Perdoar promove bem-estar

Quem não perdoa fica com uma ferida aberta, liberando o tempo todo hormônios do estresse que podem fazer mal para o coração.

Existem dois tipos de perdão, o racional e emocional. Estudos que mostram que quando a gente perdoa racionalmente – não vou mais pensar nisso, talvez eu estivesse errado – diminui um pouco a carda negativa, mas é o perdão emocional – abrir mão das sensações negativas – que traz o benefício real para o corpo. É melhor para a diminuição do estresse, cortisol, e com isso melhora a saúde do coração.

A capacidade de perdoar é muito requintada, e por isso precisa ser treinada, repetida como um mantra. Não perdoar pode deixar o sistema de alerta sempre ligado. A constante liberação de hormônios do estresse, como adrenalina e cortisol, no nosso corpo faz mal, atrapalha o sono, aumenta a pressão arterial, a frequência cardíaca e a glicemia.

Pedir perdão não é fácil. Perdoar também não. Quando perdoamos, o estresse associado ao ressentimento diminui a ponto de suas consequências serem notáveis fisicamente. Diversos estudos mostram redução da pressão arterial, da frequência cardíaca, da tensão muscular. Quem perdoa também experimenta maior relaxamento, mais bem-estar e sensação de controle.

O perdão aumenta oxitocina, hormônio do relacionamento. Melhora a imunidade e a sensação de bem-estar, aumenta a liberação de serotonina e dopamina, neurotransmissores que melhoram o humor.

Fonte : Bem Estar

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Efeitos do barulho no dia a dia

Quase todos nós evitamos os instantes de pausa. Os mais jovens, vítimas da ansiedade, fogem deles apavorados. O barulho, seja mental, visual ou acústico, só aumenta.

Enfrentar o silêncio não é fácil. Que dirá encontrá-lo. E ainda menos em meio a essa cacofonia em que a vida hiperconectada se transformou. Por isso a história de Erling Kagge, um homem em permanente procura pelo silêncio, nos deixa sem palavras. O editor, escritor, advogado e explorador norueguês, de 55 anos, decidiu em 1992 radicalizar sua exploração da quietude. Ele se mudou à Antártida, supostamente o local mais silencioso do planeta, para enfrentar o vazio. E rumou em direção ao sul. Durante 50 dias conviveu somente com o ruído de suas pisadas sobre o gelo. Abandonou no avião que o levou ao Polo Sul as pilhas do rádio que o recomendaram levar, queria ficar completamente só. Caminhou, um dia após o outro, em meio a uma paisagem branca e vazia, aparentemente plana. Ele se envolveu no (suposto) nada, enfrentou o (grande) silêncio.

Diz que a experiência teve seus momentos difíceis, que chegou a chorar de frio, mas que sentiu que se fundia com a natureza, que seu corpo passava a fazer parte do ar, do sol, do frio. Afirma que hoje em dia vivemos instalados em uma permanente fuga do silêncio. E o fazemos para fugir de nós mesmos. Fechamos tudo com barulho. Somente enfrentando o silêncio (e sem chegar a experiências tão extremas como a sua) conseguiremos nos conhecer. É a chave, afirma, a uma existência plena.

Existimos em meio ao barulho. Acústico, visual, mental. Muita informação fervendo simultaneamente e chegando por vários canais. Estamos permanentemente ocupados, sempre procurando algo a fazer. Com listas de coisas pendentes. Com o rádio ligado quando chega um pouquinho de silêncio. Com a música tocando, a tevê ligada, mesmo que ninguém esteja vendo; enfurnados em nosso celular, artefato que dá a incerta promessa de nos afastar do vazio. Tudo para não enfrentarmos a vertigem da ausência de som, a aversão produzida por uma interrupção, por menor que seja, desse zumbido constante que nos acompanha no dia a dia, o da vida moderna, o que existe e que, com entusiasmo e disposição irrefletida, alimentamos. Medo do silêncio.

O barulho que nos cerca aumenta. Cada vez somos mais e todos carregamos um celular no bolso. Já existem mais linhas de celular do que pessoas no planeta – 7,8 bilhões de cartões SIM para 7,6 bilhões de pessoas, de acordo com o relatório Mobile Economy da GSMA, a associação que organiza o Mobile World Congress de Barcelona. O catálogo de barulhinhos, silvos e melodias de baixa frequência se une à sinfonia das já consagradas linhas musicais dos comércios, os rugidos e buzinas do trânsito, os alarmes…

Em meio a essa paisagem dissonante emergem vozes suaves, pausadas, como a de Erling Kagge, que pedem um passo atrás, um reencontro com o silêncio. Livros como Solidão, de Michael Harris; análises como Ensaios sobre o Silêncio, de Marcela Labraña; filmes silenciosos e que prestam homenagem à quietude, como o recém-estreado 100 dias de Solidão.

Nossa aversão à falta de barulho não é coisa nova. Pascal já falava sobre isso no século XVII: “Tudo o que acontece de ruim aos homens vem de uma só coisa, a saber, não serem capazes de ficar quietos em um quarto”. O filósofo e matemático francês afirmou que todos nós vivemos, de certa forma, atormentados pelo momento presente. O desassossego é algo natural, procurar algo a fazer, apagar o silêncio da inatividade, evitar esse vazio, é humano. Mas nossa fuga à frente foi além com o passar do tempo; até alcançar limites que convidam a uma reflexão.

Kagge afirma que o caos é o estado natural do cérebro. E que através do silêncio é possível acalmá-lo. Em conversa por telefone dos escritórios de sua editora em Oslo, o editor norueguês relata que um dos motivos que o levou a escrever O Silêncio na Era do Barulho, livro em que conta suas experiências e reflexões, foi ver como suas três filhas, de 13, 16 e 19 anos, eram incapazes de suportá-lo. “Os adolescentes não sabem o que é o silêncio, precisam de barulho constante ao seu redor, distrações permanentes”.

Vivem em um carrossel de emoções carregadas de expectativas e frustrações, o tempo todo. “Muitos dos problemas de nossa sociedade têm sua origem no barulho”, afirma. “É só ver a indústria dos aplicativos: Snapchat, Instagram, Facebook, Twitter… Todo o barulho que causam só faz com que a vida das pessoas seja mais difícil; fazem com que as pessoas se sintam mais sozinhas, mais inquietas, mais frustradas, que pensem que sua vida é triste. E tudo isso é baseado nessa necessidade de barulho”.

