta durante o sono. Ele acontece quando existe uma diminuição do espaço pelo qual o ar passa.

As causas do ronco são semelhantes às da apneia do sono, e o tratamento muitas vezes envolve as mesmas medidas adotadas para a apneia: perda de peso, uso de aparelhos e mudanças de hábitos, como dormir de lado ou de bruços.

9. Sexomnia

É uma parassonia sexual, na qual o indivíduo apresenta comportamentos sexuais inadequados durante o sono. A pessoa não lembra no dia seguinte e muitas vezes gera um estresse na companheira(o).

O tratamento para a sexomnia é feito com uso de medicamentos voltados especialmente para tratar esta doença.

10. Síndrome da cabeça explosiva

É quando a pessoa acorda com a sensação de que a cabeça está explodindo. O distúrbio consiste em ouvir barulhos como trovões, explosões, fogos, batidas de portas e tiros.

Algumas pessoas, porém, têm até distúrbios visuais, como clarões repentinos. Normalmente, ocorre ao dormir ou logo ao acordar. É causada por estresse ou fadiga.

Pode ter alívio com uso de medicamentos, incluindo um tipo de antidepressivo. Evitar a cafeína antes de dormir e aprender técnicas de relaxamento podem ajudar a lidar com a síndrome da cabeça explosiva.

11. Síndrome das pernas inquietas

A síndrome das pernas inquietas, como o próprio nome diz, é uma doença em que a pessoa sente uma vontade incontrolável de mexer as pernas involuntariamente.

A pessoa sente um desconforto enorme que só é aliviado quando ela começa a movimentar as pernas, ou quando recente uma massagem e/ou aplicação de calor no local.

Pode ser associada a doenças médicas, à gravidez, deficiência de ferro e, eventualmente, pode nem ao menos ter alguma causa aparente.

O tratamento envolve medidas comportamentais, evitando álcool, tabagismo e mantendo exercícios físicos regulares. Muitas vezes, um médico especialista em sono pode indicar o uso de medicamentos específicos para combater esse desejo de mexer as pernas.

12. Síndrome do sono insuficiente

É quando o indivíduo voluntariamente dorme menos do que precisa e acaba apresentando muita sonolência durante o dia, levando a tirar pequenos cochilos enquanto tenta desempenhar atividades comuns do dia a dia.

Fora isso, além da sonolência diurna excessiva, é comum que as pessoas que sofram da síndrome do sono insuficiente também apresentem irritabilidade, dificuldade de concentração e problemas de memória.

Com o passar do tempo, se não houver tratamento adequado, a doença pode prejudicar a saúde como um todo e aumentar as chances de problemas cardiovasculares e metabólicos.

Estima-se que 5% da população brasileira apresente este problema.

13. Sonambulismo

Faz parte das parassonias, que são a classe de comportamentos inadequados durante o sono. O sonambulismo acontece devido a uma ativação de partes do cérebro em momentos inadequados, principalmente quando a pessoa está dormindo.

Existe uma tendência familiar genética para o sonambulismo, mas o problema também pode ser desencadeado por diferentes fatores, como períodos de estresse e de sono irregular.

É frequente em crianças, mas também podem ocorrer em adultos. Nos pequenos, também pode ser desencadeado por febre. Da mesma forma, problemas respiratórios durante a noite, como a apneia do sono, também podem desencadear o sonambulismo.

O tratamento envolve evitar os fatores desencadeantes, e, eventualmente, o uso de medicamentos também. Medidas de segurança devem ser tomadas, como tirar objetos pontiagudos do quarto e tapar as janelas, a fim de evitar acidentes.

14. Terror noturno

Também faz parte das parassonias. Porém, o terror noturno é mais dramático e geralmente ocorre em crianças.

Ele geralmente é caracterizado por gritos e períodos de muita agitação. Por isso, o tratamento também envolve principalmente a terapia comportamental.

Em geral, o terror noturno desaparece com o crescimento da criança e não requer uso de medicações. Fatores emocionais devem sempre ser investigados e tratados adequadamente.

