Delírios de consumo de Becky Bloom e a compra compulsiva

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Filme trata do transtorno de impulso explicitado nas compras descontroladas

“Os Delírios de Consumo de Becky Bloom” é um filme de 2009 inspirado no livro homônimo escrito pela britânica Sophie Kinsella. Apesar de não ser recente, o filme torna-se bastante atual por sua abordagem bem humorada sobre o consumismo.

O filme conta a história de Rebecca Bloomwood, uma jornalista consumista que está afogada em dívidas, mas ainda sim continua comprando mesmo estando desempregada e endividada com o banco, com os seus doze cartões de crédito e até com sua melhor amiga. Para tentar sanar suas dívidas, Becky consegue um emprego em uma revista de economia onde assina uma coluna com dicas de controle de finanças camuflando seu próprio fracasso financeiro, entretanto ela vê o emprego como uma oportunidade já que seu sonho profissional é trabalhar em uma renomada revista de moda da mesma editora.

Apesar da abordagem leve o filme mostra como as compras compulsivas de Becky afeta não apenas a sua situação financeira como também as suas relações sociais. E se repararmos bem, o tema não poderia ser mais atual.

O consumismo é apontado como uma consequência do sistema capitalista e em seus primórdios atuava como agente de segregação onde quem poderia pagar mais por determinado produto ou serviço tinha um status mais elevado diante da sociedade o que ainda continua perfeitamente embutido em nossa sociedade.

Hoje somos constantemente convencidos de que precisamos “ter” para “ser”. Para “sermos alguém” e aceitos dentro de nossos ciclos de convivência precisamos ter o último modelo daquele famoso celular, temos que ter aquela sandália caríssima que a blogueira usou essa semana, temos que trocar de carro todo ano, temos que viajar e uma infinidade de outras coisas que são, fazendo o uso de uma expressão do mundo da moda, o “must have” do momento.

Assim como na compulsão alimentar, da qual falamos na semana passada, o consumo compulsivo, que também é conhecido como oniomania, é uma válvula de escape para frustrações, uma compensação. Comprar compulsivamente é um transtorno do impulso que muitas vezes está associado a outros problemas, como depressão, ansiedade, transtorno afetivo bipolar, ciclotimia, baixa autoestima.

Entre algumas características do transtorno está a sensação de euforia e bem estar no ato da compra, gastos que superam os ganhos mensais, compra de artigos apenar para guarda-los entre outros, mas em seguida o sofrimento pelo ato da compra pode definir a compulsão. Assim como outros transtornos a oniomania deve ser tratada a fim de evitar não apenas a falência financeira do indivíduo como também danos irreparáveis a suas relações sociais. A busca por um profissional de saúde mental psicólogo e/ou psiquiatra se faz necessário.

Por Letícia Lustosa *
Edição Adriana Lemos – Jornalista e psicóloga

*Colaboração especial para o site da Cuidarte

A relação entre emoções e a comida

A alimentação tem também funções de nível subjetivo
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Vocês já repararam o quanto aquilo que ingerimos está ligado às nossas variações emocionais? Devorar um pacote de biscoito recheado compulsivamente, perder a fome por estar preocupado, ter ataques de gula e hiperfagia por estar triste são apenas algumas cenas, que nos sãos familiares e demostram essa relação.

O fato é que usamos a comida para nos punir e compensar, além dela ser o meio de nos nutrirmos de algo que falta em nós, que não é da funcionalidade do alimento em si, mas da ordem do subjetivo ou ainda podemos “vomitar” o que nos sufoca. Carência de afeto, culpa, ansiedade, revolta por não ser e/ou ter o que imaginariamente achamos que nos faria feliz.

Como qualquer ser humano, algumas vezes já me peguei compensando uma frustação ou outra na alimentação. Ainda bem que não tenho tendência a obesidade, mas me observo para não exagerar, sem falar que a idade chega e se quisermos ter qualidade de vida é necessário adotarmos alguns hábitos.

Não vejo problema nenhum em nos compensarmos, pois também vivemos para ter prazer e comer nos propicia isto. Não é disso que se trata esse bate-papo, entretanto é importante percebermos nossa relação com a comida, pois quando ela é inadequada pode nos levar a desenvolver transtornos alimentares, como obesidade, bulimia e a anorexia.