Grande parte da experiência dos mais jovens, hoje em dia, é medida pela tecnologia. Eles convivem com a referência sistemática e instantânea do que os outros fazem. Esses dois fenômenos preocupam muito o professor David Harley, psicólogo que estuda o silêncio, especializado na interação entre humanos e computadores. “As pesquisas mostram que muitos jovens experimentam medo e ansiedade quando desconectam de suas redes; quando, por exemplo, seu telefone fica sem bateria e não há wi-fi”, explica da Universidade de Brighton, onde leciona.

Harley, que há seis anos organiza sessões silenciosas com os alunos para que descubram o poder do silêncio, considera que precisamos muito da calma e do silêncio. “A prova é o estado da saúde mental dos jovens, que obedece, em grande parte, às dinâmicas causadas pela tecnologia”, afirma. “Essas dinâmicas de competitividade, de produtividade são fonte de ansiedade”, diz. “A tecnologia introduz a produtividade e a eficiência nas relações sociais”. Não só entre os jovens, obviamente.

A possibilidade de se conectar com qualquer um, a qualquer momento, em qualquer lugar do mundo, e o fato de que tudo deve ocorrer imediatamente causou uma espécie de compressão da noção do tempo. “O silêncio”, diz Harley, “é o antídoto contra essa compressão do tempo”.

O escritor Pablo D’Ors possui uma linha de pensamento semelhante. Escreveu Biografia do Silêncio, livro que vendeu mais de 120.000 exemplares e no qual reflete sobre nosso “vertiginoso” modo de vida para oferecer a meditação como ferramenta paliativa. “O celular é o que causa mais barulho”, afirma em seu silencioso apartamento no bairro de Tetuán, Madri. “É o grande símbolo de nossa sociedade, a grande ficção de estarmos conectados, a forma de esconder nossa solidão”.

D’Ors, que além de escritor é um padre católico pouco convencional, admirador declarado de Buda, afirma que 99% das mensagens enviadas pelo WhatsApp não tem nenhum conteúdo (“são puros inputs de autoafirmação pessoal, por isso fazem tanto sucesso”). Puro barulho. Que é preciso somar ao das redes sociais, infladas de pretensos “amigos” – “a amizade não é outra coisa do que a intimidade com o outro”, diz D’Ors – que, de tanto compartilhar (o que?), não fazem (fazemos) outra coisa a não ser acrescentar decibéis à cacofonia.

O pensador e teólogo que medita todos os dias uma hora pela manhã e meia hora de noite estima que nosso medo ao silêncio se reflete no fato de que somos incapazes de estar atentos. “Pulamos de uma mensagem a outra, já não somos capazes de ler dois parágrafos seguidos, vivemos em uma total dispersão”. Para detê-la, precisamos do silêncio, poderoso instrumento que ajuda a deter o caos em que, cada vez mais, vivem nossos cérebros.

O silêncio é capaz de nos transformar, afirmam seus defensores. Somente quando se experimenta sua força a pessoa se dá conta dele. Serve para serenar a mente e é necessário para ser criativo: as melhores ideias vêm quando desconectamos, quando estamos em silêncio. Erling Kagge conta em seu livro o caso de Mark Juncosa, uma das mentes por trás do SpaceX, o megaprojeto aeroespacial do magnata Elon Musk. Juncosa confessa que, em seus extenuantes dias de trabalho, só consegue desconectar do barulho do mundo em quatro contextos: quando faz exercício, surf, na privada e no chuveiro. “É aí que aparecem as melhores soluções.

O editor norueguês descreve o próprio Elon Musk, com quem teve vários encontros, como um homem que venera o silêncio, que frequentemente o utiliza para estimular sua mente. O intrépido visionário gosta de ouvir. E costuma insertar silêncios na conversa. “Antes de falar, fica alguns segundos pensando”, explica Kagge. “É quando você vê que sua mente está trabalhando”. Em silêncio.

Frequentemente, as palavras sobram. O pensador francês David Le Breton define o silêncio por oposição ao barulho e ao excesso de falatório. E nisso concorda com Ludwig Wittgenstein, que começou a refletir sobre a questão como reação à conversa que escutava nos salões da burguesia decadente da Viena do começo do século XX. “Do que não se pode falar, é preciso calar”, escreveu o influente filósofo austríaco no Tractatus Logico-Philosophicus, a única obra que publicou em vida.

Le Breton argumenta em Silêncio: Aproximações que a dissolução e inflação mediática causaram um barulho insuportável diante do qual a reivindicação do silêncio se transforma em um ato de galhardia contracultural. Ele o defende como antídoto contra esse vazio conformista que se dissolve no barulho incessante de meios e redes.

Diante da proliferação de agressões externas as quais a pessoa hiperconectada se vê exposta, o silêncio, tão frequentemente retratado como incômodo, aparece como um fenômeno dotado de propriedades calmantes, curativas, até como algo, simplesmente, fascinante.

As sessões silenciosas que o professor Harley organiza na Universidade de Brighton começaram como parte de sua pesquisa. O fato de não existir uma grande tradição científica no campo do silêncio sempre chamou a atenção do psicólogo britânico, de 50 anos. A psicologia, ao que parece, com o perdão da boutade, também tem medo do silêncio.

Sua proposta inicial consistia em compartilhar semanalmente, em grupo, 20 minutos de silêncio em uma sala para, no final, conversar sobre a experiência. Após um ano, as pessoas já pediam só a sessões silenciosas, pulavam a conversa. Por volta de 50 pessoas continuam comparecendo, intermitentemente, ao encontro. Uns praticam meditação, outros mindfulness (atenção plena), alguns deitam no chão, outros olham pela janela… Harley conta que é curioso como as hierarquias entre colegas desaparecem quando se compartilha o silêncio.

“No âmbito pragmático, o silêncio me permite aterrissar, prestar atenção, me dá uma certa distância em relação aos imperativos da mente”, explica Harley. “Ainda que só por cinco ou dez minutos, ajuda a ver as coisas com maior perspectiva. E pode ser muito útil em um dia de trabalho. Frequentemente nos vemos arrastados por essa necessidade de ser produtivos e, possivelmente, não somos tão criativos, nos dedicando a perseguir objetivos que não são essenciais e frutíferos”. Perdidos no barulho.