15. Transtorno alimentar noturno

Também é uma parassonia, na qual a pessoa se alimenta durante o sono e não lembra disso no dia seguinte. Pode levar à perturbação do sono e ao aumento de peso. O tratamento também pode envolver o uso de medicações.

Fonte: Ativosaude.com

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Tem insônia? Saiba o que comer quando o sono não vem

Já adiantamos que chocolate, café, refrigerante e chá-verde têm substâncias excitantes e devem ser consumidos com cautela.

Quando o assunto é dificuldade para dormir, o que não comer às vezes importa mais do que o que comer. Chocolate, café, refrigerante e chá-verde, por terem substâncias excitantes, deixam você contando carneirinhos, e eles completam uma maratona na sua mente sem que você pregue o olho.

“Dietas muitos restritivas em carboidrato também favorecem noites em claro”, avisa Laís Murta. Mas existe uma lista de alimentos que dão day off para os bichinhos e garantem um bom descanso. Saiba quais são eles:

Soja orgânica
Se você passou dos 40, talvez tenha percebido algumas mudanças no sono. A isoflavona do grão é uma aliada das mulheres no climatério (pré-menopausa), que, por causa da queda nos níveis dos hormônios, não dormem muito bem.

Vários estudos já comprovaram esse poder – o mais recente, publicado na revista Nutrition, mostrou: as voluntárias que consumiam duas ou mais porções diárias de soja apresentavam uma probabilidade duas vezes maior de dormir as tão sonhadas oito horas por noite do que as que rejeitavam o grão.

Kiwi, cereja, ameixa
Fonte de melatonina, são frutas que funcionam como um sedativo natural – reserve-as especialmente para a noite. Laís sugere bater 1/2 kiwi com 1 punhado de cerejas congeladas.

Leguminosas
São facilmente digeridas, além de ótimas opções de proteína vegetal e, por isso, perfeitas para substituir a carne no jantar. Consuma grão-de-bico, lentilha ou ervilha (1 concha média) ou, ainda, tofu orgânico (1 fatia fina) e cogumelos (1 xícara/chá).

Fonte: Boaforma

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Quer pegar no sono mais rápido? Adote esse hábito.

Pesquisadores da Universidade Baylor, nos Estados Unidos, tem uma sugestão para ajudar o sono a chegar mais cedo: reservar cinco minutos para escrever as coisas que deseja fazer nos próximos dias.

 

Você tem o hábito de ficar rodando e rodando na cama até pregar os olhos de vez? Pois pesquisadores da Universidade Baylor, nos Estados Unidos, tem uma sugestão para ajudar o sono a chegar mais cedo: reservar cinco minutos para escrever as coisas que deseja fazer nos próximos dias.

Em comunicado ao site da universidade, Michael Scullin, principal autor da pesquisa, comentou que, hoje, essa lista de tarefas só cresce – e aquilo que deixamos de realizar tende a nos causar preocupação justamente quando colocamos a cabeça no travesseiro. Por isso, ele quis checar se o ato de escrever essas informações (em vez de só pensar nelas) poderia amenizar a dificuldade de dormir.

Para a experiência, o cientista e sua equipe recrutaram 57 universitários para passar uma noite no laboratório da faculdade. Enquanto uma parte foi incentivada a escrever tudo aquilo que devia se lembrar de fazer nos próximos dias, a outra turma anotava as tarefas que havia completado nos dias anteriores.

Os especialistas esperavam um dos dois resultados: registrar sobre o futuro poderia aumentar a ansiedade em relação às tarefas não concluídas e, assim, prejudicar o sono, ou essa atividade ajudaria a descarregar tais pensamentos, facilitando o descanso.

Bem, os dados mostraram que a segunda hipótese prevaleceu. Quem botou no papel os planos para o futuro conseguiu dormir, em média, 9 minutos mais cedo, um valor considerado significativo pelos estudiosos.

 

Fonte: R7

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