Todos esses transtornos podem tirar não só nossa saúde física, mas minam também o nosso emocional e a autoestima. Então aqui entra a psicologia para nos ajudar. Se estamos com problemas e não estamos conseguindo virar o jogo sozinho, vamos mudar isso com a ajuda de um profissional e fazer um novo começo, voltar a comer sem culpa, ficar de bem com o espelho e com nós mesmos.

Para alcançarmos isso o primeiro grande passo é querer e ter em mente que cada um de nós é responsável por essa virada. O psicólogo, no caso, vai te ajudar a encontrar o caminho, que passa pelo autoconhecimento, superação de questões emocionais e conflitos, motivação, acolhimento e escuta da sua individualidade. O resto da estrada é escolher caminhos que faça você mudar de hábitos e ter uma nova relação com a comida, mundo e com você mesmo.

Por Adriana Lemos
Jornalista e psicóloga

As máscaras que tiramos e usamos no carnaval

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Uma pequena reflexão sobre o período em que a maioria se norteia pelo princípio prazer

Oficialmente o carnaval só começa nesse sábado, 06 de fevereiro, mas em muitos lugares do país já é tempo de cair na folia. Todos sabem que a origem do carnaval remonta aos bacanais e festejos similares na Roma antiga e hoje é conhecida como a festa da carne. Alguns historiadores usam a expressão Carne Levare para falar da sua origem e ela quer dizer afastar a carne. Uma espécie de último momento de alegria e festejos profanos antes do período triste da quaresma, lembrado pela igreja católica.

O fato é que o carnaval, em linhas gerais, é uma época em que as pessoas deixam as máscaras sociais de trabalho, obrigações, preocupações, convenções e a racionalidade de lado, e incorporam fantasias e papéis regidos pela sensualidade e brincadeira. Assim o princípio do prazer norteia a maioria das pessoas nos quatro dias de festa popular.

Travestidos então numa fantasia e com a individualidade protegida de críticas e julgamentos, os foliões brincam de forma livre e despreocupada. As pessoas tendem a interagir entre si independentemente de cor, credo ou classe social. É um momento também de se fazer críticas por meio das fantasias sem medo de represália.

Esse comportamento livre e irreverente é ruim?! Não, pois é um momento de relax, de poder representar outros papéis, de extravasar, fazer críticas sociais e não se levar tão a sério. É uma válvula de escape para as pressões da vida. O problema reside nos excessos em nome única e exclusivamente do prazer.

Então evite excessos pelo seu bem-estar físico e psíquico futuros. E lembre-se que todo comportamento nosso traz consequência e estas podem ser desagradáveis. Além disso, é interessante refletir que somos nós os responsáveis pelos nossos atos, e não a festa ou outrem.

Aproveite o período de carnaval do lado de quem você quer bem, brinque, relaxe e revigore as energias para voltar à realidade na quarta-feira de cinzas com todo o gás para o resto do ano.

Em resumo, precisamos também de um pouco de fantasia, ela faz bem para nossa cabeça, mas por outro lado precisamos manter nossos pés no chão se não quisermos lamentar. Afinal, como diz a música, todo carnaval tem seu fim!

Bom feriado a todos e até o nosso próximo texto!

Adriana Lemos
Jornalista e Psicóloga

Sobre as lições do fracasso e como dar a volta por cima

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São com as perdas e dificuldades que nos preparamos para vencer

Semana passada saiu o resultado do Enem com aceno positivo para muitos, o que os credenciam ao acesso em centenas de universidades país a fora. A sensação de vencer essa etapa da vida é indescritível, e muito, muito boa. Entretanto há os que não conseguem e a tristeza os acompanha. Alguns se abatem profundamente, ficam com a autoestima abalada dificultando novas tentativas, já outros usam o fracasso para recomeçar. É sobre as lições do fracasso que tratamos nesse texto.

Para começar, vamos refletir sobre um ponto muito importante em nossas vidas. O de que o fracasso é parte do processo de aprender a vencer, pois são com as perdas e dificuldades que amadurecemos, revemos rotas, adequamos a bagagem e seguimos nossa viagem. No caso, rumo a concretização do objetivo de ingressar em uma universidade, nos tornarmos profissionais na área que escolhemos.

Então fica a dica de não desanimar aos que não conseguiram dessa vez. Para começar a vislumbrar um caminho claro até seu desejo, reflita sobre o fato de não se colocar pressões desnecessárias. Cobrança exagerada só traz sofrimento.