David Harley afirma que essa necessidade de rumor contínuo que criamos responde a algo genético. Não é algo que nasce conosco, o aprendemos. “Esquecemos o valor do silêncio”.

Erling Kagge defende que podemos encontrá-lo a qualquer momento, em qualquer lugar, e que a questão é sermos conscientes e aproveitá-lo quando aparece diante de nossos narizes. O editor norueguês “cria” seus silêncios ao subir uma escada, ao arrumar um armário e concentrando-se na respiração. “A riqueza potencial de ser uma ilha para nós mesmos”, escreve, “devemos levá-la sempre dentro de nós”.

Talvez devêssemos tomar consciência da necessidade do silêncio para ajudar a construí-lo. É hora de dar o silêncio como resposta.

FUGIR DO BARULHO
JOSEBA ELOLA

O barulho, no sentido mais literal da questão, é um problema muito mais grave do que pensamos. É no que acredita Julio Díaz, pesquisador que publicou 40 trabalhos científicos que demonstram que a poluição sonora é tão prejudicial quanto a atmosférica. “O barulho é um autêntico agressor”, afirma o doutor em Física, chefe do Departamento de Epidemiologia da Escola Nacional de Saúde da Faculdade de Saúde Carlos III. “Quem o sofre sente que é atacado. E o organismo precisa repelir esse ataque”. De acordo com seus estudos, o barulho debilita o sistema imunológico. É um exacerbador de doenças como o Parkinson, a demência e a esclerose múltipla. Aumenta a mortalidade por “causas respiratórias, cardiovasculares e diabetes”. Em dias com picos de barulho na cidade, diz, os partos prematuros aumentam.

A necessidade de escapar do barulho é um fato. Alguns apostam nos retiros. Organizados ou pessoais. Outros, como José Díaz, transformam a experiência em uma aventura. Em 2015, decidiu se retirar a sua cabana no parque natural de Redes (Astúrias) durante 100 dias. Em completo isolamento. Relata sua vivência no documentário 100 Dias de Solidão.

Díaz confessa que há tempos precisa escapar de seu trabalho no setor da construção para descomprimir. Todas as semanas se refugia por dois dias na cabana, localizada próxima à nascente do rio Nalón. “Por ter mais contato com a natureza, sou muito sensível aos barulhos da cidade”, afirma em conversa por telefone, “me incomodam mais do que aos outros”.

O silêncio vai abrindo passagem, pouco a pouco. No Reino Unido são organizadas reuniões de leitura silenciosa, refeições silenciosas, encontros silenciosos. Cresce a oferta de destinos turísticos que vendem o silêncio como seu maior tesouro, como um luxo. Porque, de fato, o é. É muito mais difícil de se conseguir em uma casa à beira de uma avenida do que em um condomínio residencial fora da cidade. O silêncio, um luxo.

Fonte: El País

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Fazer sexo regularmente faz bem para a saúde mental

Fazer sexo regularmente faz bem para a saúde mental Certos hormônios liberados no ato podem reduzir o estresse e a ansiedade.

Você gosta de sexo? Pois sabia que, além de ser bom, ele também pode melhorar sua saúde mental? Sim: é capaz até de reduzir o estresse e a ansiedade. Isso tudo é graças a certos hormônios que são liberados durante o ato, segundo o cirurgião urologista americano Jamin Brahmbhatt.

“Uma dessas substâncias é a dopamina, que está relacionada ao caminho da recompensa. É por isso que, se você transa com uma pessoa e realmente gosta, você tem vontade de fazer de novo”, explica, durante uma entrevista ao Popsugar. A dopamina ainda é responsável por produzir sentimentos de positividade. Acha que parou por aí?

Pois o sexo também pode aumentar os níveis de oxitocina, um hormônio poderoso que faz com que você queira abraçar e ficar agarradinho. Um aumento da substância ainda leva à redução dos sinais de estresse e ansiedade, funcionando, possivelmente, como um antídoto para sentimentos depressivos. Jamin, porém, faz uma ressalva.

“Muitos dos estudos são feitos com pessoas em relacionamentos, não sexo casual”, fala. Uma explicação apontada pela reportagem é que a forma casual pode vir com alguns estresses – por exemplo, transar com o ex pode dar sentimentos de tristeza e arrependimento.

 

Fonte: Correio

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Nomofobia: quando o uso de tecnologias vira doença

Pequeno, funcional, companheiro durante o dia e, muitas vezes, a noite. Para alguns, quase uma parte do próprio corpo. “Competir” com o celular por atenção durante uma conversa é uma situação cada vez mais comum. O adversário é forte. É comum perceber que está falando sozinho enquanto a pessoa com quem você conversa mexe no celular, ou estar em casa ao lado da família, resolvendo questões do trabalho pelo whatsapp. Apesar dos benefícios da tecnologia, o uso exacerbado dos aparelhos de internet móvel pode resultar em problemas físicos, sociais e emocionais. Em casos extremos, a dependência digital é considerada uma patologia: a nomofobia.

“Esse termo vem do inglês, significa o medo de ficar sem o acesso a telefonia móvel, que vem preocupando sobremaneira todas as áreas de pesquisa clínica, médica, educacional. Porque o celular é um aparelho que está disponível 24 horas por dia e o acesso financeiro é bem maior agora”, explica Sylvia van Enck, psicóloga do Núcleo de Dependências Tecnológicas e de Internet do Programa Ambulatorial Integrado dos Transtornos do Impulso (PRO-AMITI) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Quando uma pessoa tem prejuízos nos relacionamentos e na saúde, além de deixar de atender aos compromissos do dia a dia para ficar conectado, de acordo com os especialistas, é sinal de que o uso abusivo dos meios digitais chegou a um “nível exagerado”.

“Há uma preocupação em manter o aparelho disponível o tempo todo. A pessoa começa a ficar muito preocupada com o nível da bateria, se está ou não sem o carregador, se está em lugar sem o sinal do wifi… Outro aspecto é quando ela começa a sentir que está recebendo mensagens, pensa que curtiram algo dela ou postaram algo e precisa verificar o tempo tudo. Muitas vezes, não é”, descreve, sobre a “vibração fantasma”.

Marina Simas de Lima, mestre em psicologia clínica e terapeuta de casal e família, analisa a mudança “na forma de estar na vida” com a utilização exacerbada dos meios digitais. “Algumas pessoas que usam muito o celular não vivem mais. Tudo está no celular. Quando mandam consertar ou algo do tipo parece que tira um pedaço da pessoa. Uma sensação de descontrole, de que está perdendo coisas, de que não tem controle do que tá acontecendo no mundo. Tem gente que passa mal, sua frio. A tecnologia mudou demais a forma de existir”, considera uma das fundadoras do Instituto do Casal, com sede em São Paulo.

Pela convivência saudável

EFEITOS. Fique atento às consequências físicas (privação de sono, dores na coluna, no punho ou no braço, problemas de visão) e psicológicas (ansiedade, angústia, depressão) devido ao uso das tecnologias PRODUTIVIDADE. Verifique se o desempenho acadêmico ou profissional e as relações com família e amigos estão sendo prejudicados pelo uso de redes sociais, jogos e outras atividades digitais ENCONTROS. Prefira uma vida social real à virtual. Esteja realmente presente nos momentos com família, amigos e colegas de trabalho em detrimento do celular. Nessas ocasiões, coloque o celular no silencioso e dê atenção às pessoas CRÍTICAS. Esteja atento ao que família e amigos comentam a respeito da rotina de uso do aparelho OCUPAÇÃO. Dedique tempo para outras coisas, fazer atividades físicas, hobbies, família, amigos, outras atividades que não sejam na internet. Pratique exercícios físicos regularmente. PAUSA. Crie intervalos regulares durante o uso das tecnologias para fazer alongamentos no corpo. Fonte: Sites Instituto Delete e Dependência de Internet e entrevistas com os especialistas citados nas matérias

Fonte: O Povo Online

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Tem insônia? Saiba o que comer quando o sono não vem

Já adiantamos que chocolate, café, refrigerante e chá-verde têm substâncias excitantes e devem ser consumidos com cautela.

Quando o assunto é dificuldade para dormir, o que não comer às vezes importa mais do que o que comer. Chocolate, café, refrigerante e chá-verde, por terem substâncias excitantes, deixam você contando carneirinhos, e eles completam uma maratona na sua mente sem que você pregue o olho.

“Dietas muitos restritivas em carboidrato também favorecem noites em claro”, avisa Laís Murta. Mas existe uma lista de alimentos que dão day off para os bichinhos e garantem um bom descanso. Saiba quais são eles:

Soja orgânica
Se você passou dos 40, talvez tenha percebido algumas mudanças no sono. A isoflavona do grão é uma aliada das mulheres no climatério (pré-menopausa), que, por causa da queda nos níveis dos hormônios, não dormem muito bem.

Vários estudos já comprovaram esse poder – o mais recente, publicado na revista Nutrition, mostrou: as voluntárias que consumiam duas ou mais porções diárias de soja apresentavam uma probabilidade duas vezes maior de dormir as tão sonhadas oito horas por noite do que as que rejeitavam o grão.

Kiwi, cereja, ameixa
Fonte de melatonina, são frutas que funcionam como um sedativo natural – reserve-as especialmente para a noite. Laís sugere bater 1/2 kiwi com 1 punhado de cerejas congeladas.

Leguminosas
São facilmente digeridas, além de ótimas opções de proteína vegetal e, por isso, perfeitas para substituir a carne no jantar. Consuma grão-de-bico, lentilha ou ervilha (1 concha média) ou, ainda, tofu orgânico (1 fatia fina) e cogumelos (1 xícara/chá).

Fonte: Boaforma

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Distúrbios do sono podem ser provocados por diversas causas

Estresse e a preocupação são os maiores inimigos de uma boa noite de descanso. Problema afeta a saúde e prejudica a qualidade de vida

A rotina estressante e o ritmo frenético das grandes metrópoles provocam noites de insônia em muitas pessoas. A insônia é considerada uma epidemia global que ameaça a saúde e a qualidade de vida de até 45% da população, conforme pesquisa da Associação Mundial de Medicina do Sono. A instituição alerta que o mundo vive uma epidemia de restrição ao sono e os distúrbios são um fator de risco para transtornos mentais, como depressão e ansiedade. Atualmente, já foram identificados mais de 100 tipos de transtornos que comprometem o sono. Os mais comuns são insônia, os distúrbios respiratórios e de movimento.

A estimativa é de que quatro em cada 10 pessoas não dormem bem e o pior é que, na maioria dos casos, não é identificada como uma doença tratável, pois menos de 10% das pessoas que apresentam esses sintomas reconhecem isso como um problema de saúde que requer tratamento. Para muitos, dormir mal faz parte do cotidiano. Os distúrbios do sono podem ser causados por diversas causas, sendo o estresse e a preocupação os maiores inimigos, além do estímulo provocado pelos smartphone e tablets. A luz das telas de aparelhos eletrônicos é considerada um dos grandes vilões do sono atualmente. É que a luminosidade alta prejudica na hora de dormir, por comprometer a produção do hormônio responsável pelo sono. Segundo especialistas, a melatonina é que avisa ao cérebro que é hora de dormir, mas a luminosidade afeta a sua produção. Por isso, a recomendação de que o uso desses equipamentos seja interrompido uma hora antes de ir para a cama.

As olheiras expressivas, a aparência de cansaço, o mau humor, a baixa imunidade, a falta de concentração e a queda na produtividade são apenas algumas das consequências da insônia. O tecnólogo em rede de computadores Wesley Pereira Martins, de 25 anos, sofre com os transtornos de sono desde os 5. “Quando criança, tive alguns episódios de sonambulismo, de acordo com meus pais, e, por várias vezes, andei pela casa durante a noite. Depois de adulto, passei a ter insônia decorrente do transtorno de ansiedade,” conta.

Os transtornos comprometem, consideravelmente, o cotidiano das pessoas, afetando, principalmente, o trabalho, deixando o insone mais preocupado e estressado. Wesley Martins afirma que procurou ajuda médica quando observou que a insônia estava interferindo na sua produtividade profissional. “Fiquei bastante improdutivo, pois chegava para trabalhar extremamente exausto, não tinha paciência com as pessoas, sentindo muitas dores de cabeça”, relata.