Existem gatilhos que nos enfraquecem e nos deixam vulneráveis a ter medo do fracasso e isso nos paralisa no sentido de seguirmos em frente. Vou citar três deles a seguir:

Ter expectativas irreais. Achar que na primeira ou primeiras tentativas é a única chance, assim você não enxerga outra possibilidade; Perfeccionismo. Ponha uma coisa na sua cabeça: ninguém é perfeito. E a gente não precisa ser perfeito, mas feliz; Baixa autoestima. Se achar incapaz é comum a todos nós seres humanos, mas isso nos leva ao medo de falhar e não ser aceito. Porém, reflita de novo, as expectativas que devem ser atendidas são as suas e não de outrem. Quando a gente se gosta a aprovação do outro é complemento, e não necessidade. A realidade é que cada um de nós é único e capaz de construir sua própria noção de sucesso e seu próprio caminho.

Então querido leitor, se você se identifica com o que estamos pontuando por aqui, reveja seu objetivo a partir de vários ângulos, se o curso que pretende é desejo seu ou de terceiros, se você de fato tem habilidades para a área escolhida; pondere que você não conseguiu dessa vez, mas tem o tempo a seu favor (quem está nessa fase da vida, via de regra, tem menos de 20 anos); não se compare com ninguém, você é outra subjetividade e única, teve outras oportunidades ou foi privada daquelas condições de quem logrou êxito dessa vez. Trabalhe com o que você tem no momento, assim refaça seus planos para a próxima seleção e execute.

Finalizo resumindo toques para você refletir, decidir e trilhar seu caminho:

1. Às vezes você falhará;
2. Não se culpe;
3. Veja o fracasso como um trampolim
4. Ninguém consegue ser bem sucedido o tempo todo
5. Use os benefícios do fracasso a seu favor
6. Acredite em si
7. Viva um dia de cada vez
8. Tenha uma atitude positiva diante da vida
9. Planeje
10. Trabalhe para realizar.

Por Adriana Lemos
Jornalista e Psicóloga

Samantha Sandy Rocha Carvalho

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Samantha Sandy Rocha Carvalho – CRP 21/02430. Atende crianças (a partir de 4 anos), adultos e idosos, em psicoterapia individual na Abordagem Centrada na Pessoa (ACP). Especializanda em Terapia Familiar e de Casal. Experiência com Orientação Profissional e Vocacional.

Receita de ano novo depende de você

Os passos para conquistar sonhos são planejamento e vontade de realizar.

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Receitas para realizar sonhos?
Comece onde você está
Use o que você tem
Faça o que você pode

Vi essa frase acima logo cedo na minha navegação pelas redes sociais e me ocorreu de escrever mais uma vez sobre planejamento de metas e como alcança-las. No início de cada ano é praxe renovarmos as esperanças em dias melhores e traçamos metas para o ciclo que se inicia. Isso subjetivamente é renovador, nos dá um gás, mas não basta sonhar para alcançarmos nossos desejos. Se apenas sonhamos e não pusermos em prática os meios para realizar as metas, é bem provável que no final do ano nos reste lamentações e frustração.

Então, assim como sugere a frase que abre esse texto, siga alguns passos em direção dos seus sonhos.

1. Comece de onde está, ou seja, não queira realizar os sonhos grandiosos antes dos mais próximos. Em outras palavras tenha metas realizáveis a curto, médio e longo prazo; só depois de conquistar os pequenos sonhos avance para os maiores e trabalhe para que aconteçam.

2. Use o que você têm. Podemos pegar esse trecho como trabalhe com o que você tem, não se lamente; tenha uma atitude positiva diante da vida. Faça da dificuldade a mola propulsora para chegar a sua meta. Aquilo que pensamos, transformamos em ação. Pense nisso, vibre o positivo e faça acontecer.

3. Faça o que você pode é realizar o que está a seu alcance hoje. Amanhã pode ser que você consiga ir além. A melhor coisa é ter a sensação de dever cumprido, de que fez o que era possível. Assim não sobra lugar pra culpa e lamentações

Então queira, se planeja, ponha no papel (organize-se), dê o seu melhor e alcance!

Um ano novo de muitas realizações a todos!

Por Adriana Lemos
Psicóloga e jornalista