Caso atípico, o artista plástico Aluizio Figueiredo tem muitas dificuldades para dormir. “É um problema comum em toda a minha família.” Seu sono é interrompido várias vezes durante a noite, período em que ele aproveita para ficar ligado nas redes sociais, o que, segundo especialistas, é um grande erro porque o estímulo provocado pela luminosidade da tela do computador e do smartphone afeta o sono. Apesar de dormir pouco, Aluizio considera que essa privação em nada afeta seu dia a dia. Ele sofre de bruxismo e reconhece que esse pode ser um dos problemas. “Meus dentes estão gastos, mas não consigo usar a placa recomendada para evitar danos dentários.” Por não afetar seu humor e sua produtividade, Aluizio não procurou ajuda médica. “Não me atrapalha em nada, acordo cedo, sou muito bem-humorado”, pontua.

Interrupção do sono prejudica a saúde
Os quatro estágios ao dormir devem ser cumpridos, sendo cada um deles responsável por uma atividade diferente. Criar rotina para que cada um desses ciclos se complete é fundamental

Para identificar e tratar distúrbios do sono, é preciso primeiro entender o que é sono e sua função no organismo humano. É um período de restauração da capacidade física e mental. Existem reações hormonais e neurológicas que só ocorrem durante esse período. São quatro estágios de profundidade do sono, denominadas no meio médico como fases não REM, e a REM, cada qual com sua função específica. Todos devem ser exercidos em sua devida proporção.

Felipe Sales, neurologista do Hospital Vera Cruz, de Belo Horizonte, explica que o sono tem quatro fases, sendo cada uma delas responsável por uma atividade diferente. “Durante as três primeiras fases do sono, o corpo economiza energia, promove a restauração de tecidos, o aumento da massa muscular e libera o hormônio de crescimento. Na última fase do sono, conhecida como fase REM, ocorre a consolidação da memória e do aprendizado“, explica. Quando alguém está dormindo e é acordado, volta, imediatamente, à fase um do sono, comprometendo o processo, e qualquer interrupção gera prejuízo a curto e longo prazos.

A primeira etapa do sono (N1) é mais superficial, como um cochilo. Depois vem a N2, intermediária, quando se aprofunda, e a N3 é o sono mais profundo, que é o mais reparador. A fase REM é considerada o momento de sonho. Esse ciclo se repete entre quatro e cinco vezes durante a noite, conforme Drusus Perez Marques, neurologista do Hospital Vera Cruz.

De acordo com José Mól, psiquiatra da Clínica de Psiquiatria e Medicina do Sono, dormir tem que vir na quantidade certa e com boa qualidade. “Em nossa sociedade, isso está cada vez mais em débito”, afirma. O padrão, segundo o especialista, é que recém-nascidos durmam entre 14 e 18 horas, crianças entre 12 e 14 horas, adolescentes entre nove e 11 horas, adultos de sete a nove horas, e idosos entre seis e sete. “Dormir menos que seis horas por noite pode levar a pessoa a desenvolver doenças graves, como diabetes, hipertensão e outras enfermidades físicas”, alerta. Algumas substâncias hormonais somente são produzidas pelo organismo durante o período do sono, e a má produção deles pode influenciar o metabolismo durante o dia.

DIFICULDADES

A produtora cultural Adriana Soares Pinheiro começou a sentir dificuldades em dormir aos 14 anos. “Demoro muito para dormir, preciso descansar antes de pegar no sono. Quando me deito, começo a pensar sistematicamente no que fiz e o que tenho que fazer no dia seguinte e demoro a relaxar. Depois, acordo duas a três vezes durante a noite”, conta. A cada despertar, o retorno ao processo de dormir é demorado. “No período da tarde sinto um cansaço incontrolável, mas não consigo dormir.”

Adriana procurou um clínico geral, que sugeriu a ela praticar atividades físicas. Ela conta que passou a fazer caminhada e natação, mas de nada adiantou. Passou a tomar um medicamento indicado pelo médico. “Foram três dias e apenas dormia por três horas e acordava com enjoo”, lembra-se. Adriana buscou um outro especialista que lhe receitou gotas de Rivotril: “Comecei com três gotas por dia e fui evoluindo até 26 e de nada adiantou”. Decidiu abandonar o tratamento, mas reconhece que a falta de sono a incomoda. Adriana bebe socialmente e não fuma, mas se diz “muito agitada”.

Afetar a qualidade do sono por períodos longos pode levar a consequências mais graves, como hipertensão, doenças coronárias, infarto, AVC e alterações do humor: “As pessoas apresentam irritabilidade intensa por coisas banais, sem condições de resolver pequenos problemas familiares, pessoais ou profissionais”, explica Regina Lopes. A longo prazo pode levar à depressão, alterações da libido e impotência sexual. Outras enfermidades ocorrem durante o sono, como o bruxismo (ranger de dentes), sonambulismo – quando a pessoa anda pela casa, conversa dormindo –, e a paralisia, que ocorre normalmente na fase REM.

TRATAMENTO

Para tratar esses distúrbios do sono, é necessário um diagnóstico feito por especialistas. Cada caso precisa ser estudado. Em algumas ocasiões, é necessário fazer a polissonografia, exame realizado para detecção de possíveis alterações no sono. Segundo Regina Magalhães Lopes, médica do Hospital Mater Dei, pneumologista e especializada em sono pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, no caso de insônia, a primeira recomendação são os tratamentos higienistas. “As pessoas precisam valorizar mais o sono.” O ambiente deve ser escuro, silencioso, ter uma temperatura agradável, evitar o uso aparelhos eletrônicos como celular, computador ou TV na hora de dormir. Não fazer exercícios físicos à noite ou ingerir comida de difícil digestão no período noturno também são medidas que podem contribuir para evitar a insônia, além da ioga, fazer acupuntura e sonoterapia. E em outros casos são indicadas ações medicamentosas de indução ao sono.

Para Regina Lopes, a insônia, em muitos casos, pode ser consequência de algum evento marcante que deu início ao processo: “O fim de um casamento, um filho que saiu de casa, uma perda familiar de qualquer natureza. É preciso identificar pontualmente o que desencadeou o processo e buscar uma forma de relaxamento”. Para distúrbios respiratórios é utilizado o BiPAP, aparelho adaptado a uma máscara, ligada à eletricidade, que mantém desobstruídas as vias aéreas.

A técnica de estimulação magnética transcraniana, indicada para tratamento de depressão, tem resultados significativos na melhora do sono, explica José Mól: “É a primeira manifestação positiva. São sessões diárias de 20 minutos, no córtex frontal esquerdo, área do cérebro que tem função diminuída durante o quadro depressivo. A estimulação provoca os neurônios a voltarem ao ritmo normal, sem qualquer contraindicação ou efeitos colaterais”. São de 10 a 20 sessões e recomendáveis também para grávidas, idosos e cardíacos.

Você sabia?

» Insônia engorda: alguns estudos apontam que não dormir normalmente faz com que algumas substâncias, como a grelina (hormônio produzido pelo estômago e que dispara a sensação de fome), aumentem, enquanto outras, como a leptina (que inibe o apetite e estimula o gasto de energia), diminuam.

» Mulheres sofrem mais: para cada homem insone, há três mulheres que também não conseguem dormir. Não se sabe exatamente os motivos, mas acredita-se que elas sejam mais propensas ao estresse do que os homens, o que impacta a qualidade do sono.

» A insônia é mais frequente em idosos do que em adultos jovens: pessoas mais velhas têm 1,5 mais dificuldade de dormir do que adultos com menos de 65 anos. Segundo a Associação Brasileira do Sono (ABS), a prevalência de insônia no idoso varia de 19% a 38%.

» Quanto mais doenças, mais insônia: tanto homens quanto mulheres que sofrem de doenças cardiovasculares, artrite, obesidade, enfisema pulmonar, asma, diabetes, doença renal ou câncer têm muito mais chances de se tornar insones.

» Somente 30% dos adultos com dificuldade de dormir procuram ajuda profissional para resolver o problema: dos que procuraram tratamento, apenas 19% foram ao consultório não especificamente para discutir as dificuldades para dormir, mas sim as consequências disso, como queda no rendimento e queixas sobre a saúde de modo geral.

Tipos de insônia

» Insônia ocasional: dura apenas alguns dias, mas pode aparecer novamente de tempos em tempos. É causada por estresse agudo ou mudanças ambientais, como mudanças no fuso horário ou hospitalização.

» Insônia aguda ou transitória: pode durar de uma a três semanas. A frequência está associada a fatores estressantes mais sérios, como perdas pessoais agudas, traumas emocionais, problemas prolongados no trabalho/família ou doenças graves.

» Insônia crônica: dura mais do que três semanas. A frequência é causada por doenças clínicas ou psiquiátricas (como insuficiência cardiovascular, hipertireoidismo, asma ou depressão). Pode estar ligada ao uso de certos medicamentos, ao uso abusivo ou dependência de drogas ilícitas e de álcool ou transtorno primário do sono.

Impactos

» Sonolência diurna
» Fadiga
» Falta de energia
» Irritabilidade
» Ansiedade
» Falta de concentração e de memória
» Dores musculares
» Depressão
» Acidentes de trabalho
» Diminuição da libido
» Risco de depressão

Tipos de tratamentos

» Não farmacológico: sem uso de remédios. Os médicos usam a terapia comportamental cognitiva (TCC) para analisar pontos importantes do cotidiano do paciente. Após uma avaliação psicossocial, o TCC é feito em seis a oito sessões em grupos de até 10 pessoas. Além de informações sobre o problema, os insones são apresentados a técnicas para adaptar alguns comportamentos que podem estar atrapalhando o sono. De modo geral, o tratamento demora até quatro meses.

» Farmacológico: podem ser hipnóticos, antidepressivos ou tranquilizantes. O problema são alguns efeitos adversos, como dor de cabeça, náuseas, tonturas e, em alguns casos, dependência. Basicamente, os remédios atuam em receptores ou sub-receptores cerebrais que estimulam o sono. A escolha do medicamento, contudo, deve ser feita apenas pelo médico, uma vez que a insônia pode estar associada a outras doenças, como depressão. Nesses casos, a insônia é um sintoma, e não a doença propriamente dita.

Fonte: Associação Brasileira do Sono

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Pós-bullying: Como apoiar seu filho em uma nova escola

Especialista dá dicas para ajudar na transição a um novo ambiente

No começo do ano, é comum muitos pais se preocuparem em ajudar o filho a frequentar outra escola após terem sofrido bullying. A adaptação a um novo ambiente, por si só, já é um desafio para as crianças. Mas quando se trata de uma pessoa que já foi vítima de algum processo ligado à agressão física, moral ou psicológica, a situação é ainda mais delicada.

– Para ajudar a criança a enfrentar essa fase, é necessário conversar com pessoas-chaves da escola, pedindo seu apoio. No mínimo o coordenador pedagógico e o professor devem ser informados do histórico da criança, em particular de problemas e/ou traumas vivenciados por ela, para que possam ampará-la e compreender eventuais reações de medo e/ou isolamento. Em casa, os pais podem ajudar a reforçar habilidades emocionais e, principalmente, as sociais, como, apresentar-se a novas crianças para fazer amigos – sugere a fundadora da Associação pela Saúde Emocional de Crianças (ASEC), Tania Paris.

Outro ponto a ser levado em consideração é o cotidiano da escola. É indicado verificar se há programas que estimulem o desenvolvimento das competências emocionais de crianças e adolescentes, além de como os educadores tratam o bullying e os demais assuntos relacionados aos comportamentos autodestrutivos. Conversar com os pais que já passaram e superaram essa experiência também pode fazer a diferença.

– Sanar dúvidas, abastecer-se de informações e manter contato com os orientadores são estratégias positivas para apoiar seu filho. Assim, é possível iniciar uma nova história e fortalecer a saúde mental. Pode ser uma oportunidade da criança ter um aumento de autoestima, ao perceber que superou aquela fase, sentindo-se capaz de enfrentar obstáculos – comenta Paris.

Fonte: Pleno News

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Gestação x emocional

Uma a cada quatro gestantes sofre com problemas de saúde mental.
Duas perguntas ajudam a identificar possíveis desordens e garantir equilíbrio para mãe e bebê nessa fase tão importante da vida.

Apesar de gratificante, a gestação não é um período nada fácil. E para 25% das mulheres, ele pode ser ainda mais delicado, acompanhado de depressão e outros transtornos que afetam a mente. Foi o que mostrou um novo estudo do King’s College London, na Inglaterra.

Os pesquisadores avaliaram 545 mulheres acima dos 16 anos por meio de testes usados no diagnóstico de distúrbios psicológicos ou psiquiátricos. Eles descobriram primeiro uma prevalência considerável de ansiedade e depressão, que atingem 15% e 11% das grávidas, respectivamente.

Além disso, apareceram casos de transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, em 2% das futuras mamães, e outras doenças menos comuns, incluindo os transtornos obsessivo-compulsivo, do estresse pós-traumático e até mesmo o bipolar. Vale dizer que as mulheres não desenvolveram as doenças por conta da gravidez, mas uma coisa está bem ligada à outra, uma vez que problemas do tipo podem interferir na saúde da mãe e do filho até a adolescência.

“O maior foco das pesquisas até agora sempre foi nas variações de humor típicas desse período, mas os profissionais de saúde também precisam estar prontos para identificar a presença de desordens mentais na gestante”, explica Louise Howard, psiquiatra e autora principal da pesquisa. A ideia dos cientistas é que o trabalho não só reforce a importância dessa investigação, mas aponte um caminho mais simples para ela.

Duas perguntas
O estudo comparou métodos mais complexos de diagnóstico de desordens do tipo com o método de Whooley, que usa apenas duas questões para averiguar se há algum risco para a saúde mental escondido em uma simples tristeza ou comportamento diferente:

No último mês, você se sentiu incomodada por estar triste, para baixo ou desesperançosa?
No mesmo período, você sentiu menos prazer ou interesse em fazer as coisas que faz geralmente?
Se a resposta para essas perguntas for sim, a recomendação é que o médico apure melhor a situação e, se necessário, encaminhe a gestante para outro profissional, como um psiquiatra ou psicólogo. Mais importante do que isso é, ainda, garantir um espaço seguro para que a mulher possa se abrir e perguntar sobre a saúde mental sem fazer julgamentos.

Diagnosticar precocemente, dar suporte e acompanhar cada caso é a melhor maneira de garantir que mãe e filho tenham uma mente equilibrada e uma vida feliz pela frente.

 

Fonte: Abril

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Neuropsicóloga fala sobre qual real significado da felicidade

A felicidade sempre desejada e cantada em verso e prosa é mais do que um objetivo na vida de muitas pessoas. Mas afinal o que é felicidade? Qual a chave para que pessoas alcancem alegria duradoura na vida? O dicionário aurélio classifica a felicidade como um estado de quem é feliz, estado de bem-estar, de contentamento. Sendo assim, podemos dizer que a felicidade é uma emoção, um movimento de dentro para fora, onde tudo que acontece no mundo exterior é percebido e interpretado forma diferente.

Para a neuropsicóloga Gildenir Martins, a percepção que cada indivíduo tem do mundo exterior é o responsável pelos pensamentos – cognições, emoções e comportamentos. Funcionando como um ciclo em cadeia, as situações do dia a dia, os estímulos do ambiente desencadeiam as percepções e estas as cognições, pensamentos que geram emoções e comportamentos.

“Os pensamentos são originados em um sistema mais complexos que chamamos de crenças, que são construídas ao longo do nosso desenvolvimento e estão diretamente relacionados com nossas experiências ao longo da vida. Quando recebo determinada notícia eu reajo, interpreto essa situação de acordo com minha crença gerando emoções negativas ou positivas, agradáveis como a felicidade. Sempre digo que nossas reações são de acordo com: eu penso, eu sinto, eu me comporto”, pontua a especialista.

Gildenir aponta a educação emocional como a chave para melhorar gerenciamento das emoções, o que permitirá encarar com paciência, percepção e sobriedade os problemas em nossos relacionamentos com os outros e com nós mesmos. “Não temos o hábito de nos preocuparmos com a nossa saúde emocional. Fazer psicoterapia e estimular o desenvolvimento das funções cognitivas na infância, principalmente as funções executivas, é fundamental para nossa saúde mental, e consequentemente para a nossa felicidade”, destaca.

A neuropsicóloga alerta que o uso de redes sociais pode trazer prejuízos emocionais na busca pela felicidade, uma vez que muitos caem na ilusão criada por fotos de momentos felizes, mas que nem sempre correspondem à uma realidade feliz de fato. “Tudo tem a sua medida para alcançar o equilíbrio. O uso das redes sociais também pode ser assim. Se usada da forma correta, ela pode contribuir para a felicidade. Isso vai depender de cada indivíduo, seus interesses, o que ele busca, e que tipo de emoção as redes sociais lhe proporciona”, finaliza.

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Rede social atrai teresinenses à prática do sexo em grupo, o famoso “swing”

Psicóloga destacou os grandes desafios de quem busca a prática e as frustrações deixadas em casais por tentativas sem preparo necessários

Falar sobre sexo tem se tornado cada dia mais comum, no entanto, ainda é um assunto delicado de se abordar. E quando é para falar de sexo na perspectiva do swing, cuja a prática é através do sexo grupal entre dois ou mais casais, o tema insiste em ficar apenas nas temáticas pouco discutidas e exibidas na grande mídia. Para conhecer este universo e trazer o assunto ao debate, o OitoMeiabuscou conhecer pessoas adeptas ao swing e uma rede social que vem ganhando espaço na internet, onde mais de 1 mil usuários são teresinenses, interagindo, compartilhando fotos, videos e suas experiências.

Numa breve explicação, para quem continua com dúvidas sobre esta prática sexual, o Swing pode acontecer com a  troca de parceiros com beijos, carícias e sexo oral, com ou sem penetração. Ou seja, a decisão é colocada em um acordo entre os participantes na relação. Chegando-se a um consenso, em busca de um sexo apimentado.

Na imersão da rede social denominada de Sexlog, nos mais diversos perfis visitados a faixa de idade entre os casais variam entre 23 a 55 anos. Pessoas casadas, namorando e, inclusive, perfil de casal de amantes que buscam fazer sexo com outros casais para mostrar para seus cônjuges. No Swing vale quase tudo, portanto, é sempre bom dar um crédito para as propostas e ao que estiver escrito, pois a imaginação é uma forte contribuinte para que o encontro seja inesquecível entre os praticantes.

CASADOS HÁ 17 ANOS: “VAMOS À UM BAR, DE LÁ PODEMOS SEGUIR”

Entre os usuários, a reportagem buscou contato com o perfil intitulado de Alan e Ludmila, no qual o proprietário é casados há 17 anos, possui filhos e residem na zona Leste de Teresina. Sem propor de fato uma entrevista, o OitoMeia iniciou um diálogo.

Seguindo as regras do ‘jogo’, é válido olhar todo o perfil do casal na página, e de imediato é possível ver o interesse de ambos. “Casal realmente casado procura outros casais e homens para se conhecerem, bater um papo e, se houver afinidade, quem sabe algo mais”, descreveu. À equipe, eles garantiram que estariam disponíveis para um encontro pessoalmente e, a partir de então, avançariam para o proposito.

“Estamos querendo sair dia 26 ou 27 [de dezembro]. Podem à noite ? Barzinho, conversar… Se rolar afinidade, aí quem sabe”, sugeriu Alan. Entre suas exigências, segundo relatou, a saída com os dois só poderia ocorrer caso quem estivesse conversando do lado de cá enviasse fotos de rosto. “Só saímos com o casal se trocarmos fotos. E aí? Topam ou não ?”. Para muitos, essa é uma maneira de saber se o casal é real, ou, trata-se apenas de um perfil falso.

PARA DAR CERTO, OS DOIS PRECISAM QUERER

A psicóloga que atua na área de terapia sexual, Kyslley Urtiga, explicou ao OitoMeia que ambos precisam estar preparados para realizar o swing. Dentre os esclarecimentos, Urtiga ressaltou os grandes desafios de quem busca a prática e as frustrações deixadas em casais por tentativas sem preparo necessários.

Ela iniciou a conversa esclarecendo que o ponto de partida para quem deseja entrar em um swing é entender a necessidade do seu parceiro ou parceira, e se enxergar dentro dela. “Primeiro, você tem que ter uma certa responsabilidade pelo outro, que muitas vezes fica difícil quando a gente não entende que o outro tem que se perceber nessa situação de uma mesma forma que eu quero. Se eu tenho esse desejo, eu vou discutir com o meu parceiro sobre isso, e eu vou conjugar a nossa vontade”.

Psicologa Kyslley Urtiga, especialista em terapia sexual fala sobre a prática do Swing (Foto: Salomão Prado/OitoMeia)

REPRESSÃO SEXUAL

O grande desafio para quem quer fazer swing, segundo terapeuta, é a questão do parceiro apenas querer satisfazer o outro, e esquece de si. Em muitos casos, como foi identificado no próprio Sexlog, a mulher se submete aos prazeres do seu cônjuge e não coloca em dialogo os seus medos ou seus fetiches também.

Nesse aspecto, Kyslley denomina como ‘repressão sexual, e faz o alerta principalmente para os casais ciumentos. “Existe uma situação chamada repressão sexual, que entre muitas vezes ocorre nesse caso de swing, e é exatamente: ‘quando eu quero fazer para realizar o desejo do outro, e eu não faço por mim’. Um casal que tem muito ciúmes envolvido, é um casal que não tem uma tipologia pra esse tipo de prática… Porque em muitos momentos, eles não conseguem desmistificar isso, a ponto de entender que é um desejo buscado para ambos”.

Na dia a dia de trabalho, ela enfatiza que os casais que buscam sua ajuda profissional já chegam com traumas da prática, exatamente por não terem buscado preparo psicológico antecipadamente. “Eu não recebo pacientes que buscam ir [fazer swing]. Geralmente eu já recebo eles com o sofrimento, casais com frustração da prática. Porque não amadureceu, não trabalhou limites, e só pensaram em ir, e sequer pensaram em trabalhar como iriam se sentir”, pontuou.

Psicologa Kyslley Urtiga, especialista em terapia sexual fala sobre a prática do Swing (Foto: Salomão Prado/OitoMeia)

QUERO FAZER SWING, E AGORA ?

Para evitar qualquer surpresa na hora H, a profissional faz algumas recomendações e deixa claro que a prática não deve ultrapassar o campo do prazer. No primeiro ponto, ela afirmou a necessidade de conhecer os limites dos participantes.

“É preciso se ter um amadurecimento para iniciar a prática, é preciso reconhecer os limites do parceiro. Por exemplo, se meu parceiro não sentir-se bem, eu vou conseguir parar aquela prática, naquele momento e respeitar ? Que tipo de fetiche ou fantasia está se buscando nessa situação ?”, disse.

HOMEM OU MULHER: QUEM MAIS BUSCA PELA PRÁTICA ?

Com sua notada experiência, a psicóloga destacou o grande espaço que o público feminino vem conquistando quando o assunto é sexo, haja visto que há pouco tempo atrás determinados desejos sexuais eram velados pelo público feminino por medo, repressão do seu parceiro. Kyslley afirmou que atualmente “acredita que hoje em dia o público está bem misturado”, ou seja, com muita mulher buscando realizar seus desejos assim como os homens.

GANHA DINHEIRO PARA FAZER SWING

Entre os amantes do swing, o jovem que se identifica por Edu, 24 anos, formado em administração de empresas, relatou que na época em que praticava, há mais ou menos 2 anos, fazia tanto por “gostar muito” quanto por interesse financeiro. Ele, que é natural de São Raimundo Nonato, foi embora muito novo para a cidade de Fortaleza (CE) e por lá frequentou algumas casa de swing, onde passou a conhecer casais héteros e homossexuais. Com os dois gêneros, Edu se deixou levar.

“Sou de São Raimundo Nonato, e fui pra Fortaleza quando tinha mais ou menos uns 15 anos de idade, conheci muitos casais, gays, héteros… e eu passei a fazer por dinheiro”, explicou. “Existem muitas fantasias mirabolantes, que fazem parte do swing. Por exemplo, conheci um casal hétero em que o esposo não queria transar, apenas sentar e assistir eu com a esposa dele”.

Gay e atualmente casado, Edu fala sem pudor ao OitoMeia que só não continua fazendo swing devido ao seu estado civil. “Meu marido é muito ciumento, por isso não continuei fazendo. E ele me conheceu fazendo esses trabalhos lá em Fortaleza”.

CUIDADOS COM A SAÚDE

Muito se falou sobre os cuidados com a saúde mental, mas é válido e necessário a cuidar também da saúde do corpo como um todo, antes de qualquer ato sexual. “É preciso que os casais conheçam antes seus parceiros, o local onde vão fazer a prática e sempre fazer uso tanto do preservativo, quanto de pilula anticoncepcional”, lembrou a terapeuta Kyslley Urtiga.

Fonte: OitoMeia/ Salomão Prado

 

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